Sistema Urinário e Reprodutor: funções, órgãos e saúde
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Sistema urinário: funções e excreção
A amônia é a substância nitrogenada mais tóxica que os organismos produzem. Para ser excretada pelos mamíferos, é necessário que a maior parte de sua quantidade seja convertida em derivados menos tóxicos, como a ureia e o ácido úrico. O ácido úrico é o menos tóxico de todos, mas não foi a estratégia selecionada evolutivamente para os mamíferos. A provável razão para isso é que o ácido úrico é pouco solúvel em água e tende a formar cristais quando em alta concentração, o que acarretaria dificuldades de circulação no sangue e de excreção pela urina.
O sistema urinário é o sistema responsável por excretar substâncias indesejáveis, resultantes do nosso metabolismo. Os principais excretas que o nosso corpo gera incluem compostos nitrogenados como a amônia (NH3). Como essa substância é muito tóxica, nós a convertemos em uma outra, menos tóxica: a ureia.
Órgãos do sistema urinário
O sistema urinário é composto por dois rins, dois ureteres, uma bexiga e uma uretra. Ao chegar a este sistema, o sangue é filtrado para remoção dos resíduos metabólicos; é nos rins que se dá esse processo — o resto do sistema é formado por dutos para transporte ou por estruturas de armazenamento da urina.
- Rins — filtram o sangue e formam a urina
- Ureteres — conduzem a urina dos rins até a bexiga
- Bexiga — armazena a urina
- Uretra — conduz a urina da bexiga para fora do corpo
Néfron: unidade funcional
A unidade funcional dos rins são os néfrons. Um néfron é composto de uma cápsula de Bowman, onde se inicia o processo de filtragem do sangue; de um túbulo renal, onde ocorre a reabsorção do que foi filtrado; e de um duto coletor, que recebe o produto da filtragem pós-reabsorção. Do duto coletor, a urina passa pelo ureter e vai para a bexiga, onde se acumula. Quando a bexiga enche, sentimos vontade de urinar. Ao urinar, a urina passa pela uretra.
Transporte e eliminação
Do duto coletor a urina é conduzida ao ureter e armazenada na bexiga. A sensação de necessidade de urinar surge com o enchimento vesical; a eliminação ocorre pela uretra.
Problemas comuns do sistema urinário
Os problemas mais comuns que acometem o sistema urinário são a formação de cálculos renais e as infecções do trato urinário.
Sistema reprodutor: anatomia e reprodução
O sistema reprodutor está envolvido com a reprodução dos seres vivos e com a perpetuação das espécies.
Puberdade e caracteres sexuais
Na puberdade, os hormônios sexuais feminino e masculino desencadeiam a manifestação de caracteres sexuais secundários. Nesta época, o corpo de ambos se prepara para que possa ocorrer a cópula.
Reprodução masculina
Para que haja cópula, o pênis precisa enrijecer a ponto de poder penetrar na vagina da mulher. E, para que possa haver fecundação, esse pênis que penetrou precisa ser capaz de inocular na mulher os espermatozoides que o homem produziu.
Quando o homem recebe um estímulo sexual, grande quantidade de sangue se acumula no pênis e faz com que esse órgão fique ereto. O pênis ereto é capaz de penetrar na vagina da mulher e inocular nela os espermatozoides. Os espermatozoides são formados por um processo chamado espermatogênese, que é uma meiose que acontece nos túbulos seminíferos dos testículos. Depois de originados, os espermatozoides ficam armazenados em outra estrutura ligada aos testículos, os epidídimos. Quando há estímulo sexual para ejaculação, os espermatozoides que estão nos epidídimos são transportados pelos canais até a uretra. Ao se aproximarem da uretra, duas glândulas (a vesícula seminal e a próstata) produzem o sêmen.
Reprodução feminina
O sistema reprodutor feminino é composto por duas tubas uterinas, dois ovários, um útero e uma vagina. Os ovários (gônadas sexuais femininas) são as estruturas responsáveis por armazenar os ovócitos primários, que são uma forma imatura dos óvulos.
Hormônios e ciclo menstrual
O FSH estimula o amadurecimento do folículo que, ao se desenvolver, passa a produzir estrogênio. A presença de estrogênio na corrente sanguínea desencadeia o espessamento da parede do endométrio e inibe a produção de FSH. Sem FSH e com estrogênio, a hipófise passa a produzir o LH, que atua na liberação do ovócito secundário na tuba uterina (ovulação) e na formação do corpo lúteo. O corpo lúteo, por sua vez, produz progesterona, que mantém a parede do útero e inibe a produção de LH.
- FSH — estimula o desenvolvimento folicular
- Estrogênio — espessamento do endométrio e inibição do FSH
- LH — desencadeia a ovulação e formação do corpo lúteo
- Progesterona — mantém o endométrio e inibe LH
Se não houver fecundação, o ovócito secundário (não fecundado) continua a ser transportado pela tuba uterina até o útero. A parede vascularizada do útero começa a sofrer um processo de descamação, motivado por alterações hormonais — esse processo é a menstruação.
Se houver fecundação, o embrião chega ao útero e se fixa à parede vascularizada deste, evento chamado nidação.
Contracepção e DSTs
Para evitar a fecundação, existe uma gama de métodos contraceptivos, como a pílula anticoncepcional, o DIU, espermicidas, diafragma, métodos cirúrgicos e a camisinha. Todos eles atuam, mecanicamente ou quimicamente, evitando o encontro do óvulo com o espermatozoide. A camisinha é o único método que também protege contra doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).
As DSTs podem acometer pessoas sexualmente ativas que praticam sexo sem proteção (camisinha). Variam de pequenos transtornos e incômodos (herpes, cândida) a doenças que podem levar à morte se não forem detectadas e tratadas adequadamente (sífilis, por exemplo). Uma das DSTs de maior foco para a saúde pública é a AIDS, pois não tem cura, embora o tratamento tenha se mostrado eficaz em prover qualidade de vida aos doentes.