Teorias da Psicologia Social e Relações Intergrupais

Classificado em Psicologia e Sociologia

Escrito em em português com um tamanho de 6,54 KB

Abordagens Individualistas e Teoria do Bode Expiatório: De acordo com Dollard, a frustração é necessária e suficiente para que haja um comportamento agressivo. Quando a agressão não pode ser projetada em sua causa original, ela se move para outros alvos (bodes expiatórios). Berkowitz sugere que a causa da agressão é a frustração, mas também eventos aversivos.

Teoria da Personalidade Autoritária: Adorno coloca o peso da explicação do preconceito contra o outgroup em uma configuração de personalidade que integra componentes cognitivos e motivacionais, de modo que as atitudes refletem profundas tendências de personalidade, de acordo com os princípios da teoria psicanalítica.

Teoria da Aprendizagem Social: Baseia-se na ideia de que a agressão é aprendida. Através da experiência direta ou indireta, os indivíduos aprendem quais indivíduos ou grupos estão submetidos à agressão, quais ações são de retaliação e em que contextos ou situações o comportamento é apropriado ou inapropriado.

Capozza e Volpato: A teoria da personalidade autoritária não explica por que, em certos períodos históricos e contextos sociais, o preconceito se espalha ou desaparece de maneira uniforme ou repentina. A teoria do bode expiatório não explica por que, em um contexto social, um outgroup é escolhido uniformemente em vez de outro alvo de agressão. A teoria da aprendizagem social explica a aquisição e a reprodução de estereótipos, mas não explica por que esses estereótipos existem nem as causas de uma eventual mudança.

Foco no Grupo: Teoria do Conflito Realista: De acordo com Campbell, as atitudes intergrupais e o comportamento refletem os interesses do grupo. Quando eles são incompatíveis e um grupo obtém lucros à custa de outro, as respostas provavelmente serão negativas (preconceito, comportamento hostil). Quando os objetivos são compatíveis, a resposta é positiva: tolerância e amizade.

Teoria dos Jogos: Motiva indivíduos ou grupos a competir. Às vezes, os motivos são mistos, ou seja, há motivação tanto para cooperar quanto para competir. No Dilema do Prisioneiro (Axelrod):

  • Se os dois se declararem culpados, ambos serão condenados.
  • Se nenhum for considerado culpado, ambos serão condenados (em menor grau).
  • Se apenas um for culpado: ele ficará livre e o outro será condenado.

O povo escolhe a competição, mesmo que o resultado seja negativo para todos. O requisito básico para a cooperação é que a interação se repita e que os participantes saibam que se verão novamente no futuro.

Teoria da Identidade Social (Tajfel): O Paradigma do Grupo Mínimo define que a categorização dos sujeitos em meros grupos, sem interdependência artificial, leva à competição social na forma de preconceito, favoritismo e ingroup bias. A teoria da identidade social baseia-se na tríade: categorização, comparação e identidade social.

Teoria da Categorização do Eu: A identidade é a parte do "eu" que está ligada ao conhecimento que o sujeito tem de pertencer a determinados grupos sociais. As pessoas preferem ter um autoconceito positivo e, como muito desse conceito é desenvolvido por meio da associação a certos grupos, é lógico que queiram pertencer a grupos socialmente valorizados.

Autoestima e Relações Intergrupais: O papel da autoestima na discriminação intergrupal ocorre de duas formas: 1. Acredita-se que as pessoas discriminam para aumentar sua autoestima. 2. A baixa autoestima causa a discriminação intergrupal.

A autoestima pessoal e a autoestima coletiva têm diferentes relações com a discriminação intergrupal. Segundo Long, Spears e Manstead, indivíduos com elevada autoestima apresentaram maior favoritismo pelo ingroup do que indivíduos com baixa autoestima, contrariando a ideia de que a discriminação intergrupal é apenas uma forma de compensação para a baixa autoestima.

Identificação do Grupo e Viés do Ingroup: Se as avaliações tendenciosas e as decisões intergrupais são motivadas por interesses de identidade social, então poderíamos esperar uma correlação positiva entre a identificação do grupo e os níveis de ingroup bias. No entanto, a correlação é instável. E se a comparação com o outgroup for negativa?

  • Se não houver alternativas: Ocorre mobilidade social e comparação interpessoal.
  • Se perceberem alternativas: Ocorre criatividade social, redefinição de atributos e competição social.

Status: Grupos de status elevado apresentam maior tendência ao ingroup bias do que grupos de baixo status em avaliações de criatividade e competência. Mas em avaliações de amizade e cooperação, ambos mantêm o viés, sentindo-o mais nos grupos de baixo status.

Permeabilidade: Grau em que os membros percebem ser capazes de sair do grupo. Com alta permeabilidade, membros de grupos de baixo status tendem à dissidência, enquanto os de alto status reafirmam seu compromisso. Estabilidade: Quando as diferenças de status são percebidas como instáveis e ilegítimas, membros de grupos de baixo status exibem maior identidade e preconceito ingroup.

Teoria da Equidade: Sugere que a relação entre as contribuições e os resultados de um grupo deve ser equivalente à do outro grupo. Injustiças geram desconforto e descontentamento, levando a ajustes materiais ou à reparação da percepção psicológica da desigualdade.

Teoria da Privação Relativa: É mais provável que protestos ocorram quando membros de grupos desfavorecidos percebem uma contradição entre seu estado atual e o que acreditam ter direito, baseando-se em comparações com o passado ou com outros grupos.

Para Allport, a base do preconceito é a ignorância; logo, o entendimento mútuo poderia erradicar a hostilidade. A Teoria do Conflito Realista propõe a criação de metas superiores, enquanto a Teoria dos Jogos propõe confiança mútua e negociações.

Entradas relacionadas: