Tipos de Paralisia Cerebral: Características e Objetivos de Reabilitação

Classificado em Desporto e Educação Física

Escrito em em português com um tamanho de 2,92 KB.

Grupo 1: Marcha Equino Verdadeiro
ü Flexão plantar do pé com relação à tíbia.
ü Espasticidade e/ou encurtamento do tríceps sural.
ü Quando há equino verdadeiro, os quadris e joelhos na fase de apoio podem não exibir alterações ou estarem em hiperextensão ou flexão acentuada.

Grupo 2: Marcha “saltitante” ou “joelho saltitante” (Jump gait)
É um tipo de marcha comum nos diparéticos devido ao comprometimento mais proximal, com espasticidade dos flexores dos joelhos (isquiotibiais) o que promove flexão maior ou igual a 30° na fase de apoio, através do duplo apoio inicial, com correção do joelho a uma extensão próxima do normal no apoio médio e final (extensão de 20°)

Grupo 3: Marcha Equino Aparente
ü Não há flexão plantar do pé com relação à tíbia.

DISCINÉTICA – cuja terminologia da palavra refere-se a distúrbio cinético, de movimento. A forma discinética, também chamada de atetose, coréia, coreoatetóide, distônico ou extrapiramidal. A incidência desta forma de paralisia cerebral é de 8 a 15% dos casos.

ATÁXICA
ü É menos frequente do que as outras, corresponde a 4-13% dos casos de PC e, como o próprio nome se refere, a característica clínica predominante é a ataxia, decorrente de alterações cerebelares.
ü As principais etiologias ocorrem no período pré-natal e estão relacionadas às malformações cerebelares, decorrentes de insultos isquêmicos na circulação posterior do encéfalo, o sistema vértebro basilar.

HIPOTÔNICA
ü Esta forma é rara, correspondendo a 1% dos casos de PC.
ü A característica marcante é a persistência da hipotonia ao longo do tempo, o que promove um atraso importante no desenvolvimento motor, dificultando a manutenção da postura e, raramente, a criança consegue deambular.

MISTA
ü Forma pouco frequente, responsável por 10 a 15% dos casos de PC.

OBJETIVOS A CURTO PRAZO
Melhorar a capacidade respiratória ou ventilatória;
Normalizar ou adequar o tônus muscular;
Manter e/ou aumentar a ADM;
Prevenir e/ou minimizar instalações de encurtamento musculares e deformidades

OBJETIVOS A LONGO PRAZO
Incrementar a coordenação motora, com ênfase na nas habilidades manuais;
Melhorar o desempenho funcional – AVD;
Propiciar a independência e autonomia funcional.
Facilitar o controle postural para conquista de atividades manuais funcionais;
Estimular a aquisição e o desenvolvimento motor da marcha;

Entradas relacionadas: