Barreiras à Entrada e Organização das Grandes Corporações
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Capítulo 7 – Barreiras à Entrada
Joe S. Bain: O principal fator determinante de preços são as condutas que as empresas estabelecidas adotam para impedir a entrada de novas empresas (entrantes), mantendo políticas de preços superiores.
Concorrência real: Limitada às empresas que já estão estabelecidas em um mercado, dependendo de seu número e tamanho.
Concorrência potencial: Competição por lucros entre empresas estabelecidas e novas empresas interessadas em entrar nesse mercado (potenciais entrantes).
“Se empresas de um mercado possuem altos lucros, é de se esperar que novas empresas (potenciais entrantes) se interessem nesse mercado, a fim de compartilhar esses lucros extraordinários.”
Definições de barreiras à entrada: Qualquer movimento que impeça a livre mobilidade de capital para uma indústria no longo prazo.
- BAIN: Qualquer condição estrutural que permita que empresas já estabelecidas pratiquem preços superiores ao preço de concorrência. Eleição da barreira à entrada como principal elemento de determinação de preço. Lucro econômico > 0 no longo prazo.
- STIGLER: Custos incorridos pelas empresas entrantes que não afetam as empresas estabelecidas.
- GILBERT: Possibilidade de configurar vantagens competitivas atribuíveis justamente à existência da empresa.
Modelo do Preço Limite
Empresas estabelecidas atuam em conjunto para prevenir a entrada. As empresas produzem tanto bens homogêneos quanto diferenciados. O Custo Médio (CMe) no longo prazo tem formato de "L": os custos médios são decrescentes com o aumento da escala até atingirem o nível equivalente à escala mínima eficiente, quando se tornam constantes.
A empresa estabelecida fixa o preço limite (PL) abaixo do CMe da entrante, no nível de preço de concorrência. Assim, não há plano de produção possível para a entrante onde ela consiga um preço de mercado superior ao seu CMe, impedindo sua entrada e garantindo à estabelecida lucro econômico maior que zero.
Vantagens de custos:
- Melhores condições de acesso a fatores de produção (tecnologia, recursos humanos e naturais).
- Acumulação de economias dinâmicas de aprendizado.
- Imperfeições nos mercados de fatores.
Escala Mínima Eficiente: Quantidade que minimiza o CMe.
Modelo Sylos-Labini: Considera a existência de descontinuidade tecnológica na indústria, definindo três tamanhos de empresas na estrutura industrial e uma faixa de variação para o preço limite.
Barreiras à saída: Custos que as empresas precisam arcar para encerrar a produção (ex: rescisão de contratos).
Conceitos de Elasticidade e Efeitos
- Bem Normal (+): Demanda aumenta com o aumento da renda do consumidor (bem elástico).
- Bem Inferior (-): Aumento da renda gera redução na quantidade demandada (elasticidade-renda < 0).
- Bem de Giffen (- muito grande): A demanda aumenta conforme seu preço aumenta.
- Efeito Substituição: Sempre positivo; capacidade de substituir um bem por outro mantendo o nível de utilidade.
- Efeito Renda: Mudança no consumo resultante de um aumento do poder de compra, com preços relativos constantes.
Capítulo 14 – Organização das Grandes Corporações
Empresa como nexo de contratos: Vista como uma equipe de indivíduos autointeressados que reconhecem que seu bem-estar depende do sucesso da firma. Supõe agentes que maximizam uma função objetivo.
Custos de Transação e Mudança Organizacional: A organização interna não elimina o oportunismo, mas busca controlá-lo via incentivos e hierarquia. Para Williamson, as hierarquias são arranjos institucionais irredutíveis às transações mercantis.
Organização empresarial e processos de aprendizado: A empresa é uma acumulação de conhecimentos produtivos capaz de inovar. Diferente das teorias contratuais, esta visão (de inspiração schumpeteriana) enfatiza a funcionalidade da organização no aprendizado e P&D.
Lagrange
UMgA / UMgB = Pa / Pb