A Revolução da Navegação e Cartografia nos Séculos XV e XVI

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Nos séculos XV e XVI, os Descobrimentos Marítimos dos portugueses contribuíram para o alargamento do conhecimento do Mundo e para a síntese renascentista.

Inovações Técnicas e Instrumentos de Navegação

Quando iniciaram a sua expansão, os navegadores já beneficiavam de uma herança de invenções e técnicas de navegação essenciais:

  • O leme montado no cadaste: Era mais fácil de manobrar e permitia mudar de direção com maior rapidez.
  • A bússola: Permitiu o traçado de rumos na navegação, resultando nas cartas-portulano (misto de cartas geográficas e de roteiro, com o nome dos portos e informações diversas sobre a navegação).
  • O astrolábio e o quadrante: Instrumentos de orientação que utilizavam a altura dos astros.

A Evolução das Embarcações Portuguesas

Com os avanços da navegação portuguesa no Atlântico, as técnicas náuticas evoluíram desde meados do século XV, surgindo novos tipos de navios:

  • Caravelas: A necessidade de navegar à bolina (contra o vento) permitiu tirar partido de todas as variações e direções do vento, revelando-se um navio veloz.
  • Nau e o Galeão: Navios mais resistentes e de maior porte, capazes de receber uma carga mais avultada. Fortemente artilhados, estes navios dominaram os oceanos, forçando os contactos com outras civilizações.

A Cartografia e a Desmistificação do Mundo Medieval

Com a cartografia aconteceu o mesmo. O Mundo, que era até ao século XV conhecido pela cartografia medieval e outras antigas, mostrou-se muito longe do que era na realidade, o que foi provado nas viagens marítimas ibéricas. Foi com esta expansão marítima que se demonstrou a falsidade das representações cartográficas medievais apresentadas até então: o Planisfério T-O, o Planisfério de Zonas e o Planisfério de Ptolomeu.

O Rigor dos Cartógrafos Portugueses

No aperfeiçoamento notável que foi feito, foram em primeiro lugar revistas as conceções medievais, dando-se a conhecer com alguma exatidão muitas regiões da Terra até então ignoradas ou mal conhecidas na Europa. Simultaneamente, os contornos de mares e terras adquiriram um traçado mais rigoroso e as distâncias tornaram-se mais próximas da realidade.

Os cartógrafos portugueses tornaram-se, assim, os mais aptos para traduzirem o mundo conhecido, não só graficamente, pois introduziram nos mapas, a par das escalas de latitude, dos planos hidrológicos com vistas de costas e do registo das sondas, toda uma explosão informativa de etnias, faunas e floras. Embora a graduação das longitudes fosse ainda fictícia, os estudos portugueses sobre a declinação magnética haveriam de contribuir para as projeções mais rigorosas da cartografia europeia.

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