Características, Ciclos e Evasão Imune dos Parasitas

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Ciclos de Vida do Parasita

Ciclos Diretos (Monoxênicos)

São aqueles que não exigem a presença de um hospedeiro intermediário.

Ciclos Indiretos (Heteroxênicos)

Necessitam de hospedeiros intermediários para completar seu ciclo.

Principais Características dos Parasitas

Resistência ao Meio Externo

Para lidar com fatores climáticos e agentes químicos, ovos, cistos ou larvas são protegidos com revestimentos que os tornam resistentes (geralmente à base de proteína).

Patogenicidade

Está associada à morbidade e mortalidade.

Auto-infecção

É o mecanismo que permite ao parasita permanecer mais tempo no hospedeiro. Pode ser:

  • Autoexoinfecção: Ocorre externamente por um período muito curto.
  • Autoendoinfecção: O parasita se multiplica dentro do hospedeiro.
  • Recontaminação: Ocorre internamente.

Período Pré-Patente

É o tempo entre a entrada do parasita no hospedeiro e a demonstração de suas formas de desenvolvimento ou eliminação.

Viabilidade

É crucial que as formas liberadas pelo parasita no meio externo sejam viáveis, utilizando estruturas resistentes tanto ao meio ambiente quanto ao hospedeiro intermediário.

Diapausa

É o estado latente em que as larvas dos vermes frequentemente permanecem no organismo hospedeiro, encapsuladas ou formando cistos, para evadir a resposta imune.

Longevidade

A longevidade de um parasita se sustenta de duas maneiras:

  • Longevidade Verdadeira: Se o parasita permanece muitos anos no organismo.
  • Auto-perpetuação por Infecção: Mesmo que o parasita tenha uma vida muito curta, ele se perpetua através da auto-infecção.

Fertilidade

A capacidade de o parasita emitir uma determinada quantidade de formas parasitárias serve para a sua perpetuação.

Evasão da Resposta Imune

Quando um parasita entra em um corpo, o hospedeiro tenta eliminá-lo, reconhecendo-o como um agente estranho. O parasita, por sua vez, aciona uma série de elementos para escapar do ataque e, assim, ser capaz de permanecer no hospedeiro.

Mecanismos de Escape

  1. Produção de Variação Antigênica na Membrana: O parasita possui glicoproteínas em sua superfície que atuam como antígenos (Ag). Ao entrar no corpo, ele produz esses Ag, e o hospedeiro desenvolve anticorpos (Ac). No entanto, quando os Ac chegam ao parasita, ocorre uma variação no código genético das glicoproteínas, impedindo que sejam atacados.
  2. Reclusão (Localização em Áreas Inacessíveis): O parasita se localiza em áreas inacessíveis para o sistema imunológico, como no interior das células, formando cistos, ou em órgãos com baixa resposta imune (ex: olho e cérebro).
  3. Multiplicação Rápida: Alguns parasitas mudam rapidamente de um estágio para outro, mais rápido do que o tempo que o hospedeiro leva para desenvolver seus anticorpos. Consequentemente, quando os anticorpos chegam para atacar, não reconhecem o parasita, pois o novo estágio possui outros antígenos.
  4. Dinâmica da Membrana (Limitação/Capping): O parasita possui Ag em sua superfície. O hospedeiro gera anticorpos (Ac) e formam-se complexos Ag-Ac. Há um movimento da membrana, e esses complexos se localizam em um ponto, formando um tampão (capping) que é secretado para o exterior ou eliminado por fagocitose.
  5. Liberação de Fatores de Bloqueio: O hospedeiro produz anticorpos para eliminar o parasita, e este responde liberando substâncias bloqueadoras no ambiente que inativam esses anticorpos.

Formas Evolutivas de Protozoários

Trofozoíto
Forma vegetativa através da qual o parasita se alimenta e se reproduz.
Cisto
Forma de resistência que permite ao parasita viver em ambientes hostis. Existem cistos (simples), provenientes de um trofozoíto revestido, e oocistos, que são o produto de um zigoto em fase de reprodução.

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