Tricomoníase: sintomas, diagnóstico e tratamento

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Tricomoníase

Tricomoníase — doença infecto-contagiosa do sistema gênito-urinário do homem e da mulher. Doença sexualmente transmissível (DST). Atinge principalmente pessoas sexualmente ativas e contribui para a amplificação da transmissão do HIV.

Etiologia e agente

Agente: Trichomonas vaginalis

Ordem: Trichomonadida — Família: Trichomonadidae

Espécies:

  • Trichomonas vaginalis — cavidades genitais e urinárias do homem e da mulher
  • Trichomonas tenax — boca
  • Trichomonas hominis — intestino grosso
  • Protozoários unicelulares

Morfologia

  • Forma alongada, ovóide ou piriforme
  • Tamanho: 10–30 μm de comprimento / 5–12 μm de largura
  • AF — 4 flagelos livres
  • RF — flagelo recorrente formando membrana ondulante
  • N — núcleo grande e alongado
  • CO — costa
  • AX — axonema
  • HY — hidrogenossomas
  • PB — filamento parabasal

O T. vaginalis é uma célula polimórfica (apresenta mais de uma forma), tanto no hospedeiro natural quanto em meios de cultura. Apresenta apenas a forma de trofozoíto, não existindo, portanto, forma cística.

Habitat

Mulher: sobre a mucosa vaginal. Pode ser observado em outros locais do aparelho geniturinário.

Homem: prepúcio, uretra e próstata.

Reprodução

Divisão binária longitudinal. Não há formação de cisto.

Infectividade e transmissão

  • Propagação pelo coito (DST)
  • Transmissão vertical: mães infectadas podem contaminar as filhas durante o parto
  • Água
  • Fômites (roupa íntima, roupa de cama, artigos de toalete e banho etc.) quando molhados ou úmidos

Período de incubação

10 a 30 dias, em média.

Patogenia e sintomatologia

Mulher — corrimento vaginal, processos inflamatórios da mucosa, prurido e ardor; pode estar associado a prematuridade, baixo peso ao nascer e ruptura prematura de bolsa, entre outros.

Homem — infecção costuma ser assintomática. Sintomas prováveis quando há envolvimento da próstata, das vesículas seminais ou de órgãos superiores das vias geniturinárias: secreção matutina mucóide ou purulenta, prurido, entre outros.

Diagnóstico

Corrimento de aspecto cremoso, ácido e amarelado, caracterizando uma leucorreia persistente.

Diagnóstico laboratorial:

  • Exame a fresco
  • Exame de cultura
  • Exame citológico de Papanicolaou

Homem: exame das secreções uretral e prostática ou da urina centrifugada.

Tratamento

O tratamento deve ser administrado ao paciente e aos parceiros sexuais.

Fármacos mais utilizados contra infecções por tricomonas: metronidazol, tinidazol, ornidazol, nimorazol, carnidazol, secnidazol e flunidazol.

  • Mulheres — medicação oral e local

Epidemiologia

Moléstia cosmopolita — DST. Em mulheres adultas a incidência é elevada.

  • Pacientes examinadas: 20 a 40%
  • Mulheres com leucorreia: 70%
  • Maridos de infectadas: 10 a 15%

Um positivo para cada quatro.

Prevenção

  • Prevenção de DST
  • Educação sanitária
  • Diagnóstico precoce
  • Tratamento dos casos (casais)
  • Uso de preservativos

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