Transformações culturais, identidade e clínica psicanalítica

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  • O todo é constituído por fatores existenciais, predominantemente impessoais, que formam combinações e transformações transitórias, as quais, por sua vez, alteram as culturas e arrastam as pessoas para novas mudanças, em uma espiral sem fim.

  • Todos nós estamos sempre nos transformando.

  • Visão sistêmica: em qualquer estado ou acontecimento existem múltiplos elementos arranjados e combinados de determinadas formas; a maneira como as diversas partes estão integradas e estruturadas na totalidade é mais importante do que cada uma das partes isoladamente, por mais importantes que sejam.

  • A globalização exerce uma influência decisiva no psiquismo coletivo: na formação de uma ideologia política, de um estilo de vida, do consumismo, da estética e dos hábitos alimentares.

  • Crescente problemática de natureza bioética e psicoética, consequência de vários fatores.

  • A família nuclear está sofrendo transformações radicais.

  • Crise de identidade

    O mundo exige uma velocidade crescente de adaptação aos padrões vigentes; muitos ficam ansiosos, confusos e perdidos quanto à sua identidade. A globalização acarreta uma diminuição e um borramento das diferenças entre os indivíduos, o que prejudica a matéria-prima necessária à formação de qualquer sentimento de identidade.

  • A cultura do narcisismo

    A ânsia por reconhecimento pelos demais é tão premente que está aumentando significativamente o número de pessoas portadoras de um falso self. Quando esse reconhecimento não ocorre, a cultura narcisista reduz a autoestima do indivíduo, contribuindo para o surgimento de estados depressivos.

  • O paciente

    O paciente traz angústia existencial quanto ao sentido de por que e para que continua vivendo, ou seja, quanto à validade da existência em si. Procura soluções rápidas e baratas — antidepressivos.

  • O psicanalista

    O psicanalista é considerado um profissional bem treinado e preparado que, junto com o paciente, constitui o campo analítico; isto é, uma mútua e permanente interação, na qual cada um influencia e é influenciado pelo outro.

  • A ênfase da análise recai no vínculo analítico que unifica as pessoas do paciente e do analista.

  • Importância da "pessoa real do analista".

  • O analista passou a respeitar mais seu consenso racional, afetivo e intuitivo diante de cada paciente, na prática cotidiana.

  • Mais abrangente e sólida integração da psicanálise com as demais disciplinas do saber humano.

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