Case

Classificado em Desporto e Educação Física

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A Ginástica Olímpica é um esporte olímpico , conhecido internacionalmente como Ginástica Artística. Engloba um conjunto de exercícios corporais sistematizados, em diversos aparelhos, realizados em série. Nestes exercícios são exploradas praticamente todas as qualidades físicas do ginasta, mas principalmente a força, a agilidade, a flexibilidade e o equilíbrio. Trata-se, portanto, de um esporte que margeia a arte. Utiliza, fundamentalmente, o desenvolvimento da coordenação motora, o uso do intelecto na criatividade, expressão corporal e suas implicações sociais, a disciplina e organização, elementos indispensáveis à formação e educação da criança e do adolescente. A nível competitivo é exigido do ginasta, muita disciplina e força de vontade, concentração e prática mental dos movimentos, uma necessidade muito grande de repetição e autodomínio do corpo para que tenha um bom desempenho. A idéia básica da Ginástica Olímpica e o seu aparecimento são baseados nas formas naturais de desenvolvimento do homem, entretanto, a sofisticação tecnológica e o alto desenvolvimento técnico dos movimentos em nossos dias parecem interceder nesta fórmula natural, para torná-la muito mais artificial. Pode ser considerada como uma arte, idéia que deu origem ao termo “Ginástica Artística”.

Procedimentos pedagógicos: Procedimento analítico: “consiste numa análise do exercício técnico, dividido cronologicamente em fases (preparatória, de ação, final) resultado de uma progressão destinada a evitar os erros quando se realiza o gesto exato”. Procedimento global: “consistem em fazer globalmente” o exercício, para depois fazer as devidas correções técnicas. Procedimento genético: enriquecimento e aperfeiçoamento da motricidade do indivíduo, colocando-a diante de situações variadas, que lhe induzam a transformar-se. Esta transformação se dá através da aprendizagem de novas formas de movimento.

 Início de Aula AQUECIMENTO PREPARAÇÃO:- Aquecimento cárdio-pulmonar- Condicionamento articular, muscular, em relação ao conteúdo dos exercícios em estudo - Estudo das colocações e das estruturas posturais
 Estudo dos exercicios:Colocação de mini-circuitos para cada exercício estudado EM OFICINAS:  (Atividades pedagógicas) - Fortalecimento da situação inabitual - Fortalecimento das estruturas de atividades - Fortalecimento das estruturas de atividades, se possível em situação inabitual NO APARELHO PRINCIPAL: - Realização global do exercício 
Termino da aula- Melhoria das qualidades fisicas:- Aumento das condições de flexionamento (flexibilidade)- Aumento das condições de força (em relação às estruturas de atividades específicas aos exercícios estudados)
SOLO:Medidas oficiais: Tablado 12m x 12m, com 1m a mais para cada lado, . Este tablado é montado em um pódio de 1m de altura, e é rodeado por uma margem de segurança de 1 metro para cada lado, área esta que não pode ser utilizada pelo ginasta durante a prova.Introdução:  O solo é base de todas outras as provas da Ginástica Olímpica. Os rolamentos são os primeiros elementos a se aprender, seguidos da parada de dois apoios, estrela,... , lançar mão na criação de atividades pedagógicas (ou educativos), seja pelo método global, analítico ou genético.

Rolamento para frente grupado:

Objetivos formativos de sua aprendizagem: Desenvolver a adaptação e domínio da alternância dinâmica de posições corporais, experimentar a sensação de rolar e recuperar o equilíbrio, promovendo adaptação às rotações.

Material: Área plana gramada ou colchões para ginástica, banco sueco, plano inclinado

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Figura 1 - Rolamento de frente grupado

Descrição técnica de rolamento de frente grupado:  Partindo da posição de pé com pernas unidas, flexionar os joelhos e quadris, apoiar as mãos espalmadas no solo à frente do corpo, mãos à largura dos ombros, cotovelos flexionados, dedos voltados para frente, flexionar a cabeça à frente, encostando o queixo no peito e, impulsionando o corpo pela extensão dos joelhos, exercendo força contra o solo, rolar suavemente para frente sobre as costas em posição grupada, mantendo os joelhos unidos e pés em flexão plantar ao saírem do solo. Na fase descendente do movimento, deve-se enfatizar o aumento da alavanca formada pelo corpo, com o objetivo de maximizar o momento que será transformado em velocidade de rotação para frente, sobre o eixo latero-lateral do corpo.A partir do momento em que o corpo passa pelo decúbito dorsal grupado, inicia-se a fase de extensão dos segmentos corporais. Ao completar 360 graus de rotação ao redor do eixo transversal do corpo, em deslocamento para frente no plano sagital, finalizar o movimento em apoio sobre os pés, momento em que os segmentos corporais deverão estar o mais próximos possível entre si, para então efetuar a extensão dos mesmos, elevando-se á posição de pé (ortostática), com elevação os braços em extensão, e assumindo a postura estendida. (Santos, 1997; Corbucci et al, 1993)

