Traumatologia, Fraturas e Sinusopatias Odontogênicas

Classificado em Medicina e Ciências da Saúde

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Introdução à Traumatologia

Conceito

Trauma: Ação de qualquer agente externo que cause injúria ao organismo.

Etiologia

Violência (agressões, acidentes automobilísticos, FPAF, FAB), acidentes domésticos e esportivos, acidentes de trabalho. Inclui traumatismo localizado, ferimentos abertos (corto contusos, lacero contusos, abrasões) e ferimentos fechados (contusões, traumatismo dentoalveolar, fraturas do esqueleto facial e ferimentos por arma de fogo).

Fraturas - Conceito

Solução de continuidade do tecido ósseo.

  • Intensidade do trauma X resistência óssea X direção do trauma determinam o tipo de fratura (traço).
  • Áreas de resistência.

Tipos de Fraturas

Simples ou complexa.

Sinais (Notados pelo examinador)

  • Edema.
  • Hematoma.
  • Equimose.
  • Desoclusão.
  • Degrau oclusal.
  • Crepitação.
  • Sialorreia.
  • Incapacidade de movimentos mandibulares.
  • Assimetria facial.
  • Equimose subconjuntival.
  • Hifema.
  • Epistaxe.
  • Rinolicorreia.
  • Otolicorreia.

Sintomas (Relatados pelo paciente)

  • Dor.
  • Disfagia.

Sinusopatias Odontogênicas – Exames Complementares, Sinais, Sintomas e Tratamento

Introdução

Os seios maxilares são cavidades fisiológicas (não patológicas) de conteúdo vazio, localizadas no terço médio do esqueleto facial. Em muitas situações, dependendo da anatomia facial, ficam próximas aos ápices dos pré-molares e molares superiores.

Suas funções incluem aquecimento e umidificação do ar, diminuição do peso da face, drenagem e ressonância vocal.

São revestidos por uma mucosa fina e própria (Schneider), composta por um epitélio estratificado ciliado, responsável pela remoção de partículas e bactérias rumo ao óstio do seio maxilar.

O óstio do seio maxilar é um orifício localizado na parede medial do seio maxilar, unindo-o ao meato médio da cavidade nasal. Sua função é a drenagem de secreções e corpos estranhos. O entupimento dessa via de drenagem pode levar à falta de oxigenação interna, tornando o ambiente mais propício para a proliferação de bactérias.

Doenças Odontogênicas do Seio Maxilar

Sinusites

Decorrentes de infecções periapicais ou periodontais nos pré-molares e molares superiores com ápices próximos ao seio maxilar; e deslocamento de dentes, implantes ou material de obturação endodôntica para o interior do seio maxilar.

Comunicação e Fístula Bucossinusais

Resultantes de extrações de pré-molares e molares superiores com ápices próximos ao seio maxilar, fraturas ósseas e uso inadequado de instrumentos em procedimentos cirúrgicos na região.

Exames Complementares

Os exames de imagem indicados para avaliação dos seios maxilares são:

  • Rx Panorâmico.
  • Rx Waters.
  • Tomografia computadorizada de face ou seios da face.

Sinais e Sintomas

Sintomas como dor à palpação na região maxilar e zigomática, dores de cabeça na região frontal e velamento dos seios maxilares nos exames de imagem são sinais e sintomas que podem sugerir sinusite maxilar ou comprometimento dos seios maxilares.

Comunicação Buco-sinusal

Ocorre quando há a perfuração do assoalho do seio maxilar, comunicando-o com a cavidade oral. Clinicamente, consiste na passagem de ar do seio maxilar para a boca, podendo ser confirmada pelo teste de Valsalva (expiração forçada).

Cistos Odontogênicos e do Complexo Maxilomandibular

Definição

Cavidade patológica revestida por uma cápsula de tecido conjuntivo fibroso, revestida internamente por epitélio, contendo no seu interior uma solução líquida ou semissólida de coloração amarelo citrino, asséptica, com cristais de colesterol. O surgimento dos cistos provavelmente está ligado aos resíduos epiteliais que permanecem na região durante o processo da formação dentária e ao longo das linhas de fusão dos ossos maxilares na fase embrionária.

Etiologia dos Cistos

A cápsula cística funciona como uma membrana semipermeável, trazendo líquido dos espaços teciduais para dentro da lesão, até se estabelecer o equilíbrio hidrostático. Isso faz com que a lesão cística apresente um crescimento lento e contínuo, passando por quatro fases evolutivas bem marcadas:

Fase Silenciosa

Sem manifestação clínica, encontrada geralmente em exame radiográfico de rotina, o que torna imperativa a solicitação de radiografia panorâmica a todo cliente de primeira consulta.

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