República Velha: Fases e Educação
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República Velha
Dividida pelos historiadores em dois períodos:
- O primeiro período, chamado de República da Espada, foi dominado pelos setores mobilizados do Exército apoiados pelos republicanos. Foi o período no qual o Brasil foi governado pelos marechais Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto entre os anos de 1889 a 1894. Época caracterizada como uma ditadura militar.
- O segundo período ficou conhecido como República Oligárquica, e se estende de 1894 até a Revolução de 1930. Caracterizou-se por dar maior poder para as elites regionais, em especial do Sul e Sudeste do país. As oligarquias dominantes eram as forças políticas republicanas de São Paulo e Minas Gerais, que se revezavam na presidência. Essa hegemonia paulista e mineira denomina-se política do café com leite, em razão da importância econômica da produção de café paulista e de leite mineiro para a economia brasileira da época. Assim, a escolha do presidente ficava com o Partido Republicano Paulista (PRP) e o Partido Republicano Mineiro (PRM).
Educação na República Velha
As ideias positivistas ganharam força com a reforma de 1890, organizada por Benjamin Constant, que propôs mudanças nos ensinos primário (de 7 a 13 anos) e secundário (de 13 a 15 anos) do Distrito Federal, priorizando disciplinas científicas como Matemática e Física, em detrimento das humanas - que eram o foco das escolas de primeiras letras, criadas no Império.
O ensino passou a ser organizado em séries e os estudantes foram divididos por faixa etária.
Tornou-se necessário formar mais professores. A intenção do governo era abrir as Escolas Normais. E como uma solução rápida, mas de qualidade inferior, foram criadas as escolas complementares. Foi preciso, também, estruturar a administração da Educação e formular diretrizes e normas. "Isso gerou novas relações de poder dentro das escolas e, a partir de 1894, surge o cargo de diretor escolar". A direção era reservada aos homens. Já as vagas de professores da Educação primária eram amplamente preenchidas por mulheres, pois era um trabalho socialmente aceito e elas concordavam em ganhar salários baixos, pouco atraentes ao público masculino.
Durante a Primeira República, existiram dois movimentos: o “entusiasmo pela educação” e o “otimismo pedagógico”.
Após a exclusão dos Jesuítas, as poucas escolas públicas existentes nas cidades eram frequentadas pelos filhos das famílias de classe média, os da classe alta estudavam em alguns poucos colégios particulares, religiosos, que funcionavam em regime de internato ou semi-internato.
O entusiasmo pela educação como um processo de aprendizado resultaria num amplo processo de formação e diminuiria a distância entre o povo e a elite.
O otimismo pedagógico foi o ciclo de reformas estaduais da educação nos anos 1920. Não existia ainda Ministério da Educação. As mudanças nessa época se devem a jovens intelectuais que foram a várias capitais do país e procuravam dar consistência à educação estadual.