Utopia na América: Análise do Ensaio de Henríquez Ureña
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1) Qual é o tema central do ensaio? Por que é intitulado Utopia na América?
O tema do ensaio é a crise da civilização sofrida pela América ao sair da espessa nuvem de independência ardente do domínio colonial. Durante esse processo, ela tem que lutar contra os elementos mais poderosos da aparência, enfrentando não só o poder militar e econômico, mas também o espírito através do qual pretende ter sucesso, superando a barbárie. O autor afirma que apenas ao se livrar da opressão colonial e conquistar a independência é possível agitar o espírito de temor e declarar o domínio sobre o futuro. Ele aponta para a América como um mundo virgem, de liberdade e repúblicas recém-nascidas em tumulto, ardentemente dedicado à utopia imortal.
Com relação ao seu título, a América é considerada uma utopia tão rica em realismo mágico que se tornou a própria represa da esperança desesperada dos viejomundistas (habitantes do Velho Mundo). Gradualmente, o Novo Mundo estava se tornando a síntese de nobres ideais e aspirações antagônicas. A América, desde a sua descoberta inicial, estava mergulhada em um processo arbitrário de idealização, servindo desde o início para a realização de múltiplas esperanças e sonhos, às vezes alimentados pelo sonho de "ouro" dos clássicos, outras pela tradição bíblica, e não poucas pelo sonho de criar um mundo mais feliz e uma nova humanidade.
2) Segundo o autor, qual é a importância da cultura e do nacionalismo como um instrumento de utopia que sonha para a América? O país dá um exemplo?
Ele afirma que a uniformidade do imperialismo nunca será o ideal estéril, mas sim a unidade como uma harmonia de muitas vozes do povo. Espera-se que cada região da América mantenha todas as suas atividades e seu caráter original perfeito para atingir o nosso ideal original. O autor afirma a importância da ligação entre as tendências, mantendo-as em equilíbrio e harmonia, esperando que a América continue a produzir o que é sua maior característica e que define o seu nacionalismo: a presença de tal utopia pessoal.
Ele dá o exemplo do povo mexicano, que oferece ao mundo a preocupação com a melhoria contínua. Nota-se a luta contínua do país e o equilíbrio ocasional entre antigas tradições e um novo impulso, que permitem caracterizá-lo como uma nação de cultura e nacionalismo admiráveis.
3) O que caracteriza, segundo o autor, todo o continente americano?
Caracteriza o nosso homem latino-americano em sua mais ampla expressão como alguém que sabe tudo e aprecia todas as nuances pertinentes à sua terra. É aquele que prova os sabores nativos intensos, sendo esta a sua melhor preparação para o gosto de qualquer coisa que tenha um sabor genuíno. O autor diz que as diferenças de caráter na América — como o clima, a língua e as tradições — são consideradas diferentes nuances da unidade humana, e não motivos de divisão ou razões para a discórdia.
4) O que você propõe como uma afirmação do futuro para a nossa América?
Isto indica que, quando o homem americano conseguir evoluir individualmente e procurar uma melhoria na sua qualidade de vida, sendo capaz de pesquisar e experimentar, principalmente pelo seu próprio trabalho, ignorando discussões e críticas recebidas, haverá um futuro para a nossa América, tornando-se uma pessoa melhor e, portanto, um melhor americano.
5) O que levanta o triunfo do espírito no nosso continente face à crueldade anterior?
Sugere-se que o espírito é uma poderosa arma com um alto valor. É através dele que podemos derrotar a barbárie, abordando não só o poder militar e econômico, mas também a força espiritual. Este artigo estabelece que existem armas simples que acabam por ser mais poderosas do que muitas reconhecidas, e este é o caso do espírito. Ele argumenta que, se você realmente quer algo, tudo será feito e dito: "Se não houver o espírito e o triunfo no interior, tenha medo da barbárie."
6) Em que hipóteses são propostas as utopias da América, segundo Pedro Henríquez Ureña?
Ele argumenta que, embora as apreensões descritas abalem a humanidade, apenas uma luz consegue unir muitos espíritos: a luz da utopia. Esta luz é o verdadeiro marco histórico onde reside a esperança para a paz em meio ao inferno social. Como americanos, Pedro Henríquez Ureña afirma que devemos ousar alcançar esse poder um dia.