Teoria dos Jogos: Estratégia e Aplicações

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A Teoria dos Jogos é um ramo da matemática aplicada que estuda as estratégias onde os jogadores escolhem diferentes ações na tentativa de melhorar seu retorno. Inicialmente desenvolvida como ferramenta para compreender o comportamento econômico e depois usada pela Corporação RAND para definir estratégias nucleares, a teoria dos jogos é hoje usada em diversos campos acadêmicos.

O objetivo da teoria dos jogos é entender a lógica na hora da decisão e ajudar a responder se é possível haver colaboração entre os jogadores, em quais circunstâncias o mais racional é não colaborar e quais estratégias devem ser adotadas para garantir a colaboração entre os jogadores. A teoria dos jogos, por meio da matemática, equaciona os conflitos, onde o foco são as estratégias utilizadas pelos jogadores.

Desde 1970, a teoria dos jogos vem sendo aplicada no comportamento animal, na evolução das espécies, na ciência política, ciências militares, ética, economia, filosofia e, recentemente, está sendo aplicada no jornalismo, área que apresenta inúmeros e diversos jogos. A teoria dos jogos também despertou a atenção da ciência da computação, que a vem utilizando na inteligência artificial e cibernética.

Em economia, a teoria dos jogos procura encontrar estratégias racionais em situações em que o resultado depende não só da estratégia própria de um agente e das condições de mercado, mas também das estratégias escolhidas por outros agentes que possivelmente têm estratégias diferentes ou objetivos comuns.

Teoria dos Jogos e sua Aplicação em Economia

A Teoria dos Jogos foi desenvolvida por John Von Neumann com o objetivo de analisar a forma como agentes econômicos ou sociais definem suas estratégias no mercado, para avaliar as prováveis decisões que esses agentes tomarão.

Essa teoria constituiu um significativo avanço nas ciências econômicas e sociais, pois permite examinar a conduta do jogador (agente econômico) em interação com os demais agentes, e não só de forma isolada. John Nash contribuiu aprofundando os estudos de equilíbrio entre os agentes econômicos, aplicando a teoria, também, em ambientes não cooperativos. Os economistas têm usado a teoria dos jogos para analisar fenômenos econômicos, utilizando um conjunto particular de estratégias conhecido como equilíbrio de jogo, que é baseado na racionalidade. É uma ferramenta que se posicionou no processo de concorrência da economia de mercado, ajudando na tomada de decisões e indicando, através de estratégias, aquela que maximiza o benefício, levando em conta todas as reações possíveis dos concorrentes.

A aplicação dos jogos em economia visa à eficácia da ação das decisões consideradas individuais, ou em grupos de interesses, para a conquista de mercados com ou sem a cooperação de outros participantes sobre o mercado.

Na economia, a teoria dos jogos tem sido usada para examinar a concorrência e a cooperação dentro de pequenos grupos de empresas. Pesquisadores de administração de estratégia têm procurado tirar proveito da teoria dos jogos, pois ela provê critérios valiosos quando lida com situações que permitem perguntas simples, não fornecendo respostas positivas ou negativas, mas ajudando a examinar de forma sistemática várias permutações e combinações de condições que podem alterar a situação.

As questões estratégicas da vida real dão origem a um número imenso de variações, impossibilitando o tratamento exaustivo de todas as possibilidades. Assim, o objetivo não é resolver as questões estratégicas, mas sim ajudar a ordenar o pensamento estratégico — provendo um conjunto de conceitos para a compreensão das manobras dinâmicas contra os concorrentes.

A Teoria dos Jogos estuda as escolhas de comportamentos ótimos quando o custo e benefício de cada opção não é fixo, mas depende, sobretudo, da escolha dos outros indivíduos. Os resultados da teoria dos jogos tanto podem ser aplicados a simples jogos de entretenimento como a aspectos significativos da vida em sociedade.

A Teoria dos Jogos e a estratégia competitiva têm-se demonstrado muito úteis, pois constituem um importante instrumento de análise estratégica, permitindo que, de um modo geral, os gerentes das empresas possam ter uma linguagem comum em situações de estratégia, classificar situações, encaminhar recursos e gerir indicações específicas; é vantajosa por descrever com rigor situações estratégicas.

A teoria dos jogos empenha-se na escolha das estratégias ótimas nas situações de conflito, formando um instrumento no processo concorrencial da economia de mercado, visto que o seu método ampliou e aprofundou o processo decisório. No mundo dos negócios existe um jogo competitivo, no qual os jogadores são as empresas e as estratégias são os movimentos das empresas que procuram sucesso por meio de benefícios e prêmios resultantes de cada cadeia de movimentos.

Os economistas têm usado a teoria dos jogos para analisarem um vasto leque de fenômenos econômicos, incluindo:

  • Leilões;
  • Barganhas;
  • Oligopólios;
  • Formação de rede social;
  • Sistemas de votação.

Este conceito de solução é usualmente baseado naquilo que é requerido pelas normas de racionalidade. A mais famosa destas é o Equilíbrio de Nash. Um conjunto de estratégias é um equilíbrio de Nash se cada uma representa a melhor resposta para as outras estratégias.

Conclusão

A teoria dos jogos é um assunto complexo no campo de estudos de situações de conflitos, tomada de decisões e desenvolvimento de estratégias, que surpreende a cada nova aplicação. Essa teoria demonstra a importância do comportamento humano na hora de tomar uma decisão e o quanto é relevante trabalhar em equipe mesmo em situação de pressão.

A matemática é a principal ferramenta desses estudos, e a teoria dos jogos é um tema da matemática aplicada que foi reformulada, causando uma revolução mundial nos estudos da economia.

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