Arquétipos: A Linguagem Universal da Narrativa

Classificado em Artes e Humanidades

Escrito em em português com um tamanho de 3,47 KB

A universalidade desses padrões torna possível a experiência compartilhada da narrativa. Os narradores escolhem por instinto personagens e relacionamentos que justificam a energia dos arquétipos para criar experiências dramáticas que sejam reconhecíveis a todos. Ter ciência dos arquétipos concede um domínio sobre seu ofício. (VOGLER, 2015, p. 62)

Joseph Campbell enfatiza que os arquétipos nos falam diretamente por meio dos órgãos, como se fôssemos programados para reagir quimicamente a certos estímulos simbólicos. (VOGLER, 2015, p. 435)

Todo arquétipo tem um lado brilhante (positivo) e um lado obscuro (negativo). (VOGLER, 2015, p. 232)

Arquétipos em Geral

Esses padrões arquetípicos transformam um evento caótico num projeto coerente que levanta questões e apresenta opiniões sobre como a vida deveria ser vivida. (VOGLER, 2015, p. 308)

O conceito de arquétipo é uma ferramenta indispensável para entender o objetivo e a função dos personagens em uma história. Eles são parte da linguagem universal da narrativa. (VOGLER, 2015, p. 62)

Arquétipos não devem ser vistos como papéis rígidos de personagens, mas como funções desempenhadas temporariamente para alcançar certos efeitos numa história. Ao lidar com os arquétipos, o filme toca pessoas de todas as culturas e todas as idades. Olhar para os arquétipos dessa forma, como funções flexíveis de caráter em vez de tipos de personagens rígidos, pode liberar sua arte da narrativa.

Essa visão explica como um personagem numa história pode manifestar as qualidades de mais de um arquétipo. Os arquétipos podem ser pensados como máscaras, usadas pelos personagens temporariamente quando a história precisa avançar. Outra maneira de olhar os arquétipos clássicos é como se eles fossem facetas da personalidade do herói (ou do escritor). Os arquétipos também podem ser encarados como símbolos personificados de várias qualidades humanas. As histórias podem ser lidas como metáforas de uma situação humana geral.

Os arquétipos são uma linguagem infinitamente flexível de personagem. Eles apresentam uma maneira de entender que função um personagem está desempenhando num determinado momento da história.

A familiaridade com os arquétipos pode ajudar a livrar os escritores dos estereótipos, conferindo aos personagens maior verdade e profundidade psicológicas. Os arquétipos podem ser usados para construir personagens que sejam únicos e símbolos universais das qualidades que formam um ser humano completo, além de ajudar a tornar nossos personagens e histórias psicologicamente realistas e verdadeiros no que diz respeito à sabedoria ancestral dos mitos. (VOGLER, 2015, p. 128)

Se uma obra tiver uma qualidade arquetípica, ela engatilha uma reação em cadeia de prazer perpétua e global, levada de cinema a cinema e de geração a geração. (MCKEE, 2006, p. 18)

A estória arquetípica desenterra a experiência humana universal. (MCKEE, 2006, p. 18)

A estória arquetípica cria ambientes e personagens tão raros que nossos olhos saboreiam cada detalhe, enquanto sua narração ilumina conflitos tão verdadeiros à humanidade que ela viaja de cultura em cultura. (MCKEE, 2006, p. 18)

Entradas relacionadas: