Análise das Personagens em Os Maias

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  • Ega: Promotor da homenagem e defensor do Realismo/Naturalismo. Exagera quando defende o cientificismo na literatura. Ega defende uma catástrofe natural como forma de acordar o país da mediocridade e do atraso da sociedade, afirmando que a mesma é a mais covarde e miserável da Europa. Defende a instalação da República e a invasão espanhola.
  • Cohen: O homenageado, representante das finanças e comentador cínico da ruína financeira do país. Personifica a alta burguesia, detentora de altos cargos do poder, mas destituída de visão histórica e de inteligência. É uma pessoa cínica e calculista, pois permite que o país caminhe para a bancarrota, apesar do cargo que ocupa.
  • Alencar: Poeta ultrarromântico, simboliza a estagnação cultural portuguesa, fechada ao contacto com a renovação mental europeia. Elogia uma literatura sentimental, alheada de qualquer compromisso cívico. Mostra-se incoerente quando condena o que já defendeu no passado e considera o Realismo/Naturalismo imoral. Defende a crítica literária de natureza académica. Alencar teme a invasão espanhola e defende o ultrarromantismo político, esquecendo o estado em que se encontra a sociedade portuguesa.
  • Dâmaso: O novo-rico, representante dos vícios da burguesia. Representa também a degradação moral, a cobardia e a falta de dignidade. Era baixo, gordo, "frisado como um noivo de província". Dá informações sobre os Castro Gomes, da qual faz parte o "marido" de Maria Eduarda, e fala do seu tio, Guimarães. Era uma pessoa mesquinha e convencida.
  • Craft: O britânico, representante da cultura artística e britânica. Demonstra um certo distanciamento e uma clara superioridade no que diz respeito ao meio social em que se insere, o que determina uma certa afinidade e cumplicidade com Carlos. Craft critica o Realismo, recusa o ultrarromantismo de Alencar e o exagero de Ega, defendendo a arte como idealização do que há de melhor na natureza.
  • Carlos: Médico e detentor de uma posição social e culturalmente privilegiada no meio em que se move. Na maior parte dos episódios da Crónica de Costumes, Carlos mostra ser o observador crítico e distante da mediocridade cultural do país. Recusa o ultrarromantismo de Alencar e o exagero de Ega. É neste episódio que Carlos vê, pela primeira vez, Maria Eduarda.

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