Tipos de Aglomerantes: Cimentos, Cal e Aplicações

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Tipos de Aglomerantes e suas Aplicações

Aglomerante é o material ativo, ligante, geralmente pulverulento, cuja principal função é formar uma pasta que promove a união entre os grãos do agregado.

Tipos de Aglomerantes:

  • Asfálticos
  • Cales
  • Gessos
  • Cimentícios - Especiais
  • Cimento aluminoso
  • Cimento Sorel
  • Cimentos resistentes a ácidos
  • Outros

Cimentos Asfálticos

São materiais termoplásticos, variando a consistência de firme a duro, em temperaturas normais. Origem: Materiais residuais compostos de asfalto e óleo. Destilação a baixa temperatura a vácuo (cerca de 250 graus).

São classificados conforme ensaio de penetração (consistência ou dureza). Agulha padronizada de 100 g durante 5 s. Determinação do ponto de fulgor: vapores se inflamam temporariamente quando em presença de pequena chama, podendo ser 232, 218 ou 177 graus. Perda por aquecimento a 163 graus: 1 ou 2%.

Aplicações dos Cimentos Asfálticos

  • Pavimentações
  • Pintura impermeabilizante
  • Isolamento elétrico
  • Papéis e papelões impermeabilizantes
  • Mastiques
  • Outros

Cal

Resultante da calcinação de rochas calcárias = óxido de cálcio.

A cal é um aglomerante inorgânico, produzido a partir de rochas calcárias, composto basicamente de cálcio e magnésio, que se apresenta na forma de um pó muito fino. Existem duas formas de cal no mercado: cal virgem e cal hidratada.

A cal virgem é constituída predominantemente de óxidos de cálcio e magnésio. A cal hidratada, de uso mais comum na construção civil, é constituída de hidróxidos de cálcio e de magnésio, além de uma pequena fração de óxidos não hidratados e de carbonatos de cálcio e magnésio (temperatura de 850 a 1200 graus).

Aplicações do Gesso

  • Revestimentos
  • Decorações interiores

Não é recomendado para aplicações exteriores devido à solubilização na água.

Cimentos Especiais

a) Cimentos aluminosos: Altas resistências iniciais. Ciclo de variação de resistência.

b) Cimentos resistentes a ácidos: Furan c/ carvão. Pega em 1 hora e resistência final em 6 dias.

Cimentos especiais diferem dos cimentos portland na fabricação, na composição, nas características físicas e químicas e nas formas de uso, apresentando vantagens ao menos em um destes aspectos: econômico, tecnológico ou ambiental.

Em sua grande maioria, trata-se de cimentos que não têm o clínquer portland como principal ligante. Não obstante, alguns cimentos tidos como especiais são produzidos com cimento portland, porém têm características significativamente distintas dos comumente empregados.

Para situações específicas de uso, relativamente ao cimento portland, os cimentos especiais apresentam uma ou mais das principais características:

  • Maior durabilidade sob condições de elevada agressividade
  • Desenvolvimento mais acelerado das propriedades mecânicas
  • Menor custo e maior versatilidade de uso
  • Maior adequação às exigências de uso

Cimento Aluminoso (Lafarge)

O cimento de aluminato de cálcio (CAC) é a designação genérica dos cimentos que têm monoaluminato de cálcio (CaAl2 O4 ou CA em nomenclatura de cimento) como o principal elemento aglutinante.

Cimentos de Retração Compensada (Cimentos Expansivos)

Os cimentos expansivos encontram na compensação da retração o seu maior emprego, sendo, nesse caso, designados por cimentos de retração compensada. Dentre os cimentos de retração compensada, os mais utilizados são os que promovem expansão através da formação controlada de etringita.

A maior parte dos cimentos expansivos são misturas de cimento portland com quantidades adequadas de clínquer expansivo ou aditivos expansores. Além do uso no combate à retração, os cimentos produzidos com aditivos expansores são também empregados na protensão, chamada de protensão química.

Cimento Portland

Classificação:

  • CP-I (25/32/40) Portland Comum
  • CP-II (32/40)-E/F/Z Portland Modificado
  • CP-III (32/40) RS Potland de Alto Forno
  • CP-IV (32/40) Portland Pozolânico
  • CP-V (32/40) Alta Resistência Inicial (ARI)

Finura: influencia a trabalhabilidade e a velocidade da hidratação. Maior finura = maior resistência inicial, reduz exsudação, reduz segregação, eleva impermeabilidade, eleva trabalhabilidade, eleva coesão e reduz expansão em autoclave.

