Do Caos ao Cosmos: Filosofia e Ciência
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4. O cenário hipotético introduz uma nova forma de fazer ciência. Quando se detecta um problema, desenvolve-se uma hipótese que é, então, necessário testar através de testes experimentais. Se a hipótese resiste ao teste do contrário, dizemos que está temporariamente com suporte e adquire o status de lei científica. A ideia subjacente é que as hipóteses e teorias são sempre de valor provisório e que, na ciência, a última palavra cabe aos fatos. A ciência não é um conhecimento infalível, mas é capaz de aprender com os erros, progredindo indefinidamente.
5.
- a) Ao contrário das hipóteses científicas, as teorias filosóficas não são falsificáveis.
- b) A filosofia não tem valor preditivo.
- c) Há uma diferença de atitude entre o filósofo e o cientista.
A crítica à filosofia dogmática tem sua base na aspiração comum de todos. Embora a religião responda, a filosofia dogmática é criticada. As explicações filosóficas nunca são apresentadas como verdadeiras. A religião é o reino da crença. A filosofia é o reino da razão e da crítica. A filosofia e a religião procuram o saber, o conhecimento último das coisas.
Do caos ao cosmos: antes do mito, a filosofia. Os seres humanos recorreram ao familiar para explicar o desconhecido. O resultado desta evolução são as diversas narrativas que foram surgindo ao longo do tempo para explicar os fatos. Hoje, ninguém se atreve a comparar a imaginação ilimitada das histórias mitológicas, contrastadas com a verdade das teorias científicas. Elas tentam trazer ordem ao caos, para dar sentido e unidade à multiplicidade de fenômenos que ocorrem ao nosso redor. O resultado é o surgimento de um cosmos, uma palavra com a qual os gregos designavam a ordem e a harmonia de um universo regido por leis.
Um processo gradual: a transição do mito ao logos ocorreu na Grécia, há pouco mais de 2.500 anos, quando os deuses antropomórficos dos mitos de Homero foram evoluindo para formas impessoais, em um processo de crescente abstração. Uma razão pela qual se rompe e se enfrenta o desconhecido através de métodos que ainda fazem parte da pesquisa científica: a observação e a experiência. Uma razão que, sistematicamente, olha para os fenômenos, descobrindo regularidades e estabelecendo leis que os explicam. E também uma razão que busca explicações mais simples e consistentes, evitando as contradições das histórias míticas. O triunfo do pensamento científico e filosófico deve-se à sua maior eficiência. Isto torna a natureza mais previsível.