Atenuação, Modulação e Taxas de Sinalização em Redes

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Atenuação e Frequência

A atenuação de um dado meio físico está diretamente relacionada com a frequência do sinal. Para um sinal periódico, quando a frequência aumenta, a atenuação também aumenta. Dependendo dos meios de transmissão usados, também podem existir valores de atenuação elevados para as frequências baixas. Resumindo, um canal de comunicação comporta-se como um filtro de frequências. A fibra óptica, que atualmente permite atenuações inferiores a 1 dB/km com frequências na ordem dos GHz, tem aqui uma grande vantagem relativamente aos cabos de cobre.

Qualquer canal de transmissão pode ser caracterizado por uma curva de resposta em frequência que condiciona de modo decisivo a transmissão do sinal.

Modulação de Sinais

A modulação consiste na colocação de dados digitais num sinal analógico. A transmissão de dados sobre sinais analógicos justifica-se pela necessidade de aproveitar algumas infraestruturas analógicas; o exemplo mais corrente é a rede telefónica pública.

Devido às características dos sistemas analógicos, o sinal é uma onda sinusoidal (portadora) com frequência apropriada. Por exemplo, na rede telefónica, a banda disponível está entre os 300 Hz e os 3400 Hz (3,1 kHz de largura de banda). As técnicas básicas de modulação são:

  • ASK (Amplitude Shift Keying): A cada valor binário dos dados é associada uma amplitude distinta para a portadora.
  • FSK (Frequency Shift Keying): Para cada valor binário dos dados é produzido um desvio na frequência da portadora, geralmente em dois sentidos diferentes.
  • PSK (Phase Shift Keying): Para cada valor binário dos dados é produzido um desvio na fase da portadora.

Taxa de Sinalização e Codificação

A taxa ou velocidade de sinalização de um código de linha é determinada pela escala de medida (Bauds), que mede a quantidade de variações do sinal de linha em relação à quantidade de variações do sinal de informação digital.

Técnicas de Codificação

  • MONOBIT: Toda técnica de codificação de sinais digitais onde uma variação do sinal de linha é associada a apenas uma variação do estado lógico do sinal de informação. Exemplo: Um sinal digital de 9600 bps inserido num modulador FSK resulta numa taxa de 9600 Bauds.
  • DIBIT: Caracteriza-se pela associação de cada uma das variações dos parâmetros do sinal de linha a um conjunto formado por dois estados lógicos do sinal de informação. Exemplo: Um sinal digital de 9600 bps codificado através de uma técnica DIBIT apresentará um sinal de linha de 4800 Bauds.
  • TRIBIT: Caracteriza-se pela associação de cada uma das variações de parâmetros do sinal de linha a um conjunto formado por três estados lógicos do sinal de informação. Exemplo: Um sinal digital de 9600 bps codificado através de uma técnica TRIBIT apresentará um sinal de linha de 3200 Bauds.

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