Semiótica: Saussure, Hjelmslev e Peirce
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Saussure
Língua e fala
Língua: Instituição social; conjunto de normas.
Fala: Atualização da língua.
Significado e significante
Todo significante gera um significado. Um signo não vincula o nome a uma coisa, mas sim uma imagem acústica (significante) a um conceito (significado).
Exemplo:
- Significante = maçã
- Significado = Branca de Neve; pecado; etc.
Tudo depende do contexto que já temos em mente.
Sintagma e paradigma
Toda linguagem é o uso de termos dentro de uma organização; trata-se do uso dos eixos.
- Paradigma = eixo das semelhanças; envolve seleção e substituição entre termos (nexo; palavras).
- Sintagma = eixo da continuidade; organização linear dos elementos.
Sincronia e diacronia
Sincronia = estudo da língua em um momento específico. O que se desenvolve ao mesmo tempo.
Diacronia = estudo da língua ao longo do tempo.
Exemplo: língua portuguesa e tom de voz — devem estar relacionados com todo tipo de linguagem.
Hjelmslev
Plano de expressão e plano de conteúdo
Hjelmslev desenvolveu conceitos a partir de Saussure:
Significante = plano de expressão — é como os signos se expressam.
Significado = plano de conteúdo.
Conceitos difundidos por Hjelmslev
- Estrutura: Obter conhecimento por meio de uma estrutura.
- Texto: Qualquer coisa passível de leitura.
- Sistema: O que interessa é a relação entre as partes e não a parte isolada; Hjelmslev entende a linguagem como sistema.
- Conotação e denotação: Conotação = nível do significado; envolve contexto. Denotação = nível do reconhecimento.
Exemplo: pomba branca — conotação: símbolo da paz; denotação: uma pomba branca.
Charles S. Peirce
Signo e semiose
- Um signo intenta representar, pelo menos em parte, uma coisa para um conceito existente na mente.
- O signo exerce a função de objeto no processo de semiose.
Semiose = ação ou efeito do signo. O signo está exercendo sua função, transmitindo a mensagem que se propôs a transmitir. Exemplo: "Segunda tem prova." Alunos com sensação de medo: o signo gera a reação desejada conforme sua intenção.
Os objetos chegam à nossa consciência pelos sentidos por meio de um signo.
O signo tem sua existência na mente do receptor e não no mundo exterior.