Assegura a existência e o bem-estar de organismos biológicos em dadas condições climáticas.
Baseia-se na ciência da arquitetura, especialmente térmica e energética.
Rejeita ambientes desumanos e com desperdício de energia, como as caixas de vidro e os arranha-céus.
Rejeita a arquitetura dominada pela moda, retornando às necessidades e valores humanos básicos, e encoraja o regionalismo.
Projeto Bioclimático
Habitat Sustentável:
Otimização do conforto térmico.
Utilização de recursos mínimos de modificação mecânica (ou artificial).
Uso racional de recursos energéticos.
Desenho correto do habitat construído.
Uso inteligente dos elementos de desenho urbano, arquitetônico e construtivo.
Tipo de Clima.
Elementos de Projeto (Implantação, Orientação, Materiais).
Detalhamento dos componentes.
Localização e direção das aberturas.
Diagrama Bioclimático de Olgyay (1963)
Diagrama Bioclimático (Carta Bioclimática):
São indicados os passos que devem ser seguidos para, partindo-se de condições climáticas variáveis, atingir-se uma sensação estável de conforto.
Desenvolvida a partir de estudos do efeito do clima sobre o homem e das relações entre os elementos de clima e o conforto.
Determina uma zona de conforto (região central da carta).
Valores de temperatura e umidade relativa que implicam em situação confortável.
Fora da região de conforto (previsão de correções):
Aumento da velocidade do ar (para situações de temperatura mais elevada), ou necessidade de aquecimento solar (para temperaturas mais baixas).
Análise do Diagrama de Olgyay
Carta Bioclimática para habitantes de regiões de clima quente, em trabalho leve, vestindo 1 clo (roupas leves).
Principal Crítica: A avaliação permitida pelo Diagrama considera apenas as condições climáticas externas, desconsiderando as características da edificação.
Além disso, o Diagrama apresenta somente estratégias de ganho solar, ventilação e resfriamento evaporativo.
Vantagens:
Possibilidade de se comparar um ambiente construído com medições das variáveis ambientais externas.
Obter correções para fazer com que o espaço interno fique confortável.
Carta Bioclimática de Givoni (1976)
Foi desenvolvida para resolver as dificuldades encontradas na carta bioclimática de Olgyay.
Baseia-se na temperatura dentro das edificações, ao invés de temperaturas externas.
Sugere limites de condições climáticas com várias estratégias de projeto que utilizam sistemas de condicionamento passivo e baixo consumo energético.
Proporciona conforto interno com a minimização do uso do ar-condicionado ou até mesmo sua exclusão.
É o método mais utilizado para análise de desempenho térmico de edificações, pois permite dizer se uma determinada solução arquitetônica é adequada ou não ao clima, e quais providências devem ser tomadas para atingir a zona de conforto.