Arquitetura Romana: Insulae, Teatros e o Coliseu

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Insulae

As insulae designam dois elementos da cidade romana: edifícios de apartamentos e blocos similares ao “quarteirão” de uma cidade. Os edifícios verticais podiam ter vários andares, sendo geralmente destinados a aluguéis com forte especulação imobiliária, para abrigar numerosas famílias que viviam em condições muito insalubres e em constante risco de devastadores incêndios.

Em alguns casos, viviam cerca de 2.000 pessoas em um único prédio de apartamentos, locado e sublocado ferozmente. A construção dessas insulae costumava ter um caráter excessivamente especulativo, visando um lucro abusivo, com estruturas frágeis que frequentemente desabavam ou eram destruídas por incêndios. Muitas eram tão mal construídas e altas que não ofereciam meios de saída fácil, enquanto outras balançavam a cada golpe de vento.

Entre os grandes investidores imobiliários de Roma, encontra-se Crasso, que se gabava de jamais gastar dinheiro em construção. Essa concepção de moradia anulava a tradição romana que considerava a casa da família (lar) como um espaço religioso, arrebatando dos mais pobres essa concepção primária do cotidiano religioso do período.

Teatros e Anfiteatros

  • Teatros: Seguem o modelo grego, com terreno plano, arquibancadas, teatro semicircular inserido dentro de uma planta retangular, orquestra com 4 degraus em desnível, assentos de pedra e madeira, e acústica semelhante.
  • Teatros Arena: Não são cobertos.
  • Anfiteatros: O primeiro surgiu em Pompeia em 30 a.C. De origem completamente romana, eram destinados a lutas de gladiadores, com planta oval (139,5 x 104,5 m) e arcos contrafortes que sustentavam a arquibancada.

O Coliseu

O edifício forma uma elipse com perímetro de 527 m e eixos medindo aproximadamente 187 e 156 m. A arena media cerca de 86 × 54 m e a altura atual atinge 48,5 m (originalmente possuía 52 m). Assim como o Arco de Tito, a obra foi financiada com receitas de impostos e despojos do saque do Templo de Jerusalém, no ano 70 d.C. Estima-se uma capacidade para 45.000 espectadores. Além das atrações, como as lutas gladiatórias, o espaço configurava-se como ferramenta de uso político das massas.

Suas fundações de concreto, com paredes radiais de tufo (rochas de baixa densidade granuláveis), eram revestidas de blocos de concreto no topo e acabamentos exteriores de mármore travertino. Sua fachada foi inspirada no Teatro de Marcelo, com a sobreposição das ordens toscana, jônica e coríntia. Segundo Janson, as colunas e arcos reestabelecem a escala humana no monumental.

O termo vomitorium designava os corredores de acesso, devido à capacidade de rápida evacuação. Vomitoria designa as entradas para a arena e arquibancadas. O projeto arquitetônico do Coliseu ainda causa espanto pela sua engenhosidade. O edifício possuía esculturas avermelhadas nos arcos externos.

Os assentos eram de mármore, divididos em cinco áreas horizontais por classes sociais. A área inferior era reservada para senadores; o nível mais alto, sob a colunata, era destinado às mulheres. Os espectadores entravam por arcos numerados, gravados nas pedras-chave. Imperadores e autoridades entravam por zonas reservadas no eixo menor.

A arena elíptica possuía pavimento de tijolos e madeira, coberto com areia para absorver o sangue. Separava-se das arquibancadas por um pódio de 4m decorado com nichos. O hipogeu era a área de serviços subterrânea, com doze corredores curvos e elevadores de carga para animais e cenários. O ático possuía 40 janelas retangulares e mísulas que suportavam o velarium, a cobertura manobrável operada por marinheiros profissionais.

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