Capacidade produtiva: definição e gestão

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Capacidade produtiva: definição e gestão

Capacidade produtiva — Volume máximo potencial da atividade de agregação de valor que pode ser atingido por uma unidade produtiva sob condições normais de operação (vista como um potencial).

Por que gerenciar a capacidade produtiva?

Atender adequadamente a demanda; garantir que a operação tenha a capacidade necessária para que o atendimento ocorra (impacto estratégico importante).

Inércias decisórias

  • Longa (meses/anos): atingir níveis globais (estratégico/direção).
  • Média (semanas/meses): tático/média gerência (terceirizar).
  • Pequena (horas/dias): operacional (horas extras).

Uma eficiente gestão da capacidade de produção depende, inicialmente, de se ter uma medida correta de capacidade disponível.

Medição de capacidade:

  • Saídas: quando é padronizada e repetitiva.
  • Entradas: o oposto.

Capacidade teórica, utilização e eficiência

Capacidade teórica — não é exatamente a quantidade de saídas que a operação consegue gerar.

Utilização — dá uma ideia do quanto da capacidade teórica tem sido disponibilizada para uso.

Eficiência — procura refletir quão bem o período de disponibilidade do processo está sendo usado: quanta saída de fato é gerada, comparando com o padrão.

Gestão estratégica da capacidade

Quanto mais distante no futuro está o período previsto, maiores as incertezas da previsão.

  • Capacidade antecipada à demanda: investimento em capital antecipado, nível de ociosidade, custos unitários mais altos, porém o nível de serviço pode ser melhor.
  • Capacidade que segue a demanda: garante que a ocupação da capacidade seja praticamente 100%, custos baixos, porém o nível de serviço pode não ser tão bom.
  • Política mista: combinação das abordagens anteriores.

Gestão tática da capacidade

Ocupa-se de ajustar da melhor forma possível o nível global de capacidade produtiva disponibilizado pelas políticas estratégicas às flutuações de curto prazo da demanda (sazonalidade, ex.: sorvete).

Dois tipos:

  • Manter a produção nivelada e acomodar a flutuação sazonal de demanda via estoques (produção estável ao longo do tempo).
  • Acompanhar a demanda mês a mês com a produção (haverá custos de ociosidade da produção).

Ajustes entre demanda e capacidade

Tentar influenciar a demanda para ajustá-la à capacidade disponível; ou alterar a capacidade disponível, ajustando-a às variações da demanda.

Influenciar a demanda

  • Promoções de preços (descontos por volume maior de compra, ex.: McOferta).
  • Mudança temporária do foco do pacote de serviço (hotéis oferecem instalações para congressos e também para estadias).
  • Comunicação com o cliente (informar os melhores horários para consumir o serviço — por exemplo: Compre agora e evite a correria do Natal).

Recurso gargalo

É o limitante de capacidade do processo em sua totalidade.

Partição da demanda para maximizar receita

Exemplo: caixas expressas em supermercados para compras com menos de 10 itens.

Teoria das restrições — 9 princípios

  1. Balanceie o fluxo e não a capacidade.
  2. A utilização de um recurso não-gargalo não é determinada por sua disponibilidade, mas por alguma outra restrição do sistema (por exemplo, um gargalo).
  3. Utilização e ativação de um recurso não são sinônimos.
  4. Uma hora ganha num recurso gargalo é uma hora ganha para o sistema global.
  5. Uma hora ganha num recurso não-gargalo não é nada; é só uma miragem.
  6. O lote de transferência pode não ser e, frequentemente, não deveria ser igual ao lote de processamento.
  7. O lote de processamento deve ser variável e não fixo.
  8. Os gargalos não só determinam o fluxo do sistema, mas também definem seus estoques.
  9. A programação de atividades e a capacidade produtiva devem ser consideradas simultaneamente e não sequencialmente. Os lead times são um resultado da programação e não podem ser assumidos a priori.

OPT

O OPT considera que o objetivo básico dos sistemas produtivos é ganhar dinheiro: maximizar o fluxo de produtos vendidos, reduzir os níveis de estoque e reduzir despesas operacionais transformando os estoques.

Vantagens:

  • Auxilia as empresas na redução de seus estoques.
  • Facilita a flexibilidade do sistema produtivo para alterar o mix de produção.
  • Auxilia o foco nos recursos gargalos.

Limitações:

  • É caro.
  • Ao adotá-la, a empresa pode se tornar dependente de um fornecedor.

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