Sistema Urinário: Rins, Bexiga e Controle da Micção

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Rins

Com a filtração do sangue e a formação da urina, os rins contribuem para a homeostasia dos líquidos do corpo de várias maneiras.

  • Os rins são órgãos pares, em forma de grão-de-feijão, localizados logo acima da cintura, entre o peritônio e a parede posterior do abdome.
  • Cada rim tem cerca de 11,25 cm de comprimento, 5 a 7,5 cm de largura e um pouco mais que 2,5 cm de espessura. O rim esquerdo é um pouco mais comprido e mais estreito do que o direito.
  • O néfron é a unidade morfofuncional, ou unidade produtora de urina, do rim.
  • Cada rim contém cerca de 2 milhões de néfrons.

Bexiga

A bexiga é um órgão muscular oco, elástico, dotado de musculatura lisa, constituída por camadas de conjuntivo fibroso, músculo liso e conjuntivo frouxo a denso.

  • Localização: atrás da sínfise púbica.
  • Na mulher: está à frente da vagina e abaixo do útero.

A função da bexiga é acumular a urina produzida nos rins.

  • 1ª vontade de urinar: 150 ml
  • Quando a sensação aperta: 250–300 ml
  • Sensação forte: 400–500 ml

Músculo detrusor

  • É o músculo liso da parede da bexiga urinária.
  • Durante a micção, ele se contrai para expulsar a urina da bexiga.
  • Em outros momentos, mantém-se relaxado para permitir que a bexiga acumule urina.

Uretra

  • É um conduto membranoso pelo qual se expele a urina desde a bexiga urinária até o meio externo.
  • A uretra feminina mede aproximadamente 4 cm, partindo da bexiga e terminando no vestíbulo, entre o clitóris e a vagina.

Nervos para controle da micção

Sistema Nervoso Autônomo — Simpático

T10 a L2: estimula a contração do esfíncter uretral e relaxa o detrusor.

Sistema Nervoso Autônomo — Parassimpático

S2 a S4: relaxa o esfíncter uretral e contrai o detrusor.

Fisiologia da micção

O ato da micção compreende duas fases:

  • Enchimento vesical
  • Esvaziamento vesical

A micção e a continência urinária estão sob o controle de eventos neurológicos entre:

  • Sistema nervoso central
  • Sistema nervoso periférico
  • Trato urinário inferior

Sistema Nervoso Parassimpático

  • Função: esvaziamento vesical
  • Origem: S2, S3 e S4 da medula sacral
  • Nervo: nervos pélvicos
  • Neurotransmissor: acetilcolina
  • Receptores: nicotínicos e muscarínicos

Efeito: contração do músculo detrusor e relaxamento do esfíncter uretral.

Sistema Nervoso Simpático

  • Função: armazenamento urinário
  • Origem: tronco tóraco-lombar (T10–L2) da medula espinhal
  • Nervo: hipogástrico
  • Neurotransmissores: acetilcolina e noradrenalina
  • Receptores: alfa e beta

Alfa: contração do esfíncter externo da uretra.

Beta: relaxamento do músculo detrusor.

É o sistema simpático que contribui para a continência.

Nervos — ações e fibras

  • N. hipogástrico — Fibras eferentes (simpático): ação: vasodilatação local; peristaltismo de ureteres.
  • N. hipogástrico — Fibras aferentes (simpático): ação: sensação de plenitude e dor.
  • N. esplâncnicos pélvicos — Fibras eferentes (parassimpático): ação: contração do detrusor; relaxamento do esfíncter interno; peristaltismo de ureteres.
  • N. esplâncnicos pélvicos — Fibras aferentes (parassimpático): ação: percepção do estiramento vesical.

Sistema Nervoso Somático

  • Função: controle voluntário da micção
  • Origem: medula sacral, no núcleo somatomotor (núcleo de Onuf)
  • Nervo: pudendo
  • Controle: esfincter externo
  • N. pudendo — Fibras eferentes (somáticas): ação: relaxamento do esfíncter externo (quando necessário para micção).
  • N. pudendo — Fibras aferentes (somáticas): ação: manutenção do tônus do esfíncter.

Enchimento vesical

Rins produzem urina → ureter → ondas peristálticas → bexiga → efeitos inibitórios do córtex → estimulação simpática → armazenamento de urina.

Esvaziamento vesical

Bexiga cheia → aumenta a pressão intravesical → estiramento de toda a parede vesical → receptores mandam impulsos para a medula sacral → por arco reflexo o sinal retorna à bexiga → gera contrações de micção. Quando a bexiga está parcialmente cheia ocorrem contrações; porém, o músculo detrusor pode relaxar, diminuindo a pressão e cessando as contrações. Este mecanismo serve como aviso e impede o armazenamento exagerado de urina. Esse ciclo se repete até que, por alto grau de contração, local e hora adequados, ocorra relaxamento da MAP e do esfíncter uretral, supressão dos efeitos inibitórios do córtex e descarga parassimpática.

MICÇÃO → diminuição do fluxo urinário → diminuição da pressão vesical → contração do assoalho pélvico e do esfíncter externo → inibição inconsciente nos gânglios basais → INÍCIO DA FASE DE ARMAZENAMENTO.

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