Cimento Aluminoso

Os cimentos aluminosos são ligantes hidráulicos, cujo componente principal é o aluminato de cálcio. Estes cimentos são fabricados a partir de misturas de calcários com bauxitos ou com alumina, de forma a se obter cimentos com teores de óxido de alumínio na faixa de 40% a 80%. Estes produtos podem ser obtidos por dois processos: Fusão e Sinterização.

Propriedades do Cimento Aluminoso

  • Resistência ao calor dos concretos ou argamassas prontas até 1200°C
  • Alta resistência a abrasão e corrosão
  • Endurecimento normal a baixas temperaturas
  • Pega lenta
  • Cura rápida

Aplicações do Cimento Aluminoso

  • O cimento é usado principalmente para concretos refratários nos altos fornos em geral, fornos industriais, lareiras e em substituição ao cimento Portland comum, sempre quando se deseja uma rápida cura e altas resistências iniciais e finais, tanto em concretos armados ou não.
  • Concretagem junto ao mar aproveitando-se a maré baixa.
  • Fabricação de pré-moldados para uso imediato.
  • Rejuntamento e assentamento de tijolos refratários.
  • Chumbamento e fundações para máquinas pesadas que poderão entrar em funcionamento após 24 horas.

Cimento Pozolânico

Pozolana: Substâncias silicosas e aluminosas que reagem com a cal hidratada na presença de água, resultando em compostos cimentícios. Os materiais pozolânicos mais comuns são: a pozolana original (pumicita), as calcedônias e as opalas, terras diatomáceas calcinadas, argilas calcinadas e as cinzas volantes.

Vantagens do Cimento Pozolânico

  • Trabalhabilidade
  • Diminuição do calor de hidratação
  • Aumento da impermeabilidade
  • Custos
  • Resistência ao ataque da água

Cimento Portland Comum (CP I)

Aplicações:

É usado em serviços de construção em geral, quando não são exigidas propriedades especiais do cimento.

Cimento Portland CP I

É muito adequado para o uso em construções de concreto em geral quando não há exposição a sulfatos do solo ou de águas subterrâneas. O Cimento Portland comum é usado em serviços de construção em geral, quando não são exigidas propriedades especiais do cimento.

Cimento Portland CP I-S

Recomendado para construções em geral, com as mesmas características.

Cimento Portland Composto (CP II) NBR 11.578

Definido como aglomerante hidráulico obtido pela moagem de clínquer Portland ao qual se adiciona, durante a operação, a quantidade necessária de uma ou mais formas de sulfato de cálcio. Durante a moagem é permitido adicionar a esta mistura materiais pozolânicos, escória granulada de alto-forno e/ou materiais carbonáticos, nos teores especificados.

Cimento Portland de Alta Resistência Inicial (CP V ARI)

Com valores aproximados de resistência à compressão de 26 MPa a 1 dia de idade e de 53 MPa aos 28 dias. Aplicações: Em blocos para alvenaria, blocos para pavimentação, tubos, lajes, meio-fio, postes, elementos arquitetônicos pré-moldados e pré-fabricados.

Cimento Portland de Alto Forno (CP III)

Este tipo de cimento é obtido moendo, juntamente, o clínquer do cimento Portland e a escória granulada de alto-forno (é uma mistura de cal, sílica e alumina, os mesmos óxidos que constitui o CP-I, mas em proporções diferentes, obtidos por resfriamento brusco), moídos em conjunto ou em separado. Tem alta resistência aos sulfatos (baixo teor de C3A), portanto, é usado com frequência em obras marítimas. Consumo de energia baixo e utilizado em países que tem grande produção de escória.

Aplicações do CP III

É um cimento que pode ter aplicação geral em argamassas de assentamento, revestimento, argamassa armada de concreto simples, armado, protendido, projetado, rolado, magro e outras. Mas é particularmente vantajoso em obras tais como barragens, peças de grandes dimensões, fundações de máquinas, pilares, obras em ambientes agressivos, tubos e canaletas para condução de líquidos agressivos, esgotos e efluentes industriais, concretos com agregados reativos, pilares de pontes ou obras submersas, pavimentação de estradas e pistas de aeroportos.

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