Transformações Globais: EUA, Europa e Imperialismo
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A Construção de uma Nação: Os Estados Unidos
Entre 1800 e 1850, a população dos Estados Unidos cresceu a uma taxa alarmante devido à chegada de imigrantes. Foram incorporados novos territórios como a Califórnia, Louisiana e Oregon. Diferenciaram-se três grandes regiões com características econômicas e sociais distintas: o Nordeste, com um desenvolvimento industrial e urbano de grande porte; o Sul, com uma economia agrária focada em fazendas de algodão e tabaco; e o Oeste, composto por pequenos agricultores independentes.
A Guerra Civil e o Problema da Escravidão
O problema central era a escravidão: os estados das regiões Norte e Oeste a tinham abolido, enquanto no Sul ela era mantida por ser a base de suas explorações. Em 1860, foi eleito o presidente Abraham Lincoln, que se opunha à extensão da escravidão. O conflito entre abolicionistas e escravagistas, a chamada Guerra de Secessão (1861-1865), terminou com a vitória do Norte.
Reconstrução
O período pós-guerra, conhecido como Reconstrução, foi uma época de prosperidade econômica. Isso fez com que os Estados Unidos se tornassem a primeira potência industrial e consolidou os dois grandes partidos: Republicanos e Democratas.
Liberalismo e Autoritarismo na Europa
A consolidação do liberalismo na Grã-Bretanha e França: A democracia avançou com a adoção do sufrágio universal, o desenvolvimento da liberdade religiosa e de expressão, e o surgimento de partidos políticos modernos. Os partidos socialistas começaram a ter representação pois os trabalhadores podiam votar, desenvolvendo estratégias políticas como reuniões e comícios. Contudo, não se podia falar em democracia plena por duas razões: as mulheres ainda não tinham direitos (o que fez surgir o movimento sufragista na segunda metade do século XIX) e a ocorrência de manipulação eleitoral.
A manutenção de sistemas políticos autoritários: Na Rússia, o Czar mantinha um absolutismo rígido com o apoio da nobreza, da Igreja Ortodoxa e dos militares. Na Alemanha, aprovou-se uma Constituição com sufrágio universal masculino, mas sem oposição real às decisões do Imperador ou do Chanceler. No Império Austro-Húngaro, o imperador ainda detinha todo o poder, apoiado pela nobreza, pela Igreja e pelos militares.
As Origens do Imperialismo Europeu
O termo Imperialismo envolve a extensão do domínio de um país (metrópole) sobre outros (colônias). Esta expansão teve novos protagonistas como Alemanha, Itália e Bélgica, além dos Estados Unidos e do Japão. A rapidez da conquista é explicada pela superioridade militar dos países colonizadores.
Fatores do Imperialismo:
- Econômicos: As colônias tornaram-se mercados sem direitos aduaneiros e áreas para investimento de capital, ricas em recursos naturais e matérias-primas baratas.
- Políticos: As potências conquistavam locais estratégicos para monitorar rotas marítimas e terrestres.
- Demográficos: Milhões de europeus emigraram para as colônias.
- Ideológicos: Ideologias racistas do Ocidente, que acreditavam na missão de "civilizar" e converter outros povos ao cristianismo através de missões. Somou-se a isso a curiosidade científica, que levou à criação de sociedades geográficas e expedições ao redor do globo.
Os Grandes Impérios Coloniais (1870-1914)
O processo de conquista: A Inglaterra conquistou a Índia e a França tentou a Argélia em 1830. Em 1885, promoveu-se a Conferência de Berlim, na qual o território africano foi partilhado entre as potências europeias. A América tornou-se independente de Espanha e Portugal, mas continuou dependente econômica e politicamente da Europa e dos EUA.
Os Grandes Impérios:
- Império Britânico: Seu auge foi no reinado de Vitória I, possuindo colônias em todos os continentes, sendo a Índia a mais importante.
- Império Francês: Segunda potência, com colônias no Norte da África e na Indochina.
- Outros Domínios: A Bélgica dominou o Congo; a Alemanha e a Itália atuaram na África; a Rússia expandiu-se pela Sibéria; os EUA detiveram Filipinas, Porto Rico e Cuba; e o Japão anexou a Coreia e Formosa.