A Agricultura Portuguesa e a Política Agrícola Comum (PAC)
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A Agricultura Portuguesa e a Política Agrícola Comum
A criação da PAC em 1962, no grupo dos 6 países da CEE, surgiu devido a:
- Graves carências alimentares;
- Falta de autossuficiência e dependência de terceiros no fornecimento de recursos alimentares;
- Condições de vida precárias no mundo rural, levando ao abandono das terras em direção às cidades.
Principais objetivos da PAC:
- Incentivo à produção;
- Melhoria dos rendimentos da agricultura;
- Criação de um mercado comum;
- Alcançar a autossuficiência dos países membros.
Medidas implementadas:
- Incentivo à produção através do desenvolvimento de técnicas agrícolas;
- Garantias no escoamento dos produtos;
- Financiamento para a exportação;
- Proteção aduaneira.
Na década de 70, a comunidade tornou-se autossuficiente. No entanto, este aspeto positivo conduziu a consequências negativas:
- Produção excessiva;
- Preços dos produtos muito elevados comparativamente aos mercados mundiais.
Consequências da produção excedentária:
- Grandes desequilíbrios nos mercados;
- Graves problemas sociais e ambientais;
- Problemas ao nível da segurança e qualidade dos alimentos;
- Acentuar das assimetrias regionais.
A gestão e a utilização do solo arável
A Superfície Agrícola Utilizada (SAU) é constituída por:
- Terras aráveis (culturas temporárias e pousio);
- Culturas permanentes;
- Pastagens permanentes;
- Horta familiar.
Evolução entre 1999 e 2009:
- Diminuição das superfícies destinadas às terras aráveis;
- Aumento das superfícies destinadas aos prados e pastagens permanentes, que ocupavam praticamente metade da SAU.
Fatores do decréscimo das terras aráveis:
- Volatilidade irregular do mercado das culturas temporárias, sobretudo dos cereais;
- Escalada de preços dos custos associados à produção;
- Desproteção gradual do mercado de culturas temporárias;
- Revisões decorrentes da reforma da PAC de 2003.
Problemática entre a ocupação do solo e as suas aptidões:
Os problemas associados à utilização do solo traduzem-se em:
- Inadequação da aptidão dos solos;
- Práticas agrícolas desadequadas;
- Sistemas de cultura ineficientes;
- Utilização irracional de produtos químicos.