Bioquímica: Metabolismo de Carboidratos e Lipídios
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O que o hormônio adrenalina faz no metabolismo de carboidratos, no fígado e no músculo?
- No fígado: Estimula a degradação do glicogênio para liberar glicose na corrente sanguínea, especialmente se houver baixa disponibilidade de ATP.
- No músculo: Estimula a via glicolítica para a produção rápida de energia a partir da glicose disponível.
Qual a enzima marca-passo da via glicolítica e como ela é regulada?
A Fosfofrutocinase (PFK) é a enzima reguladora. Ela determina se a via glicolítica irá ocorrer:
- Estímulo: Baixos níveis de ATP, presença de insulina e adrenalina.
- Inibição: Altos níveis de ATP, pH ácido, excesso de piruvato e presença de glucagon.
Qual o destino do piruvato em diferentes estados nutricionais?
- Dieta rica em carboidratos: O piruvato é convertido em Acetil-CoA, seguindo para a fosforilação oxidativa.
- Em jejum (pouco carboidrato): Ocorre a gliconeogênese, processo no qual o piruvato é transformado em glicose.
Qual a função do Ciclo de Krebs?
Sua função principal é reduzir as coenzimas NAD+ e FAD (formando NADH e FADH2), que serão utilizadas na cadeia respiratória.
Qual o receptor catalítico da insulina e onde ela é produzida?
O receptor catalítico é a tirosina quinase e a insulina é produzida nas células beta do pâncreas.
Que tipo de condição é mais perigosa e por quê?
A hipoglicemia é considerada extremamente perigosa, pois o Sistema Nervoso Central (cérebro) é abastecido quase exclusivamente por glicose para a produção de energia.
Metabolismo de Lipídios e Processos Mitocondriais
- Carnitina Aciltransferase II: Responsável por regenerar a carnitina para que ela possa encaminhar outro grupo Acil-CoA para a matriz mitocondrial.
- Beta-oxidação: Processo de quebra do Acil-CoA.
- Acetil-CoA: Tem a função de disparar o Ciclo de Krebs.
- Insulina: Estimula a síntese de triglicerídeos (lipogênese).
- Glicerol: Entra na via glicolítica e leva à formação de piruvato.
- Ácidos Graxos: Sofrem beta-oxidação na matriz mitocondrial.
- Membrana Interna: É impermeável a diversas moléculas, exigindo transportadores.
- Ativação: O ácido graxo converte-se em Acil-CoA através da enzima Acil-CoA Sintetase, com gasto de 2 ATPs.
- Transporte: Acil-CoA + Carnitina = Acil-carnitina, via enzima Carnitina Aciltransferase I, permitindo a entrada na matriz mitocondrial.
Terminologia e Regulação do Glicogênio
- UTP (Uridina Trifosfato): Utilizado como fonte de energia para sintetizar o glicogênio.
- UDP-Glicose (Uridina Difosfato): Moléculas de glicose ativadas que compõem o glicogênio.
- Fosforilase: Gera Glicose-1-Fosfato, que a fosfoglicomutase transforma em Glicose-6-Fosfato.
- Glicólise: Degradação da glicose.
- Glicogenólise: Degradação do glicogênio.
- Gliconeogênese: Formação de glicose a partir de aminoácidos, ácidos graxos e ácido láctico.
- Glicogênio Sintase: Incorpora a molécula de UDP-glicose no glicogênio.
- Via AMPc: A Proteína Quinase A (PKA) inibe a glicogênio sintase (síntese) e ativa a fosforilase (degradação).
- Transferase: Transfere quatro oses antes da ramificação para outro local para expor a ligação α-1,6 glicosídica.
- Fosforólise: Quebra de ligações através da adição de fosfato inorgânico.
Efeitos Clínicos e Jejum
Hipoglicemia: Pode levar a desmaios e coma, pois o cérebro não possui reservas de energia e os neurônios não produzem ATP sem glicose. Em jejum prolongado, quando não há mais glicogênio disponível, o indivíduo apresenta tontura e tremores.