Resinas Compostas: Composição, Adesão e Técnicas Restauradoras

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Resinas Compostas: Composição e Classificação

Resina compostamatriz orgânica (matriz resinosa)

+ matriz inorgânica (carga)

+ agente silanizado (silano)

Classificação das resinas compostas:

  • / bom polimento /
  • Macropartículas: 15 a 100 µm — 70 a 80% de carga
  • (menor concentração, bom polimento)
  • Híbridas: macro e micropartículas
  • / propriedades intermediárias /
  • Micro-híbridas: propriedades intermediárias
  • / menor diferença de tamanho
  • entre as partículas maiores
  • e menores partículas que as filtradas
  • Nanopartículas: nanotecnologia — propriedades
  • melhoradas / boa estética
  • / bom polimento / boa resistência
  • - resina quimicamente ativada (pasta + pasta)
  • - resina fotoativada (pasta única)

Adesão

Adesão: é uma força de atração entre duas superfícies

de composição molecular diferente

(no nosso caso, dente e material restaurador),

podendo ser química ou mecânica.

- A adesão no esmalte já está bem esclarecida e aceita,

porém esmalte e dentina são

estruturas bastante diferentes.

Procura-se atualmente buscar uma união à dentina

tão satisfatória quanto aquela

encontrada para o esmalte.

Adesão ao esmalte

  • Condicionamento ácido no esmalte;
  • descalcificação dos prismas;
  • formação de microporos;
  • penetração do adesivo — retenção micromecânica.

Adesão em dentina

Smear layer: é uma camada amorfa de detritos

orgânicos e inorgânicos provenientes do corte ou

desgaste do dente,

além de óleo, sangue, proteínas salivares e bactérias.

Com uma espessura de 0,5 a 15 µm.

Vantagens do smear layer

  • Redução de sensibilidade;
  • Diminuição da permeabilidade dentinária;
  • Bloqueio à penetração de bactérias;
  • Resistência aos movimentos dos fluidos dentinários.

Desvantagens

  • Permanência de bactérias;
  • Interferência na adesão;
  • Favorece microinfiltração marginal.

Estrutura dentinária

  • Prolongamentos de odontoblastos;
  • Túbulos dentinários / espaço periodontoblástico;
  • Dentina intertubular / dentina peritubular;
  • Umidade.

Sistemas adesivos

- Ácido fosfórico 37%

+ primer + adesivo

- Adesivo de frasco único: ácido fosfórico separado

/ primer + bond no mesmo frasco

- O adesivo penetra na dentina formando

as tags (nos túbulos)

e a camada híbrida.

Camada híbrida

Entrelaçamento do adesivo nas fibras colágenas da dentina desmineralizada.

Classes de Cavidades

Classe III

Proximal de dentes anteriores sem atingir o ângulo incisal.

Sequência operatória

  • Anestesia e profilaxia;
  • Escolha da cor (luz natural, dentes umidos, sem isolamento);
  • Abertura e contorno: ponta diamantada esférica (proteger dente vizinho, entrar de preferência pela lingual — quando houver acesso direto entrar por proximal; quando a cárie invadir a vestibular entrar pela vestibular);
  • Isolamento absoluto (pré a pré);
  • Remoção do tecido cariado (esférica, baixa rotação, curetas);
  • Bisel quando invadir vestibular;
  • Limpeza da cavidade e proteção pulpar;
  • Colocação da matriz de poliéster e cunha;
  • Condicionamento ácido (30 s esmalte e 15 s dentina);
  • Lavar e secar;
  • Aplicação de camadas de primer e bond (fotopolimerizar por 20 s);
  • Inserção de incremento — fotopolimerizar por 40 s;
  • Remoção do isolamento;
  • Polimento.

Classe IV

Proximal de dentes anteriores, atingindo ângulo incisal, muitas vezes relacionada a fratura. Não necessita de abertura e contorno; bisel no ângulo cavosuperficial vestibular.

Classe V

Terço cervical de todos os dentes; abertura com ponta diamantada esférica 245,

bisel (não biselar parede gengival).

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