Arquitetura e Urbanismo Romano: História e Legado
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Arquitetura Romana: Estilos, Materiais e Construções
A arquitetura romana destaca-se pela influência das ordens clássicas (dórica, jónica e coríntia) e pela criação de novas ordens: a compósita (junção do capitel jónico e coríntio) e a toscana. Caracteriza-se por ser utilitária, funcional e prática, introduzindo sistemas construtivos inovadores como a cúpula, a abóbada de berço e o uso de cimbres (moldes de madeira).
Materiais de Construção
Os romanos utilizaram pedra, madeira, mármore e tijolo, além de novos materiais como calcário, argamassa e mosaico.
Tipologias de Construção
- Religiosas: Templos, aras (altares) e santuários dedicados aos deuses e ao imperador.
- Utilitárias: Pontes, estradas e aquedutos.
- Lúdicas: Termas, Coliseu, Circo Máximo e teatros.
- Comemorativas: Arcos de triunfo e colunas.
- Públicas e Privadas: Cúria (Senado), basílicas, anfiteatros, estádios-hipódromos, villae e domus.
- Habitação Popular: Insulae (prédios de 4 a 5 andares em madeira).
O Urbanismo Romano
Motivado por necessidades políticas, militares e económicas, o urbanismo romano possuía um caráter ornamental e monumental. A preocupação central focava-se no traçado das vias principais e no arranjo dos fóruns, centros políticos, religiosos e económicos.
As cidades construídas de raiz pelos romanos baseavam-se na organização dos acampamentos militares, caracterizando-se pelo traçado em retícula (rede ortogonal) de ruas e quarteirões, atravessados por duas vias principais: o cardo e o decumano.
Características Fundamentais
A arquitetura romana assenta em:
- Embasamento sólido;
- Simetria através de módulos;
- Execução técnica precisa;
- Caráter utilitário, pragmático e grandioso.