Teorias da Administração: Ford, Taylor, Fayol e Weber
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Ford Científica
a) Princípio da Produtividade: aumentar a capacidade de produção de um homem e a redução de custos por meio da especialização e linha de montagem.
b) Princípio da Intensificação: diminuição do tempo desde a fabricação da matéria-prima até a colocação do produto no mercado.
c) Princípio da Economicidade: reduzir ao mínimo o estoque de matéria-prima.
Ford se alicerçou na produção em massa, em série e em cadeia contínua, no pagamento de altos salários e na fixação de preços mínimos.
Ele se cercou de técnicos de elevada capacidade em todas as atividades necessárias ao êxito da fábrica.
Diante do interesse que sempre demonstrou pelos problemas de seu pessoal, visivelmente pela revolucionária aplicação de benefícios salariais e assistenciais (inéditos em seu tempo), Ford pode ser considerado um precursor da Escola das Relações Humanas.
Críticas
1. Mecanização; 2. Esgotamento físico.
Consequências da Crítica
- Especializar demasiadamente a produção do operário, tornando-o apêndice da máquina.
- Destruir a iniciativa própria e o relacionamento interpessoal.
- Atomizar o trabalho em demasia, minimizando as aptidões dos operários.
Taylor Científica
Vadiagem Sistemática
Os trabalhadores acreditavam que, trabalhando mais depressa, fariam com que grande número de outros trabalhadores perdesse o emprego.
Os sistemas administrativos “defeituosos” da época forçavam os operários a trabalhar mais lentamente, para proteger seus próprios interesses.
Os métodos de trabalho empíricos vinham passando de uma geração para outra de trabalhadores (“regra do polegar”).
Os Princípios da Administração Científica de Taylor
Taylor identificou as seguintes características da administração científica:
- Ciência em lugar do empirismo.
- Harmonia em vez de discórdia.
- Cooperação, não individualismo.
- Máxima produção e não restrição de produção.
- Desenvolvimento de cada homem para a sua máxima eficiência e prosperidade.
Suposições da Administração Científica
A prática melhorada advirá da aplicação de método científico para análise dos problemas organizacionais.
Existe um foco primário no trabalho em si, e não na pessoa que o está fazendo. O bom operário é visto como aquele que aceita ordens, mas não toma iniciativa de ações.
A administração científica supõe racionalidade, no sentido clássico.
As complicadas ações e reações motivacionais, emocionais e sociais das pessoas não são levadas em conta.
Fayol Clássica
Dizia que os mais talentosos sobem degraus de um nível técnico para um nível administrativo (mais baixo para o mais alto).
É preciso um líder que seja um bom administrador e tecnicamente medíocre (médio) do que um médio administrador e ótimo técnico.
A administração é algo que deve ser ensinado na escola.
Os 14 Princípios de Fayol
A) Divisão do trabalho: especialização, seja individual ou em grupo;
B) Autoridade/responsabilidade: direito de dar ordens;
C) Disciplina: necessidade de esforço comum entre os trabalhadores de maneira ordenada;
D) Unidade de comando: receber ordens de apenas um chefe;
E) Unidade de direção: caminhar juntos para se atingir o objetivo;
F) Subordinação do interesse individual sobre o geral: organização >>> pessoas;
G) Remuneração pessoal: pagamentos justos;
H) Centralização: diminuição da importância do papel do subordinado;
I) Cadeia escalar: linha de autoridade;
J) Ordem: cada coisa no seu devido lugar;
K) Equidade: mesmo tratamento aos empregados;
L) Estabilidade do pessoal no cargo: retenção dos trabalhadores mais produtivos;
M) Iniciativa: encorajar o trabalhador;
N) Espírito de equipe: harmonia/boa vontade.
Taylor - Adm. Científica - Aumentar a eficiência na organização por meio da especialização de empregados
Fayol - Adm. Clássica - Aumentar a eficiência na organização por vários níveis de responsabilidade
Weber Burocracia
Poder
É a probabilidade de o indivíduo executar sua vontade apesar das resistências opostas. O poder inclui o controle da situação, mediante ameaças ou coações, ou por meio da manipulação das condições de modo a obter obediência; poder não é autoridade.
Persuasão
É a faculdade de o indivíduo influenciar a decisão ou ação de outro, mediante a razão, a lógica e a argumentação.
Weber acreditava que as ordens ou decisões são obedecidas voluntariamente porque a fonte de onde elas emanam é considerada legítima.
A autoridade repousa no cargo e não no indivíduo.
As Disfunções da Burocracia
1. Internacionalização das regras e exagero apego aos regulamentos;
2. Excesso de formalismo e de papelório;
3. Resistência a mudanças;
4. Despersonalização do relacionamento;
5. Categorização como base do processo decisorial;
6. Superconformidade às rotinas e procedimentos;
7. Exibição de sinais de autoridade;