Tendências Pedagógicas Progressistas: Libertadora, Libertária e Crítico-Social dos Conteúdos

Classificado em Psicologia e Sociologia

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Tendência Progressista Libertadora:

  • Papel da Escola: Não atua em escolas, porém visa levar professores e alunos a atingir um nível de consciência da realidade em que vivem na busca da transformação social.
  • Conteúdos: Temas geradores.
  • Métodos: Grupos de discussão.
  • Professor x aluno: A relação é de igual para igual, horizontalmente.
  • Aprendizagem: Resolução da situação problema.
  • Manifestações: Paulo Freire (educação popular - alfabetização de jovens e adultos).
  • A relação educador/educando é dialógica, não há hierarquia.
  • Aprender a ler e escrever deveria ser uma oportunidade para que o homem saiba qual é o significado verdadeiro de falar a palavra, um ato humano que implica reflexão e ação.
  • O educador já não é o que apenas educa, mas o que, enquanto educa, é educado, em diálogo com o educando que, ao ser educado, também educa.

Tendência Progressista Libertária:

  • Papel da Escola: Transformação da personalidade num sentido libertário e autogestionário, visando romper com a burocracia.
  • Conteúdos: As matérias são colocadas, mas não exigidas.
  • Métodos: Vivência grupal na forma de autogestão, para a construção da autonomia.
  • Professor x aluno: É não diretiva, o professor é orientador e os alunos livres.
  • Aprendizagem: Aprendizagem informal, via grupo.
  • Manifestações: C. Freinet, Miguel Gonzales, Arroyo.
  • A educação escolar deve combater todo tipo de autoritarismo e produzir uma prática pedagógica onde todos são iguais em direitos e deveres, estimulando a vivência grupal na forma de autogestão.
  • A instituição escolar é esquizofrênica: ela tem um discurso, mas leva a cabo uma prática antagônica ao discurso. A educação ensina sobretudo a submissão, a docilidade, a hipocrisia, o artificial. A escola dificulta a transformação da personalidade do aluno num sentido libertário e autogestinário.
  • A escola deve oportunizar a construção de autonomia do sujeito, pois o indivíduo não é um meio: é fim em si mesmo. No universo das coisas tudo tem um preço, porém só o homem tem dignidade. A escola deve negar totalmente estratégias de punição ou premiação e promover a autogestão.

Tendência Progressista "crítico social dos conteúdos" ou "histórico-crítica":

  • Papel da Escola: Difusão dos conteúdos, visando a preparação dos sujeitos à participação ativa e organizada na sociedade.
  • Conteúdos: Conteúdos culturais universais que são incorporados pela humanidade frente à realidade social (conhecimento objetivo).
  • Métodos: O método parte de uma relação direta da experiência do aluno (sincrética) confrontada com o saber sistematizado (sintético).
  • Professor x aluno: Papel do aluno como participador e do professor como mediador entre o saber e o aluno.
  • Aprendizagem: Baseadas nas estruturas cognitivas já estruturadas nos alunos. Aprender é desenvolver a capacidade de processar e compreender informações.
  • Manifestações: Makarenko, B. Charlot, Suchodoski, Manacorda, G. Snyders, Demerval Saviani, Currículo Básico do Paraná 1990.
  • Não basta que os conteúdos sejam ensinados na escola, ainda que bem ensinados, é preciso que se liguem, de forma indissociável, à sua significação humana e social.
  • Não são suficientes o amor, a aceitação, para que os filhos dos trabalhadores adquiram o desejo de estudar mais, de progredir; é necessária a intervenção do professor para levar o aluno a acreditar nas suas possibilidades, a ir mais longe, a prolongar a experiência vivida.
  • Aprender é desenvolver a capacidade de processar e compreender informações, lidar com os estímulos do ambiente social, organizando (internamente) os dados disponíveis da experiência humana socialmente produzida e historicamente acumulada.
  • Neste sentido é lícito dizer que o homem se cultiva e cria a cultura no ato de estabelecer relações, no ato de responder aos desafios que a natureza coloca, como também no próprio ato de criticar, de incorporar a seu próprio ser e traduzir por uma ação criadora a experiência humana feita pelos homens que o rodeiam ou que o precederam.
  • Uma aula começa pela constatação da prática real, havendo, em seguida, a consciência dessa prática no sentido de referi-la aos termos do conteúdo proposto, na forma de confronto entre a experiência e a explicação do professor. Vai da ação à compreensão e da compreensão à ação, até a síntese, o que não é outra coisa senão a unidade entre a teoria e a prática.
  • A criança, no momento do nascimento, não passa de um candidato à humanidade, mas não a pode alcançar no isolamento: deve aprender a ser um homem na relação com os outros homens, por meio do trabalho.

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