Treinamento Físico Esportivo: Conceitos e Métodos
Classificado em Desporto e Educação Física
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Slides 5 e 6
Treinamento Físico Esportivo
“O treinamento desportivo é definido como um processo pedagógico pertencente à Educação Física que visa diretamente o alcance de resultados desportivos superiores.”
Desempenho
“O desempenho esportivo é a denominação dada à unidade de execução e resultado de uma sequência complexa de ações esportivas.”
Período Preparatório Geral
Busca-se a adaptação das capacidades predominantes e gerais.
Período Competitivo
Busca-se a manutenção do nível das capacidades treinadas durante a preparação.
Período de Preparação Especial ou Específico
Busca-se a adaptação das capacidades determinantes.
Objetivos do Treinamento
- Ganhar e aumentar o desenvolvimento multilateral do atleta
- Assegurar e melhorar os desenvolvimentos físicos específicos determinados pelas necessidades de cada modalidade/esporte
- Realizar e aperfeiçoar as técnicas da modalidade/esporte escolhido
- Melhorar e aperfeiçoar as estratégias necessárias
- Assegurar e procurar uma preparação ótima para cada aluno/atleta/equipe
- Fortalecer o estado de saúde de cada atleta
- Prevenir lesões
- Aumentar o conhecimento teórico do aluno/atleta/equipe
Meios de Treinamento
Compreende tudo aquilo que apoia a evolução do processo de treinamento:
Organizacionais
Formato do treinamento (ex: jogos e circuitos)
Instrumentais
Equipamentos do treino (ex: máquinas e pesos livres)
Informativos
Formas de apresentação e correção do treino (ex: demonstração e vídeos)
Métodos de Treinamento
Representa na prática do esporte os procedimentos planejados para se atingir determinado objetivo.
Exemplo:
Resistência – ex: Método Intervalado
Carga
“A causa que provoca as alterações de adaptação no organismo do desportista é chamada de carga de treinamento.”
Componentes da Carga
Os componentes da carga determinam a magnitude dos estímulos aplicados ao treinamento:
Intensidade
A intensidade trata-se do aspecto qualitativo e está relacionada ao nível do indivíduo/atleta e em que momento se encontra no treinamento/temporada, sendo específica a cada as particularidades de cada modalidade.
Duração
Representa o tempo durante o qual um único conteúdo de treinamento funciona como elemento transformador pelo organismo.
Volume
“É a medida quantitativa das cargas de treinamento de diferente orientação funcional, que se desenvolvem em uma unidade ou ciclo de treinamento.”
Densidade do treinamento
“É definida como a relação temporal entre o esforço e a fase de recuperação em uma sessão de treinamento.”
CARACTERÍSTICA DO INTERVALOS
Recuperação passiva – intervalos de recuperação onde não são utilizados alguma forma de exercício durante o treinamento.
Recuperação ativa – intervalos de recuperação que utilizam estímulos de baixa intensidade e podem ser aplicados durante o treinamento.
Overtraining
“O termo significa má adaptação aos estímulos dos exercícios, que pode debilitar o rendimento fisiológico e psicológico, alterando o processamento de informações bioquímicas e imunológicas.”
BIOENERGÉTICA DEFINIÇÃO:
A bioenergética é definida como a área da ciência que possui como objeto o estudo quantitativo da transferência de energia, que ocorre em células vivas, e da natureza, além da função dos processos químicos que fundamentam essa transferência.
A transferência dessa energia acontece por reações químicas, e seu conjunto é denominado metabolismo energético.
ATP: a nossa moeda energética
O corpo humano necessita constantemente de energia, e sua transferência ocorre por meio das reações químicas, pois a energia contida nos alimentos não pode ser diretamente transferida para os processos biológicos.
IMPORTANTE:
As concentrações intramusculares de ATP no repouso são extremamente baixas, e portanto, suficientes apenas para alguns poucos segundos de contração muscular. Por isso a ATP precisa ser constantemente ressintetizada por outros substratos energéticos.
Isso impõe que a ATP consumida deva ser continuamente ressintetizada nas células, para que possamos fazer qualquer tipo de esforço físico mais prolongado, seja ele de alta, média ou baixa intensidade.
GLICÓLISE ANAERÓBIA: o oxigênio não é diretamente utilizado na degradação da glicose para a produção de energia e tem como produto final o lactato.
GLICÓLISE AERÓBIA: o oxigênio é diretamente utilizado na produção de energia e a glicose é degradada a CO2 e água (H2O).
Exercício anaeróbio alático
São exercícios de intensidade muito alta, curta duração e com produção de lactato. Os principais substratos energéticos são a fosfocreatina (PCr) e o próprio ADP.
Exemplos:
- Corrida de 100 metros (velocidade);
- Treinamento de força máxima;
- Saltos verticais.
O exercício anaeróbio lático é conhecido como mecanismo Glicogenólise, nesse mecanismo o ATP é ressintetizado pelo glicogênio.
Exemplos:
- Natação 50 metros;
- Sprint (corrida ou bike);
– Metabolismo Oxidativo
O metabolismo aeróbico usa o oxigênio e nutrientes como glicose, gordura e carboidrato para produzir energia para o músculo.
Para criar o ATP o sistema aeróbico não é tão rápido como os outros, porém produz energia por muito mais tempo.
AVALIAÇÃO
Avaliar e interpretar a composição corporal em sujeitos sedentários, ativos e atletas é de grande importância na ciência do exercício e nutrição, principalmente quando se busca a individualização e adequação dos programas para melhora da qualidade de vida e do rendimento esportivo.
APLICAÇÃO DAS AVALIAÇÕES
As avaliações da composição corporal possuem várias aplicações dentro da área da saúde em geral. Segundo Heyward et al, (1996) podemos utilizá-las para:
- Identificar riscos à saúde associados a níveis excessivamente altos ou baixos de gordura corporal total.
- Monitorar mudanças na composição corporal associadas a doenças, crescimento, desenvolvimento.
- Avaliar a eficiência de intervenções nutricionais e de exercícios físicos na composição corporal.
- Estimar o peso ideal de atletas e não atletas.
- Reavaliar para saber as novas condutas a serem tomadas na prescrição da dieta e do exercício físico.
- Formular recomendações dietéticas.
- Monitorar alterações na Composição Corporal: Crescimento, Desenvolvimento e Maturação.
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