Teorias do Conhecimento: Descartes, Locke e Hume

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Diferença entre Descartes e Locke sobre a origem do conhecimento

A origem do conhecimento difere segundo as várias teorias (racionalismo e empirismo). Segundo Locke, empirista, o conhecimento humano deriva principalmente da experiência. É nela que o conhecimento tem o seu fundamento e, naturalmente, os seus limites: a experiência interna ou externa. Embora neguem os conhecimentos inatos, os empiristas não negam necessariamente o conhecimento a priori; além disso, as ideias presentes em tal conhecimento acabam por derivar, todas elas, da experiência.

Para Descartes, racionalista, a razão é a fonte principal do conhecimento universal e necessário. Atribuindo um grande valor à razão, Descartes procurou fundamentos do conhecimento através da mesma. Uma vez que a razão é a origem do conhecimento universal e necessário, é possível seguir um método inspirado na matemática para a conquista da verdade; com efeito, a sua origem é racional e a priori.

Características da dúvida cartesiana

A dúvida traduz um momento importante do método. Através dela, recusaremos todas as crenças em que notamos a mínima suspeita de incerteza. É um exercício voluntário e uma suspensão do juízo. Tem uma função catártica, na medida em que Descartes sujeita à dúvida todas as crenças, tentando chegar à razão intrínseca no processo de busca dos princípios fundamentais e indubitáveis.

A dúvida pode ser caracterizada como:

  • Metódica e provisória: um meio para atingir a certeza e a verdade;
  • Hiperbólica: rejeitando tudo aquilo em que haja uma mínima incerteza;
  • Universal e radical: incidindo sobre o conhecimento geral e as suas raízes.

Perceções em David Hume: ideias e impressões

As várias perceções humanas são classificadas por Hume segundo o critério da vivacidade e da força com que impressionam o espírito. Deste modo, as perceções que apresentam maior grau de força e vivacidade são as impressões, que incluem não só as sensações como também as emoções e as paixões.

As ideias são as representações das impressões; como tal, nunca alcançam vivacidade, força e intensidade iguais às mesmas. Não existem ideias inatas. As impressões e as ideias podem ser distinguidas em:

  • Simples: não admitem qualquer separação ou divisão;
  • Complexas: podem ser divididas em partes, resultando da combinação das impressões ou das ideias simples.

A posição de David Hume sobre a fundamentação do conhecimento

Sendo um empirista, o fundamento do conhecimento encontra-se na experiência, mais propriamente nas impressões dos sentidos. É a crença de que se está a ter uma determinada experiência que justifica as outras crenças obtidas através delas.

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