O Trilema da Globalização de Rodrik: Uma Análise
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Introdução
Rodrik propõe um trilema da globalização: Hiperglobalização, Estado Soberano e Política Democrática. Segundo ele, é preciso escolher dois e excluir um.
Definições:
- Estado Soberano: O poder público tem margem para decidir políticas econômicas, controlando a atividade econômica dentro de suas fronteiras.
- Política Democrática: Capacidade dos governos de atenderem aos desejos de seu eleitorado.
- Hiperglobalização: Globalização marcada pela circulação livre e irrestrita de capitais em grande volume e velocidade.
Alternativas e suas Implicações
1. Estado Soberano + Política Democrática = Compromisso de Bretton Woods
Refrear a globalização restringindo movimentos de capital, mantendo a dignidade das fronteiras e a autodeterminação da política nacional com o escrutínio do eleitorado. Evita flutuações livres dos regimes cambiais sem retornar ao padrão ouro.
2. Hiperglobalização + Política Democrática = Governança Mundial
Abdicação do Estado Soberano em favor de instituições globais. Movimentação volumosa e repentina de capitais, com escrutínio do eleitorado. Dificuldade em estabelecer homogeneização global respeitando valores democráticos (Paradoxo Democrático).
3. Estado Soberano + Hiperglobalização = Padrão Ouro (Espelho de Ouro)
Regulação automática dos fluxos externos entre países, equilibrando déficits e superávits. Implica abdicar de elementos democráticos, adotando políticas de acordo com a hiperglobalização.
Conclusão: A Solução Preferível
Rodrik afirma que a solução preferível é o Compromisso de Bretton Woods. Permite a globalização, mas retira os elementos que conferiam o caráter hiperbólico (livre circulação de capitais).