A Revolução Francesa: Causas, Fases e Importância

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A Revolução Francesa decorreu no século XVIII, em França.

Causas da Revolução Francesa

As causas da Revolução Francesa são: o descontentamento do Terceiro Estado (camponeses, burguesia e trabalhadores urbanos) com os privilégios da nobreza e do clero. O facto de o Terceiro Estado pagar altos impostos enquanto o clero e a nobreza eram isentos, bem como o facto de quase todas as terras do território francês estarem nas mãos da nobreza. Um outro facto é: as pessoas que contestavam o absolutismo eram presas na Bastilha ou enviadas para a guilhotina. A maioria da população vivia em péssimas condições de vida enquanto a nobreza desperdiçava elevadas quantias com luxos. A burguesia comercial queria ascender de forma a poder participar nas decisões políticas, bem como obter uma maior liberdade económica. Por fim, as ideias iluministas, que defendiam o fim do absolutismo, provocaram uma grande influência sobre os intelectuais integrantes da alta burguesia.

Fases da Revolução Francesa

  1. Monarquia Constitucional (1791-1792): Período de grande instabilidade social, devido à miséria e ao facto de ser negado o exercício de voto à maioria da população. O rei Luís XVI não era adepto da revolução e procurou, com ajuda externa, restaurar o Absolutismo.
  2. República Popular - Convenção (1792-1795): Em 1792, os Jacobinos, defensores extremistas da revolução, tomaram o poder e proclamaram a República (regime político em que o chefe de estado é eleito pelos cidadãos por um período de tempo). Luís XVI foi acusado de traição à pátria e executado na guilhotina. A Convenção, assembleia que governou durante este período, foi eleita pelo sufrágio universal (pelo voto de todos os cidadãos) e preparou outra constituição, aprovada em 1793. Nesse ano, Robespierre, defensor radical da República, iniciou um período de terror que levou à morte na guilhotina de milhares de opositores da revolução. Este acabou por vir a ser guilhotinado em 1794.
  3. Revolução Burguesa (1795-1804): Esta terceira etapa tinha como objetivo defender os interesses da burguesia. Em 1795, foi aprovada uma nova constituição e o poder executivo foi entregue a um Diretório, constituído por 5 diretores, representantes da burguesia moderada. Perante o agravamento da situação económica e a continuação de conflitos em vários palcos de guerra, surgiram condições para que Napoleão Bonaparte tomasse o poder através de um Golpe de Estado, instaurando o Consulado entregue a três cônsules. Aos poucos foi reforçando o seu poder, tornando-se cônsul vitalício e, depois, imperador dos Franceses entre 1804 e 1814. Napoleão modernizou a França, aumentou o seu poder económico e desenvolveu uma política expansionista. Para derrubar a Inglaterra, ordenou o Bloqueio Continental, proibindo os países europeus de transacionarem com os ingleses, no sentido de provocar a sua ruína. Em 1815, foi totalmente derrotado por uma coligação de vários países e, no Congresso de Viena, os vencedores traçaram um novo mapa político da Europa, assinando o Tratado de Paris.

Importância da Revolução Francesa

A Revolução Francesa foi importante porque instaurou um novo modelo de organização política num sistema absolutista, tornando o acontecimento numa prova concreta de que é possível a existência de um novo modelo de organização política, porque assinalou uma rutura com o Antigo Regime e porque iniciou a Idade Contemporânea, procedendo a transformações na política (separação de poderes), na sociedade (estabelecimento da sociedade de classes), na economia (liberalismo económico) e na ideologia (liberdade de expressão e de pensamento e igualdade de todos os cidadãos perante a lei).

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