Cárie Dentária: Definição, Classificação e Zonas

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Cárie dentária: definição e atividade

Atividade da cárie é caracterizada por uma perda mineral progressiva, não recuperada, localizada, causada por ácidos orgânicos de fermentação de carboidratos da dieta.

Níveis de perda mineral

  • Estrutural
  • Microscópico
  • Visível clinicamente
  • Formação de cavidade
  • Destruição total

Classificação das lesões (LC0–LC4)

  • Lesão com cavidade na dentina atingindo a polpa = visível, irreversível = LC4
  • Lesão com cavidade na dentina = visível, irreversível = LC3
  • Lesão com cavidade no esmalte = visível, irreversível = LC2
  • Lesão no esmalte sem cavidade = visível, reversível = LC1
  • Lesão subclínica = invisível, reversível = LC0

pH crítico e equilíbrio mineral

↓ pH crítico = desmineralização. ↑ pH crítico = remineralização.

Esmalte: pH 5,5 (com flúor, pH crítico pode reduzir para ~4,5). Dentina: pH ≈ 6,5. Quando o pH sobe acima de 5,5, a saliva fica supersaturada em HA (hidroxiapatita) e FA (fluorapatita), favorecendo a formação. Quando o pH está entre 5,5 e 4,5, a saliva é supersaturada em relação à FA; ocorre dissolução da HA e formação relativa de FA.

Mancha branca (lesão incipiente)

A Mancha Branca ou a cárie incipiente de esmalte ocorre sempre na subsuperfície.

Esmalte → poros → cristais ↔ prismas.

Estrutura da mancha branca no esmalte

  • Zona translúcida: circunda a periferia da lesão; os ácidos atuam primeiro nesta região.
  • Zona escura: aumento do espaço intercristalino.
  • Corpo da lesão: maior desmineralização, menor líquido, presença de ar.
  • Camada superficial: cristais aumentados, mais resistentes.

Origem e desenvolvimento

O esmalte é derivado do componente ectodérmico do germe dentário. O órgão dentinopulpar desenvolve‑se a partir do componente mesenquimal.

Resposta e defesa do órgão dentinopulpar

A resposta de defesa mais comum do órgão dentinopulpar é a sclerose tubular, que corresponde ao depósito de minerais na região intratubular.

Cárie na dentina

  • Zona de esclerose: muro que isola a lesão da dentina sadia circundante.
  • Zona translúcida: hipermineralizada; dentro desta zona está o corpo da lesão; função de defesa da dentina/polpa.

Na cárie do esmalte, a zona translúcida é produzida como resultado da perda mineral. Na dentina, a zona translúcida é formada pelo acréscimo de minerais dentro dos túbulos.

Zonas do corpo da lesão na dentina

  • Zona de desmineralização: parte profunda do corpo da lesão, geralmente livre de bactérias.
  • Zona de penetração: região do corpo da lesão que contém bactérias; a maioria dos túbulos nesta área encontra‑se alargada devido à desmineralização da dentina peritubular.
  • Zona de destruição: na junção amelo‑dentinária; fortemente descolorida, frequentemente fragmentada e com pouca preservação da arquitetura normal da dentina. A ação microbiana destrói completamente a substância da dentina, permanecendo pouco ou nenhum mineral. Os microrganismos, confinados nos túbulos, invadem agora toda a dentina, sem características histológicas normais desta estrutura.

Em caso de dúvida no diagnóstico, deve‑se prevenir, esperar e reavaliar.

Atividade da mancha branca

Mancha branca ativa: rugosa e opaca.

Mancha branca inativa: brilhante e lisa.

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