Sociedade e Cultura na Primeira Metade do Século XIX

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A primeira metade do século XIX foi marcada por uma transição entre a estrutura social do Antigo Regime e a sociedade liberal. O conflito entre conservadores e liberais, impulsionado pelas ideias da Revolução Francesa e pelo expansionismo de Napoleão, moldou o cenário político. Paralelamente, a Revolução Industrial transformou as condições de vida, dando origem a uma nova classe social: o proletariado.

A Literatura Romântica

O Romantismo, desenvolvido em meados do século XIX, caracteriza-se pela ânsia de renovação e pela defesa da liberdade criativa. Seus temas principais incluem:

  • Liberdade: Rejeição de todas as limitações neoclássicas.
  • Amor: A vida é considerada sem sentido sem o amor, muitas vezes trágico.
  • Natureza: Preferência por paisagens selvagens e indomáveis.
  • Mistério: Presença de elementos sobrenaturais, como fantasmas e bruxas.
  • Escape: Fuga do cotidiano através de épocas passadas (Idade Média) ou lugares distantes.
  • Tradições Populares: Valorização do folclore como expressão da identidade de cada povo.

Poetas Românticos

  • José de Espronceda: Rebelde e político, educado no neoclassicismo, mas que se tornou um dos maiores expoentes do romantismo espanhol. Destacam-se suas Canções.
  • Gustavo Adolfo Bécquer: Diferente da rebeldia de Espronceda, Bécquer preferia uma expressão natural e métrica harmoniosa. Sua obra Rimas é fundamental para a poesia espanhola.

Rosalía de Castro

Figura central do Rexurdimento galego, Rosalía de Castro contribuiu para a poesia romântica com obras como La flor (1857) e En las orillas del Sar (1884), onde expressa sua visão sobre o amor, a decepção e a morte.

Prosadores e o Drama Romântico

Mariano José de Larra: Conhecido por seu trabalho jornalístico, destacou-se em artigos de costumes e política, sendo uma voz crítica fundamental do período.

O Drama Romântico: Caracteriza-se pela mistura de elementos, quebra das unidades aristotélicas e foco no drama emocional. Exemplos notáveis incluem:

  • Don Álvaro o la fuerza del destino, do Duque de Rivas.
  • Don Juan Tenorio, de José Zorrilla.

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