Análise de Mensagem: O Infante e O Mostrengo de Pessoa
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O marinheiro que embarca no navio é uma cidade, não um homem; somos nós, mas ele nos representa. Pessoa diz que sempre podemos ser heróis, desde que sejamos humanos. O poder é a humanidade. Se a alma, a vontade e o sonho são grandes, a vida vale a pena; mas se não há desejo, não há sonho, a vida não vale a pena. O desejo, o sonho, a vontade. O mar é lágrimas, tempestades, esforço, prova e luta, mas também há outra face: é o espelho do céu.
Quando Pessoa diz que os felizes são infelizes, refere-se ao fato de que a vida sem luta não tem valor. Se não há desejo de conquistar, de lutar, a tristeza daqueles que são felizes é real: o dia em que o homem tem tudo, ele morreu. Chegará à Índia? A Índia simbólica é aquela que cada pessoa tem como desejo. A Índia está mudando de cara e, no dia em que chegamos a ela, o sonho acaba. O caminho é o que você tem que valorizar. No dia em que chegarmos ao destino, não gostaremos, pois não teremos mais sonhos.
Portanto, a Índia é a capacidade de sonhar e de desejar; hoje é uma coisa e amanhã é outra. É atemporal e espacial. Chegaremos com os navios cheios do que são feitos os sonhos: ilusão, fantasia... Não se preocupe com a chegada, mas com a estrada. Pessoa conta a história, mas de olho no futuro (um exemplum para aprender com a história).
Você pode chegar, assumir o comando e lutar. Pessoa diz que, ao olharmos para o caminho, já teremos nossas descobertas.
- O Infante
Fernando Pessoa é o autor da obra Mensagem. Dentro desta obra, um poema destaca-se: O Infante.
"Deus quer, o homem sonha, a obra nasce." Na história, focamos na imagem que aparece no final: o Deus com quem o homem sonha. Nunca se pode dizer que o destino não interfere. Deus é panteísta e não tem rosto. Estamos acostumados a acreditar em alguma coisa: o homem pode ser agnóstico ou ateu, mas ainda acredita em algo. Se você não acredita em algo, não há vontade.
O homem é a duplicidade entre sonho e realidade. Se você tem fé, tem o desejo de vencer. Quer sejamos crentes ou não em uma religião, o homem foi guiado nesse momento. Pessoa diz que Deus determina algo e que a força é verdadeira, mas devemos colocar vontade e esforço. O destino não resolve sozinho; você tem que se mexer e sonhar. O destino queria que aquele homem fosse português, o que significa que o povo de Portugal tem uma missão especial: não somos um povo destinado ao fracasso, porque existe um desígnio e temos que trabalhar. Todos nós temos uma recompensa final por esse caminho de privação.
Pessoa diz que o dom cristão é mais do que um messias que virá; você não precisa esperar que ele volte, você deve procurar por ele. O navegador, ao ser feito português pelo destino, é a prova de que, com esforço, podemos contrariar a perspectiva de que somos um povo ruim e inferior. A imagem final é clara: é verdade que Deus deu perigo ao mar, o mar é um símbolo de sofrimento e dor, mas também é o espelho do céu. A recompensa depende de tudo no mar, e para ter glória é preciso sofrer. Quando Pessoa diz "infelizes os felizes", significa que a vida sem luta não tem valor. Se você não quer conquistar, a luta está morta.
- O Mostrengo
Fernando Pessoa é o autor da obra Mensagem. Dentro desta obra, um poema destaca-se: O Mostrengo.
O herói é um trabalhador, qualquer pessoa que tenha um emprego e tenha tido a coragem de não desistir, de enfrentar o perigo. D. Sebastião é esse rei, esse messias. A vida é um caminho e sempre descobrimos algo. Não podemos nos concentrar apenas em chegar; temos que descobrir etapas. Ainda temos aquela "Índia" no final da estrada e só passamos uma etapa, então siga o caminho.