Cálculo Dental e Saúde Bucal: Causas, Riscos e Prevenção
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Cálculo Dental e Saúde Bucal: Entenda os Processos
Cálculo dental é um depósito de sais de fosfato de cálcio que se acumulam sobre a placa dental aderida à superfície dos dentes, também conhecido como tártaro. Existem dois tipos: o normal e os depósitos subgengivais (relacionados ao exsudato inflamatório).
Os principais afetados dependem de hábitos de higiene, acesso a profissionais de saúde, uso de medicamentos e idade. O desenvolvimento depende de fatores locais: pH local, quantidades relativas de cada íon presente, concentração de cálcio e fosfato, presença de outras espécies minerais de fosfato e de espécies iônicas como o magnésio.
Condições favoráveis: pH elevado, presença de amônia e ureia, e capacidade de tamponamento. Formação: ocorre em qualquer solução em que o cálcio e o fosfato se tornem instáveis (exemplo: pedras nos rins e vesícula biliar). Forma-se mais rapidamente na placa dental, por ser uma estrutura mais mineralizada.
Superfície: apresenta textura rugosa, apropriada para a adesão de novas camadas de placa dental que serão mineralizadas. Estrutura: organizada em camadas. Exemplo: Plaque Seeding (biomineralização ou precipitação mineral sobre conteúdos orgânicos da placa).
Consequências: inflamação na gengiva, podendo progredir para a doença periodontal. O Diabetes também traz consequências para o meio oral, apresentando as seguintes manifestações:
- Xerostomia (boca seca);
- Gengivite;
- Cárie;
- Candidíase;
- Disfunção salivar;
- Glossodinia (dor na língua);
- Periodontite.
A doença periodontal manifesta-se através de sangramento na gengiva e pode ter uma progressão silenciosa.
Gradiente existente na placa dentária: composto por células bacterianas (70%) e matriz extracelular (polissacarídeos produzidos pelas bactérias e macromoléculas derivadas da saliva). A composição química da placa inclui: água, proteínas, carboidratos, lipídios e componentes inorgânicos como cálcio, flúor e fósforo.
Relação com a ingestão de açúcar: o consumo de açúcar aumenta a acidez da placa e a síntese de polissacarídeos extracelulares, elevando a proporção de bactérias acidogênicas. Isso potencializa a queda do pH oral e a atividade de cárie. A mudança de pH pela ingestão de alimentos é resultado dos efeitos da saliva e da produção de ácido pela placa.
Bactérias na placa: a sacarose é o substrato que a bactéria utiliza para metabolizar produtos ácidos, ocorrendo a descalcificação do dente e a formação da placa (processos de homofermentação e heterofermentação).
Curva de Stephan (fatores que afetam a velocidade de queda do pH): presença de exógenos, baixa capacidade de tamponamento da saliva e aumento dos níveis de lactato.
Polissacarídeo: possui alta afinidade com a sacarose, estando presente na superfície da bactéria, na saliva e na película. A sacarose torna o pH da saliva mais ácido, facilita a formação da placa dental e a torna mais porosa.
Flúor: possui atividade antimicrobiana e interfere na dinâmica do processo de cárie. Contudo, o excesso pode causar fluorose dental (manchas nos dentes). Meios de usar fluoreto:
- Água fluoretada;
- Dentifrício fluoretado (método mais racional, pois a desorganização do biofilme mantém o fluoreto constante no ambiente bucal).
Dificuldade na fluoretação: reside na necessidade de individualização da dosagem da substância para cada pessoa.