Relações Internacionais: Cooperação, Conflito e Política Exterior

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Relações Internacionais

Constitui uma área de estudo que busca novos métodos para explicar a realidade internacional.

Prática das relações de governo entre Estados.

Cooperação e Conflito

Questão da guerra e da paz.

  • Objetivos divergentes na economia, na política ou nos interesses são causadores de conflitos.
  • Ênfase no estudo do conflito.
  • Cooperação — forma mais pacífica de resolver um conflito; a falha desse processo pode ocasionar guerra.
  • Parte do princípio de que existe um interesse comum em preservar a paz.

Internacionalização

Nenhuma empresa escapa da influência internacional.

Concorrência de importação e de empresas que se instalam em território nacional.

A prioridade das organizações manufatureiras é atender ao mercado internacional.

Pontos fundamentais da internacionalização

  • Dificuldade com cultura, língua e leis divergentes.
  • Globalização.
  • Crises.
  • Eliminação de barreiras tarifárias.
  • Acordos comerciais entre nações.

Política Exterior dos Estados

Representação do Estado diante dos demais sujeitos do Direito Internacional, com a adoção de princípios bem definidos.

É formada com base na cultura, geografia, economia e outros fatores que determinam a linha a ser seguida por um Estado e seu governo no meio internacional.

Política exterior

  • Projeção no sistema internacional.
  • Destaque para a relação com outros Estados.
  • Modo pelo qual conduzem seu país.
  • Interação por diversos meios, tendo como marco os limites entre cooperação e conflito.

Tradição Hobbesiana

A anarquia ou estado de natureza

Mundo anárquico, de guerra permanente, situação de puro conflito.

O comportamento internacional do Estado é definido segundo seus interesses exclusivos.

Três motivos para a discórdia:

  • Competição — leva os homens a atacarem-se em busca do lucro.
  • Desconfiança — preocupação com a segurança.
  • Glória — preocupação com a reputação.

O estado natural do homem está ligado à ausência de um poder em nível internacional: um poder comum que aterroriza a todos.

Tradição Kantiana

Emancipação ou comunidade mundial

Oposta à hobbesiana, defende um conjunto de relações entre indivíduos que ultrapassem os limites nacionais.

A guerra é de interesse apenas do governo e não do povo, que é forçado por uma autoridade superior a participar dela.

O personagem mais importante é o Estado, não o indivíduo; assim decorre uma tradição de Relações Internacionais voltada à cooperação.

Kant descarta o pessimismo e considera, nas Relações Internacionais, a possibilidade de superar a condição de "guerra de todos contra todos" (estado de natureza).

Tradição Grociana

Ordem ou sociedade de Estados

Ocorrem as Relações Internacionais entre Estados, mas o comportamento é guiado por normas e regras de conduta.

Tem como ideia central o reconhecimento de que o sistema de Estados é anárquico, mas não necessariamente violento ou caótico. A anarquia é contida pela sociedade de Estados, onde existe uma ordem baseada em leis.

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