Supremacia Económica Global: EUA e o Dinamismo Asiático

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A Economia dos Estados Unidos: Estrutura e Influência

Pátria de gigantes multinacionais, os EUA vivem também de uma densa rede de pequenas empresas. Os EUA são um eixo maior da economia mundial. Os seus ciclos económicos de recessão ou prosperidade repercutem-se na economia global.

Predomínio do Setor Terciário e Inovação

Marcadamente pós-industrial, a economia americana apresenta um claro predomínio do setor terciário, que ocupa 75% da população ativa e é responsável por cerca de 80% do PIB. Em conformidade, a América é hoje o maior exportador de serviços do Mundo, destacando-se nas áreas de:

  • Seguros
  • Transportes
  • Restauração
  • Cinema
  • Música

Este predomínio terciário não significa a atrofia dos setores agrícola e industrial, que ocupam um lugar destacado no conjunto das economias desenvolvidas.

Agricultura e Indústria: Dinamismo e Reconversão

Altamente mecanizadas, as unidades agrícolas e pecuárias americanas têm uma enorme produtividade. Assim, os EUA são os maiores exportadores de produtos agrícolas do mundo.

Pelo seu dinamismo, a agricultura americana alimenta a indústria (produção de sementes, produção de máquinas, embalagem, comercialização e transformação de produtos). Este complexo agroindustrial tornou-se o centro de gigantes multinacionais.

Na vanguarda da inovação, a indústria americana sofreu uma reconversão profunda:

  • Os setores tradicionais, como a siderurgia e o têxtil, entraram em declínio, e com eles a importância económica da zona nordeste (Manufacturing Belt).
  • Esta zona, que se mantém o centro financeiro da América, acolhe as sedes sociais das grandes empresas e universidades prestigiadas.
  • Contudo, o declínio da velha indústria e a deslocalização de alguns ramos para as regiões do sul relegou-a para segundo lugar da hierarquia industrial, em favor do Sun Belt (clima agradável).

Estratégias Comerciais e Liderança Tecnológica

A vantagem que os Estados Unidos retiram da sua implantação na América e na área do Pacífico reforçou-se durante a presidência de Bill Clinton.

Numa tentativa de contrariar o predomínio comercial da UE, Clinton procurou estimular as relações económicas com a região do Sudeste Asiático, criando a APEC (Cooperação Económica Ásia-Pacífico) em 1989. No mesmo sentido, o presidente impulsionou a criação da NAFTA (Acordo de Comércio Livre da América do Norte), que estipula a livre circulação de capitais e mercadorias entre os EUA, Canadá e México. Em consequência da sua participação na NAFTA, o Canadá e o México beneficiaram da pujança económica americana, mas viram aumentar a dependência face ao seu vizinho.

Numa época em que as grandes indústrias de base recuam perante as novas tecnologias, a capacidade de inovar é determinante para o desenvolvimento e o prestígio de um país. Liderando a corrida tecnológica, os Estados Unidos asseguram a sua supremacia económica e militar. Tal como nos tempos da Guerra Fria, os Estados Unidos são, hoje, a nação que mais gasta em investigação científica. O avanço americano fica, também, a dever-se à criação precoce de parques tecnológicos — os tecnopolos — que associam universidades prestigiadas, centros de pesquisa e empresas, que trabalham de forma articulada.

O Desenvolvimento Económico da Ásia

Nos anos 50, a Ásia vivia ainda das suas atividades tradicionais. Passados 40 anos, já se tinha tornado um polo de intenso desenvolvimento económico. A região desenvolveu-se em 3 fases consecutivas:

  1. Emergiu o Japão;
  2. Depois, em conjunto, os quatro Dragões Asiáticos (Hong Kong, Singapura, Coreia do Sul e Taiwan);
  3. E, por fim, os países do Sudeste, como Tailândia, Malásia e Indonésia, seguidos, a pouca distância, pela imensa República Popular da China.

Fatores de Sucesso dos Países Industriais Asiáticos

O sucesso do Japão serviu de incentivo e de modelo à primeira geração de países industriais do Leste Asiático. Tal como o seu vizinho nipónico, estes países tinham, à partida, poucos trunfos em que se apoiar:

  • Carência de terra arável, de recursos mineiros e energéticos;
  • Escassez de capitais;
  • Problemas de superpopulação.

Em contrapartida, não faltava vontade política, determinação e capacidade de trabalho. Tomando como objetivo o crescimento económico, os governos procuraram:

  • Atrair capitais estrangeiros;
  • Adotar políticas protecionistas;
  • Conceder grandes incentivos à exportação;
  • Investir no ensino.

Compensando a escassez de capitais, a industrialização asiática explorou uma mão de obra abundante e disciplinada, capaz de trabalhar longas horas por muito pouco dinheiro. Esta mão de obra permitiu produzir a preços imbatíveis. Com o capital assim arrecadado, desenvolveram-se outros setores, como o automóvel, a construção naval e as novas tecnologias.

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