Quem Foram os Sofistas? Origem, Pensamento e Legado
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Quem foram os sofistas?
O termo sofista foi aplicado no século V a.C. a um conjunto de indivíduos que viajavam por toda a Grécia oferecendo instrução especializada em troca de remuneração. Protágoras, um sofista célebre, deu-lhe um significado mais preciso: professor de dialética e de retórica. Os sofistas foram educadores, políticos e promotores de um novo modelo de educação.
A arte da eloquência e a política
Os sofistas eram, essencialmente, professores de eloquência que viajavam de cidade em cidade, ensinando a arte de falar em público. Num regime em que a persuasão era um dado fundamental do jogo político, os sofistas ensinavam a defender a tese e a antítese com igual brio.
Pensamento e subjetivismo
Embora nem sempre fossem considerados filósofos, sofistas como Protágoras apresentavam um pensamento original sobre:
- A estrutura do real;
- O estado do discurso e da verdade;
- O fundamento da justiça;
- A oposição entre a lei natural (physis) e a lei por convenção (nomos).
Ao conhecerem realidades diferentes, concluíram que o único critério seguro para avaliar a verdade é a experiência humana particular, a capacidade de raciocinar, de avaliar subjetivamente o que se depara, de criticar o estabelecido e de forjar alternativas.
O Homem como medida de todas as coisas
Segundo Protágoras, "o Homem é a medida de todas as coisas". Todas as aparências e crenças são verdadeiras para aquele que as percebe como tal. Protágoras adota o subjetivismo e rejeita a verdade absoluta e universal: nada pode ser absolutamente verdadeiro, apenas verdadeiro relativamente a um indivíduo. Todas as verdades são relativas.
A viragem antropológica
Com os sofistas, o centro da reflexão filosófica deslocou-se para a dimensão antropológica. A estes pensadores interessavam, sobretudo, as questões relativas aos indivíduos e às relações humanas, e não tanto os problemas relativos à physis (natureza), que dominavam as preocupações dos primeiros filósofos.