Era Vargas: Industrialização, Crise de 1929 e Recuperação

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A Segunda Guerra Mundial

Retorno à liberdade cambial (e estabilidade da taxa de câmbio).

Houve aumento e diversificação das exportações, em parte dirigida aos países em guerra (como borracha e têxteis).

Mudança das condições do mercado mundial.

EUA (buscando apoio dos latino-americanos) patrocinam o Acordo Interamericano de Café: aumenta preço internacional do café.

Grandes safras revertidas em 1942 (forte geada) - sustenta preços elevados.

Preço de importação de café nos EUA estável.

Efeitos da Guerra:

  • Restrições nas importações - dificuldade de obter bens de capital e insumos.
  • 1939-42: crescimento de 4%.
  • 1943-45: crescimento de 9,5%.
  • Produção industrial volta a crescer.
  • Amplia exportações para países em guerra.
  • Grande acúmulo de Reservas Internacionais (BP superavitário).
  • Aumenta FBCF (gastos em defesa e infra-estrutura).
  • 1942: CSN e Vale do Rio Doce.
  • 1942: surgimento do Cruzeiro e da SUMOC (fortalece BB).
  • 1943: Brasil assina o acordo permanente da dívida externa, saindo da moratória.

Industrialização

A indústria era estimulada pelo protecionismo do controle cambial, que suplantava a escassez de divisas.

Controle de compra da moeda estrangeira, que passou a ser limitada pois os dólares deveriam ser utilizados para a promoção da industrialização e não para gastos pessoais.

Utiliza capacidade ociosa.

Desenvolvimento fechado.

Desvalorização do câmbio.

Industrialização por Substituição de Importação (ISI)

O objetivo era a importação de máquinas e insumos, com controle do câmbio.

Motor do PSI: estrangulamento externo.

Com o processo de ISI o objetivo de Vargas era possuir um parque industrial completo, tornando o Brasil um país central.

  1. Indústria de não duráveis (tecido, alimento) e a indústria de base (1930-40).
  2. Bens duráveis (1950-60).
  3. Bens de capital e as novas tecnologias (1970).

Herança de Vargas

  • Inflação (gerada pelo protecionismo e emissão monetária para a compra de café).
  • Escassez de bens e produtos (queda nas importações na II Guerra).
  • CLT aumenta renda dos trabalhadores.
  • Câmbio Fixo.
  • Acúmulo de reservas e BP superavitário.
  • Expansão industrial.
  • Déficit público (com políticas pré-keynesianas).
  • Bretton Woods.

Era Vargas e a Crise de 1929

  • Safra recorde de café.
  • Restrição de financiamento externo e queda de investimentos.
  • Preços do café caem vertiginosamente (40%) - grande deterioração no BP.
  • Desvalorização cambial.
  • Fechamento da Caixa de Estabilização.
  • Transição para uma economia voltada para dentro com severos controles sobre as transações externas.
  • Queda da demanda externa.
  • Crise no BP.

CESPE: Os efeitos da política de defesa dos cafeicultores sobre o mercado cambial provocaram aumento na demanda dos brasileiros por bens produzidos internamente, incentivando o processo de substituição de importações na década de 30 do século passado.

CESPE: A manutenção de uma política de defesa do setor cafeeiro, a despeito das alterações introduzidas em sua implementação na década de 1930, contribuiu para minorar os efeitos adversos da crise de 1929 sobre a renda nacional.

A Recuperação

  • GV adota uma política anticíclica (feita com recursos internos).
  • A acumulação primitiva de capitais para se investir em novas frentes, que não o café, somente seria conseguida com o dinheiro proveniente do próprio café.
  • Compra e queima do café e a emissão de moeda (até 1939).
  • Com o Conselho (Departamento) Nacional do Café.
  • Receita do imposto sobre o café exportado passou a ser depositado no BB.
  • Crédito do BB é fundamental para a recuperação brasileira.
  • Política econômica pré-keynesiana (heterodoxa): intenção de acomodar a recessão internacional (um choque fiscal) através do aumento do déficit público.
  • Com desvalorização da moeda, a produção nacional viu-se protegida do mercado externo e estimulou a produção ao mercado interno.
  • Manutenção da renda e emprego.
  • Mudança na pauta de importações: aumenta de bens de produção e cai de bens de consumo leve (produzidos no Brasil).
  • Abandono do padrão ouro.
  • Compra obrigatória de matérias-primas nacionais.

* Celso Furtado: A grande elevação da renda real per capita, ocorrida nos EUA nos anos vinte, deixou inalterável o consumo de café nesse país, não obstante os preços pagos pelo consumidor se tenham mantido estáveis. Durante os anos de depressão, os preços pagos pelo consumidor chegaram a baixar cerca de 40%, sem que o consumo apresentasse qualquer modificação significativa (pela baixa elasticidade-renda do café).

* Celso Furtado: a produção para o mercado interno (sobretudo a manufatureira) passou a ser, ao longo da década de 1930, o CENTRO DINÂMICO DA ECONOMIA; até então, o setor exportador era o centro dinâmico da economia brasileira.

  • 1931: III Funding Loan com o reescalonamento da dívida.
  • O Brasil é um dos primeiros países a sair da crise de 1929.
  • Furtado atribui à produção para o mercado interno a recuperação do PIB.
  • Produção nacional cresce 10% a.a. na década de 1930 (indústria a 11%).
  • Cai participação das importações.
  • Adoção de políticas monetária e fiscal expansionistas.
  • Acordo com EUA (1935): sem tributos para café.
  • Acordo com Alemanha (1936): comércio compensado - café e algodão.

Estado Novo

  • Logo no início, Vargas declara a moratória da dívida externa.
  • Institui monopólio cambial.
  • Procura alterar a política cafeeira (produção em outros países cresce muito).
  • Centralização do poder: criação de agências governamentais para área econômica.
  • Fraco desempenho da agricultura.
  • Missão Aranha (1939): diante de pressão para pagamento da dívida externa, Osvaldo Aranha vai aos EUA; obtém empréstimo do Eximbank em troca de liberalização do mercado de câmbio para transações comerciais e pagar a dívida externa.

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