Aspectos Sociais e Políticos da Primeira República

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O Coronelismo

A Constituição aboliu o voto censitário e permitiu o voto a todo homem alfabetizado, exceto religiosos e soldados. Para se conservarem no poder, os políticos das famílias poderosas forçavam os eleitores a votarem nos candidatos por eles indicados, por meio de favores como sacola de alimentos, remédios, emprego, etc. Esses políticos eram fazendeiros e coronéis.

Política dos Governadores

Usando também essas trocas de favores, as oligarquias estaduais ajudavam a eleger deputados e senadores favoráveis ao Presidente da República, que retribuía o favor liberando verbas, benefícios e dando apoio político.

Convênio de Taubaté

Preocupados com a queda de seus lucros, os cafeicultores pediram ajuda ao governo, que respondeu assinando o convênio. Por esse acordo, os governos desses três estados comprometiam-se a comprar e armazenar as sacas de café por meio de empréstimos obtidos no exterior. Com isso, regulava a oferta e forçava a valorização dos preços do café brasileiro no exterior.

Borracha da Amazônia

Surgiram na Europa novos tipos de indústrias, como a de bicicletas e pneus. A borracha, matéria-prima disso, passou a ser muito cobiçada no exterior. Por causa disso, vários nordestinos migraram para o Amazonas fugindo da seca. Mas não durou muito tempo, pois ingleses e holandeses levaram mudas de seringueira, onde passaram a produzir borracha.

Indústria e Operários da 1ª República

Durante a 1ª República, ocorreu um crescimento constante do número de indústrias no Brasil. Durante muito tempo se afirmou que isso deveu-se aos efeitos da 1ª Guerra Mundial sobre nossa economia, mas estudos recentes mostram que foi por quatro fatores:

  • Capitais nacionais
  • Disponibilidade de matéria-prima
  • Grande oferta de mão de obra barata
  • Um sistema de transportes ligado aos portos

Urbanização

O salto populacional de SP deveu-se, em parte, ao afluxo de um grande número de imigrantes e de pessoas vindas do interior em busca de uma vida melhor. Vinham dispostos a trabalhar em profissões liberais como advogado, médico, em bancos, etc.

Imigrantes Europeus e Asiáticos

SP recebeu 57% dos imigrantes, pois oferecia bons atrativos: pagava as despesas com passagens, dava alojamento e oferecia oportunidades de trabalho.

Guerra de Canudos

Ocorrida no sertão baiano, liderada por Antônio Vicente Mendes. As razões foram o descaso do governo com a região, miséria, analfabetismo e exploração de coronéis. Foram necessárias quatro expedições para derrotar o movimento.

Guerra do Contestado

Na fronteira SC/PR, liderada por José Maria. As razões foram o descaso do governo, exploração dos fazendeiros e messianismo, além da construção de uma ferrovia nas fronteiras. O conflito enfrentou o governo em sangrentos combates.

Revolta da Chibata

No Rio de Janeiro, liderada por João Cândido. As razões foram salários baixos, trabalho excessivo, uso da chibata nas punições e falta de melhores condições de alojamento e comida. Confronto: marinheiros tomaram os navios e começaram a bombardear o RJ; o governo encarou os marinheiros e sufocou o movimento.

Movimento Operário

Na região Sudeste. Razões: crescimento da industrialização, organização dos operários e influência dos imigrantes. Objetivos: redução da jornada de trabalho, melhores salários e repouso semanal. Movimentos: houve uma grande paralisação dos operários na greve de 1917, que foi reprimida com violência pela polícia e governo.

Revolta da Vacina

No RJ. Razões: reforma urbana de Pereira Passos, desalojamento de cortiços e barracos, e a obrigatoriedade da vacina. Estopim: o envio de força policial para obrigar o povo. Conflito: choques violentos entre a população e governo.

Cangaço

Razões: descaso e miséria; os coronéis faziam suas próprias leis, aventura e status. Tipos: cangaço dependente (a serviço dos coronéis) e cangaço independente (agiam por conta própria).

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