Análise de Índices de Liquidez e Solvência Empresarial
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O rácio de disponibilidade indica a capacidade de cobrir os saldos de dívida com ativos mais líquidos. O valor de referência situa-se entre 0,3 e 0,4. Neste caso, se o rácio estiver em 0,10, significa que a empresa tem problemas de liquidez e não pode cobrir a dívida mais líquida. Se o valor for 0,35, entra no patamar ideal, indicando que não há problemas de liquidez e as dívidas podem ser cobertas sem dificuldades. Já um valor de 2,0 significa um excesso, indicando que a empresa não possui problemas de liquidez e pode honrar seus compromissos plenamente.
O rácio de solvência permite calcular a solvência a longo prazo (L/P), situando-se o valor ideal entre 1,7 e 2. Neste caso, um valor de 3 indica um excesso, o que significa que a empresa não terá problemas a longo prazo e possui uma situação financeira boa, pois os ativos excedem as responsabilidades. Isso indica que a empresa tem sido financiada principalmente por capital próprio; nesse cenário, deve-se informar à empresa que realize investimentos com retornos mais elevados. Se o valor for 1, há um défice, o que significa problemas a longo prazo; neste caso, seria necessário renegociar a dívida de longo prazo para mudar as condições. Se o valor for 1,8, insere-se no valor ideal e não haverá problemas a longo prazo.
O rácio de liquidez, que indica a solvência a curto prazo (C/P), tem como valor de referência 1,5 a 1,8. Neste caso, um valor de 1 significa um défice e problemas no pagamento a curto prazo. Para corrigir isso, deve-se:
- Renegociar a dívida de curto prazo para torná-la exequível no longo prazo;
- Vender ativos não produtivos da empresa para gerar caixa imediato;
- Solicitar um empréstimo de longo prazo para pagar dívidas imediatas.
Se o valor for 3, significa que há um excesso e a empresa pode possuir ativos líquidos com baixo retorno, devendo ser aconselhada a realizar investimentos com maior rentabilidade. Se o valor for 1,7, entra no valor ideal e não apresenta problemas de solvência a curto prazo.
O rácio de caixa indica a capacidade de liquidez imediata, com valor de referência entre 0,8 e 1,2. Neste caso, um valor de 0,07 indica um défice e problemas de liquidez imediata. Se o valor for 0,8, significa que está no patamar ideal, sem problemas de liquidez imediata. Se for 2,8, significa que há um excesso de liquidez imediata.
O rácio da estrutura da dívida permite calcular a percentagem de curto prazo (C/P), onde o valor ideal é de 0,2 a 0,5. Caso a dívida de curto prazo da empresa represente apenas 0,07 do total da dívida, não se aconselharia a manutenção de muitos ativos improdutivos ou de baixa rentabilidade, mas sim a realização de investimentos com retornos elevados. Caso o valor seja 1 do total da dívida, a empresa está altamente endividada a curto prazo, o que pode gerar problemas de pagamento. Para corrigir isso, a dívida de curto prazo deve ser renegociada para longo prazo (L/P) ou pode-se obter um empréstimo de longo prazo para liquidar essa dívida. Se o valor for 4, significa que a empresa não tem problemas para lidar com a dívida de curto prazo.
Retorno financeiro: mede o lucro líquido gerado em relação ao investimento dos proprietários da empresa.
Para aumentar a lucratividade, pode-se:
- Aumentar a margem: através do aumento de preços, redução de custos ou ambos;
- Aumentar a rotação: vendendo mais, reduzindo o ativo ou ambos;
- Aumentar a alavancagem: aumentando as dívidas para que a divisão de ativos entre os recursos seja maior.
Rentabilidade: serve para compreender a evolução e as causas da produtividade dos ativos da empresa.
Para aumentar a rentabilidade, você pode: vender mais, reduzir os custos mais elevados ou vender ativos para reduzir despesas.