Tipos e propriedades dos solos: residuais e sedimentares
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Solos residuais (autóctones)
Solos residuais (ou autóctones) – são os que permanecem no local da rocha de origem, observando-se uma gradual transição do solo até a rocha.
Solos residuais maduros
Solos residuais maduros: superficiais ou subjacentes a um horizonte poroso, que perderam toda a estrutura original da rocha-mãe e tornaram-se relativamente homogêneos.
Saprolito
Saprolito: solo que mantém a estrutura original da rocha-mãe, inclusive veios intrusivos, fissuras e xistosidade, mas perdeu a consistência da rocha. É também chamado de solo residual jovem ou solo de alteração.
Rocha alterada
Rocha alterada: horizonte em que a alteração progrediu ao longo de fraturas ou zonas de menor resistência, deixando intactos grandes blocos da rocha original.
Perfil do solo residual
Aterro / Horizonte A: Solo superficial orgânico
Horizonte A: camada constituída de matéria orgânica; corresponde ao solo superficial orgânico.
Horizonte B: Solo residual maduro
Horizonte B: camada constituída por minerais secundários ou por materiais transportados; caracteriza-se pelo desenvolvimento de horizontes de alteração.
Horizonte C: Solo residual jovem
Horizonte C: camada que ainda guarda características herdadas da rocha de origem.
É de grande interesse a indicação da rocha-mãe, pois ela condiciona, entre outras coisas, a própria composição física do solo. Solos residuais de basalto são predominantemente argilosos; gnaisse tende a originar solos siltosos; já os derivados de granitos apresentam teores aproximadamente iguais de areia, silte e argila. Ex.: granito/basalto; calcário/xisto.
Solos sedimentares (alotóctones)
Solos sedimentares (ou alotóctones) – são os que sofreram a ação de agentes transportadores, podendo ser aluvionares (transportados pela água), eólicos (pelo vento), coluvionares (pela ação da gravidade) e glaciares (pelas geleiras).
Solos de formação orgânica
Solos de formação orgânica – são chamados solos orgânicos aqueles que contêm uma quantidade apreciável de matéria decorrente da decomposição de origem vegetal ou animal, em vários estágios de decomposição. Geralmente associados a argilas ou areias finas, os solos orgânicos são de fácil identificação pela cor escura e pelo odor característico. São problemáticos por serem muito compressíveis.
Peneiramento e análise granulométrica
A distribuição granulométrica da fração grossa do solo (com dimensão das partículas maior que 0,074 mm – peneira 200) é usualmente determinada pelo peneiramento. O peso do solo seco retido em cada peneira é determinado e, com base nesses pesos, calcula-se a percentagem acumulada que passa nas peneiras.
Para os solos finos, com dimensões menores que 0,074 mm, não é possível o peneiramento; utiliza-se, então, o método de sedimentação contínua em meio líquido. Dentre os diversos métodos de análise por sedimentação, o mais simples é o desenvolvido por Casagrande.
- CNU = coeficiente não uniforme
- CC = coeficiente de curvatura
- D10, D20, D30 = diâmetros característicos (D10 é o diâmetro efetivo correspondente a 10% passando)
Estados de consistência do solo
Um solo argiloso, dependendo de seu teor de umidade, pode apresentar características de líquido ou de sólido. Entre esses dois estados limites, o solo passa por um estado plástico e por um estado semissólido. São os estados de consistência do solo.
Limite de liquidez (LL)
Limite de liquidez: é o teor de umidade que indica a passagem do estado plástico para o estado líquido (LL).
Limite de plasticidade (LP)
Limite de plasticidade: o valor de umidade a partir do qual o solo, em estado plástico, perde a capacidade de fluir mantendo a forma e pode ser facilmente moldado (LP).
Índice de plasticidade (IP) = LL − LP
Compactação
Compactação é definida como o método de aumentar a densidade do solo.
Notações e observações:
- Pt = Os = parte do sólido. Pw = parte da água.
- Vt = Vv + Vs = volume total = volume de vazios + volume de sólidos.
- d = peso específico (densidade aparente) (observação conforme notação do texto original).
- n = porosidade.
Um solo argiloso, dependendo de seu teor de umidade, pode apresentar comportamento desde líquido até sólido, passando pelos estados plástico e semissólido, o que influencia diretamente os ensaios de compactação, resistência e compressibilidade.