Avaliação do Membro Inferior e Pelve: Guia de Fisioterapia

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Avaliação do Membro Inferior – Pelve

Temos três articulações importantes que compõem o cíngulo do membro inferior. Elas podem apresentar problemas que ocasionam dificuldades na marcha do indivíduo devido a lesões nessas estruturas.

  • Cíngulo do membro inferior: É a união do esqueleto axial com o esqueleto apendicular.
  • Flexão do quadril: O principal músculo flexor do quadril é o iliopsoas. Outros músculos auxiliares são o sartório e o reto femoral.
  • Quando o indivíduo consegue vencer a gravidade e sustentar o membro elevado, atribui-se o Grau 3.
  • Se for exercida uma força na região anterior do joelho para que ele realize o movimento, classifica-se como Grau 4 ou Grau 5.
  • Ao testar os músculos que realizam a flexão do quadril, aplica-se uma força que contrapõe esse movimento para avaliação da força muscular.
  • Extensão do quadril: O principal músculo envolvido é o glúteo máximo.
  • Músculos uniarticulares ou biarticulares: Os músculos biarticulares são aqueles que cruzam tanto a articulação do quadril quanto a articulação do joelho.
  • Caso um paciente sinta dor no tornozelo sem histórico de trauma ou torção, deve-se verificar desde a raiz do membro inferior até o local da dor (ex: artrose ou hérnia de disco).
  • Além do tônus e da estrutura muscular, outros aspectos devem ser observados na avaliação, como: edema (possível problema vascular) e o aquecimento do membro.

Articulação Lombossacra

  • É a região que mais apresenta problemas referentes a afecções (doenças) na coluna lombar. Muitas patologias que acometem essa área podem causar o deslizamento entre a 5ª vértebra lombar (L5) e a 1ª vértebra sacral (S1).
  • Em exames complementares, como ressonância magnética, raio-X e tomografia computadorizada, é mandatório avaliar a transição entre L5 e S1 para verificar a situação lombossacra.
  • O indivíduo pode sentir dores nessa região anatômica com irradiação para os membros inferiores, especificamente para o dorso do pé e panturrilha, pois é onde se origina o plexo lombossacro.

Todos os plexos lombares nascem das vértebras lombares e sacrais. Complicações neurológicas decorrentes de traumas ortopédicos podem ocasionar compressões nervosas, como uma hérnia de disco ou o ressecamento do disco articular. Se a causa for neurológica, a dor irradiará pelo segmento do nervo; se for ortopédica, o paciente referirá dor no local da lesão, como:

  • Lombalgia: Dor restrita à região lombar.
  • Lombociatalgia: Quando a dor se irradia pelo trajeto do nervo ciático.
  • Nas raízes L3, L4, L5 e S1 podem ocorrer compressões do nervo ciático, que é o nervo mais calibroso do membro inferior devido às suas múltiplas origens nervosas.

Articulação Sacroilíaca

  • Sustenta todo o peso da coluna vertebral sobre os membros inferiores. É a estrutura posterior que garante estabilidade à pelve e ao tronco.

Articulação Coxofemoral

  • Trabalha em dois planos de movimento e realiza todos os tipos de mobilidade. As médias de normalidade são: flexão 120º, extensão 30º, abdução 45º, adução 30º, rotação externa 45º e rotação interna 30º.

Articulação Sínfise Púbica

  • Localizada na parte anterior da pelve, fecha o anel pélvico.
  • Possui mobilidade reduzida.
  • Sua função principal envolve servir de ponto para inserções ou origens musculares e sustentação da parede visceral.
  • Uma pubalgia ou fratura limitará a contração muscular por perda do ponto de fixação.
  • Para a estabilidade, a musculatura posterior é primordial; para a fixação, a musculatura anterior assume maior importância.
  • Na espinha ilíaca anterossuperior (EIAS) nasce o músculo sartório, que se insere na região medial do joelho e é responsável pela rotação externa do quadril.

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