Anatomia, Histologia do SNC e Regeneração Nervosa

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Regiões Anátomo-Histológicas dos Segmentos do SNC

Substância Cinzenta

  • Local de predomínio dos corpos celulares de neurônios do SNC (áreas corticais no cerebelo e no cérebro, "H" medular, e núcleos [agregados de corpos celulares neuronais] da substância cinzenta);
  • Células da glia: astrócitos protoplasmáticos, oligodendrócitos e células da microglia;
  • Neurópilo: trama tridimensional de prolongamentos dos corpos celulares e das células da glia.

Substância Branca

  • Predomínio de fibras mielínicas;
  • Núcleos de substância branca (em áreas de substância branca do encéfalo);
  • Células da glia: astrócitos fibrosos, oligodendrócitos e células da microglia.

Medula Espinal

Definição e Considerações Gerais

  • É uma massa cilíndrica de tecido nervoso que ocupa parcialmente o canal vertebral.
  • Mede aproximadamente 45 cm no homem e 40 cm na mulher.
  • Limita-se cranialmente com o bulbo ao nível do forame magno do osso occipital e caudalmente termina na segunda vértebra lombar, onde afila-se formando o chamado cone medular.
  • A medula espinal tem uma forma aproximadamente cilíndrica, sendo achatada no sentido anteroposterior.
  • Seu calibre não é uniforme, pois apresenta duas dilatações denominadas intumescências cervical e lombar, que correspondem às regiões de inervação dos membros superiores e inferiores, respectivamente.
  • Substância cinzenta interna: "H" medular, formado por 2 colunas subdivididas em cornos anterior (ou ventral) e posterior (ou dorsal), unidas pela comissura central, a qual contém o canal ependimário (ou canal central da medula espinal), apresentando neurônios multipolares estrelados.
  • Substância branca: formada por tratos (ou fascículos, ou funículos), com fibras nervosas predominantemente mielínicas, e em disposição predominantemente longitudinal na medula espinal.
  • Os tratos que formam as vias ascendentes e descendentes recebem nomes que, em sua grande maioria, correspondem à sua origem e destino final.
  • As vias ascendentes se iniciam em neurônios da medula espinal ou em neurônios dos gânglios espinais e terminam no bulbo, ponte, cerebelo, mesencéfalo ou tálamo.
  • As vias descendentes começam no córtex cerebral e no tronco encefálico e terminam em neurônios nos cornos ou colunas cinzenta anterior.
  • Além das vias ascendentes e descendentes, encontram-se ainda na medula espinal as vias de associação que integram segmentos medulares distintos e que formam os chamados fascículos próprios da medula. Esses fascículos localizam-se em uma estreita faixa ao redor da substância cinzenta.
  • A quantidade de substância branca aumenta da região caudal para a região rostral para acomodar um número maior de fibras ascendentes e descendentes.
  • A substância cinzenta encontra-se alargada entre o 5º segmento cervical e o 1º torácico (intumescência cervical), assim como entre o 1º segmento lombar e o 2º sacral (intumescência lombo-sacral). Esses locais acomodam um número aumentado de neurônios que são necessários para prover a inervação sensitiva e motora dos membros superiores e inferiores.

Meninges

  • Dura-máter: tecido conjuntivo denso modelado;
  • Aracnoide-máter: tecido conjuntivo frouxo avascular, com duas porções:
    • Porção membranosa;
    • Porção trabeculada, em meio ao espaço subaracnóideo;
  • Pia-máter: tecido conjuntivo frouxo muito vascularizado.

Nervos

Agregados de fibras nervosas no SNP, formados – na maioria das vezes – pela união de uma raiz posterior (dorsal) e uma raiz anterior (ventral), e suas subsequentes ramificações, organizados por envoltórios de tecido conjuntivo. Os nervos: possuem fibras motoras e fibras sensitivas; portanto, em sua maioria, são mistos.

Histologicamente, os nervos espinais são compostos por conjuntos de fibras nervosas, células de Schwann e bainhas de tecido conjuntivo. As fibras nervosas podem ser mielínicas ou amielínicas, possuindo calibres variados.

Organização Estrutural dos Nervos e Seus Envoltórios

  • Epineuro: tecido conjuntivo denso não modelado que reúne os feixes nervosos (ou fascículos) de um nervo, bastante vascularizado e com infiltração variada de tecido adiposo unilocular;
  • Perineuro: envoltório constituído por um número variável de camadas de células achatadas (fibroblastos modificados), unidos por junções de oclusão, que circunda e individualiza cada feixe nervoso;
  • Endoneuro: delicado tecido conjuntivo frouxo em meio às fibras nervosas do feixe nervoso: subdividido em endoneuro intrínseco (lâmina basal das células de Schwann + trama de fibras reticulares) e endoneuro intrafascicular.

Regeneração do Tecido Nervoso

O neurônio tem capacidade de regeneração. O que determina o seu crescimento é o ambiente, que pode ser repulsivo ou permissivo.

Regeneração do Tecido Periférico

  1. O coto distal degenera (degeneração walleriana). Inicia com uma fragmentação do citoesqueleto e desprendimento da bainha de mielina. Enquanto isso, o coto proximal sofre cromatólise: o núcleo vai para a periferia da célula e os corpúsculos de Nissl se dissolvem liberando proteína.
  2. Macrófagos chegam à região para realizar fagocitose, além das células de Schwann, que sofrem diferenciação e atuam fagocitando restos.
  3. Após a limpeza da degeneração, as células de Schwann se alinham distalmente formando as bandas de Büngner, que secretam fatores de crescimento para o axônio, que cresce seguindo esse gradiente.

O músculo também secreta citocinas importantes para o crescimento axonal.

Regeneração do Tecido Nervoso Central: Ambiente Repulsivo

  1. Degeneração Walleriana.
  2. A fagocitose ocorre pela micróglia. Devido ao tamanho, essas células são insuficientes. Alguns macrófagos chegam pela corrente sanguínea, mas ainda assim a limpeza não é eficaz.
  3. Os restos de mielina são compostos de membrana plasmática de oligodendrócitos. Essa célula tem proteínas inibitórias ao crescimento axonal (Nogo, OMgp, MAG).
  4. Astrócitos, paralelamente à lesão, tornam-se hipertróficos e secretam proteoglicanos condroitina-sulfato, que atraem água e formam um coxim amortecedor, constituindo uma cicatriz glial.

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