Senso Comum, Ciência e a Evolução do Pensamento Científico
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Qual a diferença entre senso comum e ciência?
Senso comum é o conhecimento adquirido em nosso cotidiano, estando muito presente em conversas de amigos e familiares. O senso comum não pode ser considerado uma ciência, uma vez que não é estudado mediante métodos, comprovação de dados, análises mais aprofundadas ou técnicas específicas. Já a ciência surge a partir da investigação e da pesquisa, necessitando de métodos, técnicas, análise de dados e fontes confiáveis para que a pesquisa seja validada, tornando-se uma ciência (precisando, inclusive, de um objeto de estudo).
Quais são os tipos de conhecimentos existentes?
- Teológico: baseado na fé.
- Empírico: adquirido da observação e da experiência.
- Científico: baseado em investigação, pesquisa e no desejo de descobrir algo novo.
- Filosófico: baseado na razão e na lógica.
- Universitário: baseado em ensino, pesquisa e extensão (aplicabilidade).
Como evolui o pensamento científico?
Nos primórdios, tudo era explicado através de mitos, que diziam que os acontecimentos ocorriam mediante a vontade de Deus. Foi assim até as pessoas começarem a se questionar sobre sua própria realidade. A partir de então, buscaram respostas e trocaram os mitos pela razão.
A evolução do pensamento científico segundo pesquisadores
Três pesquisadores buscam analisar a evolução do pensamento científico: Popper, Thomas Kuhn e Lakatos.
Karl Popper vivenciou períodos extremamente importantes, como a I Guerra Mundial (terminada em 1919), e percebeu que o empirismo lógico, baseado apenas na experiência, não conseguia explicar a realidade daquela época. Era necessária uma nova linha de pensamento relacionada com a realidade social, cultural e econômica. Popper começou a investigar e descobriu que o empirismo lógico está sujeito a falhas e críticas; portanto, cabe questionar (Ex: nem sempre A ocorre em decorrência de B). Isto contrapõe o método indutivo. Popper propõe hipóteses a partir de uma metodologia que busca verificar se as ideias do empirismo lógico utilizado até então são válidas ou não; nesse quesito, surgia a iniciação científica.
Thomas Kuhn acredita que a iniciação científica deve passar por quatro etapas: ciência normal, paradigma, crise e evolução. A ciência normal tem por finalidade criar o espírito de pesquisador no indivíduo, de modo que ele investigue a origem dos conceitos ensinados durante sua educação profissional. Ele irá socializar e normalizar as ideias, contribuindo para a realização de sua pesquisa. O paradigma consiste em um grupo homogêneo que compartilha as mesmas ideias e, com isso, desenvolve uma nova linha de pensamento. A crise e a revolução ocorrem quando o paradigma é ultrapassado por um novo modelo inovador. Quando isso acontece, leva à crise no velho paradigma para a criação (revolução) de um novo.
Lakatos criticou o conceito de falseacionismo ingênuo proposto por Popper, propondo um falseacionismo mais sofisticado, no qual a mudança não seria instantânea ou mecânica, mas demoraria um tempo para que os pesquisadores aceitassem as novas pesquisas. Ele diz também que o núcleo de pesquisa não deve ser um “ciclo de proteção”, mas deve ser flexível e capaz de flutuações, de modo a ter uma maior sobrevivência a críticas.
Como a economia surge como uma ciência?
Durante os séculos XV, XVI e XVII, a riqueza de uma nação era determinada pela sua quantidade de metais preciosos, sistema chamado de mercantilismo. Vale ressaltar que o poder da nação estava no Estado totalmente absolutista. Em meados do século XVIII e início do século XIX, pensadores como Adam Smith, David Ricardo e Thomas Malthus observaram uma nova maneira de estudar a economia. A economia de uma nação agora passaria a ser determinada pela sua capacidade de produção a partir de um livre mercado, centrada nas mãos dos capitalistas. Portanto, pode-se concluir que a economia surge como ciência no momento em que deixa de ser determinada pela quantidade de metais preciosos e passa a ser substituída pela sua capacidade de produção. Atualmente, a economia está preocupada em entender etapas fundamentais: Produção, Distribuição, Comercialização e Consumo.