TCO: Análise Comparativa entre Software Proprietário e Software Livre
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RESUMO
Mais do que nunca, discute-se abertamente o Custo Total de Propriedade (TCO) na área de TI. Com o advento e a crescente popularização de modelos de desenvolvimento e distribuição de softwares alternativos ao software proprietário, uma nova e aguda reflexão acerca da problemática se faz necessária. Assim sendo, no decorrer deste artigo, procuramos discutir brevemente alguns dos principais aspectos, sob uma visão administrativa, do TCO no momento da aquisição e/ou desenvolvimento de um determinado software. Não é objetivo deste documento discutir em amplitude e complexidade todos os aspectos existentes sobre a temática, nem tem a menor pretensão de se transformar em um texto altamente completo e definitivo. Procura apenas lançar mão de discussões acerca do tema proposto, de forma a contribuir com a visão crítica do leitor.
INTRODUÇÃO
Qualquer estudante de contabilidade, em início de curso, conhece o conceito de TCO (Total Cost of Ownership - Custo Total de Propriedade). Segundo Simanski (2000), TCO pode ser definido como um modelo do ciclo de vida de um equipamento, produto ou serviço que considera os custos de aquisição, propriedade, operação e manutenção ao longo de sua vida útil. Além disso, o TCO também inclui os valores associados ao uso ou gozo do bem/serviço em seu máximo potencial.
Itens como:
- Treinamento de usuários;
- Manutenção regular;
- Auditoria e avaliação;
- Implantação e pós-venda;
- Gerenciamento dos processos de desenvolvimento/fabricação do bem/serviço.
Também constituem o Custo Total de Propriedade, que pode ser aplicado tanto para o vendedor quanto para o consumidor.
Como podemos observar, o conceito de TCO não é novo para a grande maioria dos administradores de empresas e, principalmente, para aquelas organizações que utilizam métodos de custeio em seus processos produtivos e/ou de prestação de serviços. Podemos dizer, inclusive, que de certa forma, o Custo Total de Propriedade já era usado pelas organizações, ainda que parcialmente, antes mesmo de ser 'homologado' ou reconhecido como tal. Contudo, uma constatação: Nunca se falou tanto em TCO na área de TI (Tecnologia da Informação) como atualmente. Isso parece intensificar-se mediante a evolução das discussões, por certas vezes calorosas, acerca dos principais tipos de licenças de uso e aquisição de softwares que hoje existem.
O TCO sempre foi erroneamente ignorado pela maioria das empresas de tecnologia, tanto pelas que desenvolvem soluções quanto, principalmente, por aquelas que as adquirem. Prova disso é que é muito comum encontrarmos atualmente gerentes de TI adquirindo soluções (softwares) levando em consideração única e exclusivamente a questão custo direto de aquisição, quando se sabe que existem muitos outros aspectos que precisam ser levados em consideração, a respeito do que efetivamente é o conceito de TCO. Softwares não são produtos, são serviços e precisam ser considerados como tais.
Além do custo de aquisição da ferramenta, deve-se considerar:
- Adequação/compra de hardware;
- Treinamento/contratação dos usuários;
- Disponibilidade de suporte técnico;
- Escalabilidade;
- Custos com migrações;
- Impacto genérico no ambiente computacional;
- Atrelamento 'monopolístico' a determinadas empresas quando o software é proprietário.
Desde 1991, com o surgimento do GNU/Linux e uma maior e crescente exposição do conceito de software livre e seus 'afluentes', assim como o reconhecimento de outras leis de licenças e distribuição de softwares (GPL, BSD, etc.) pelo grande público técnico, muitas discussões 'fervorosas' começaram a surgir no âmbito da questão: Quem tem um menor TCO? Softwares Livres ou Proprietários? É basicamente sob esta temática que desenvolveremos este pequeno artigo. Tentaremos demonstrar de forma objetiva as principais 'vertentes conceituais' que permeiam este tipo de discussão, com o máximo de isenção possível.
CONCLUSÕES
No artigo que segue, procuramos apresentar de forma prática, direcionada e objetiva algumas poucas questões que envolvem o TCO (Custo Total de Propriedade) quando o assunto é escolha ou aquisição de softwares, com ênfase nos modelos de distribuição proprietário e livre que se destacam atualmente. Como vimos, mais do que nunca, discute-se abertamente o Custo Total de Propriedade na área de TI. Com o advento e a crescente popularização de modelos de desenvolvimento e distribuição de softwares alternativos ao software proprietário, uma nova e aguda reflexão acerca da problemática se faz necessária.
Não se pode mais admitir aquisições fundamentadas apenas em modismos, preferências de uso ou viabilidades técnicas. É preciso também, do ponto de vista administrativo, atentar-se aos custos totais que envolvem todo e qualquer processo de aquisição e até mesmo desenvolvimento de uma aplicação. Gerentes de TI que não se conscientizarem disto, certamente estão com suas carreiras em perigo e, certamente, comprometerão a saúde financeira de suas respectivas organizações.