Formas de ajuda: em caso de haver apoio do alto da cabeça no solo (e não a nuca) ao rolar, há risco de haver uma torção no pescoço, o que pode ser evitado ajudando-se o executante a manter o queixo junto ao peito, segurando a cabeça pela nuca empurrando-a para baixo, enquanto se conduz a realização do rolamento pela parte posterior da coxa, com a outra mão, no sentido do giro.  

Sugestões de atividades individuais e em duplas para a sua aprendizagem:

- Sentar-se na borda de um colchão ou no gramado, com as pernas flexionadas, abraçando-as com os dois braços. Mantendo as costas arredondadas, deixar-se cair para trás, mantendo a postura descrita anteriormente, e balançar sobre as costas, tal e qual um “mata-borrão”. Após sucessivos balanços, sentar-se novamente de forma contínua (Fig.2). Este exercício pode ser feito, dentre outras, com as seguinte variações: 1- terminando na posição de pé, tentando levantar-se sem o auxílio das mãos; 2 - pedir aos alunos que corram livremente e, ao sinal, deitem-se em decúbito dorsal, abracem as pernas e balancem-se algumas vezes sobre as costas arredondadas. Ao segundo sinal, deverão correr novamente.

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Figura 2 - Balanço "mata-borrão"     Figura 3 - Rolamento iniciando sobre o banco

- Após prepararmos um banco sueco, onde em uma de suas extremidades é colocado um colchão, ou mesmo superfície gramada plana, pedir aos alunos que desloquem-se em quadrupedia (engatinhando)  sobre o banco e, ao chegar à sua extremidade, apóiem as mãos no colchão, flexionem a cabeça à frente e rolem sobre as costas (Fig. 3). Caso não se disponha de um banco sueco, esta atividade poderá ser realizada em duplas, onde um aluno apóia as mãos no solo e estende as pernas atrás, ligeiramente afastadas, outro aluno, posicionado entre as pernas do primeiro, segura-lhe por debaixo dos joelhos, tal e qual um “carrinho de mão”. Após primeiro aluno dar alguns passos com as mãos, deverá flexionar a cabeça, encostando o queixo no peito, e rolar sobre as costas, na grama ou no colchão. (Fig.4)

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Figura 4 - Carrinho de mão com rolamento         Figura 5 - Rolamento em plano inclinado

- Preparar um plano inclinado, mas não muito, que poderá ser feito com uma tábua apoiada em um degrau, ou banco sueco, colocando um colchão fino sobre o mesmo. Pedir aos alunos que executem um rolamento de cima para baixo, sobre as costas, tomando o cuidado sempre de colocar o queixo encostado no peito. Finalizar de pé, levantando-se sem o auxílio das mãos. (FIG. 4) Aquelas crianças que não conseguirem se levantar sozinhas, podem contar com a ajuda de um companheiro, que lhe dará as mãos no final do rolamento, ajudando-a a se levantar sem tocar o solo.

- Deslocar-se em quadrupedia alta em terreno plano gramado, e ao chegar em um colchão ou local pré-determinado, realizar um rolamento apoiando as mãos e nuca em desenho feito no colchão ou grama, com a silhueta correspondente (Fig. 6)

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Figura 6 - Rolamento com posicionamento orientado de mãos e cabeça

- Rolamento de frente grupado na grama ou no colchão, terminando de pé sem o apoio das mãos no solo no final, para ajudar a criança levantar-se. Esta ajuda deverá ser feita por outra pessoa (professor ou aluno), que ficará de frente para o executante, de modo que quando este termine o rolamento, possa dar as mãos para o ajudante, tendo, assim, maior facilidade para levantar-se (Fig. 7).

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Figura 7 - Rolamento de frente grupado com ajuda na finalização

Há outros tipos de rolamentos, como, por exemplo, o rolamento para frente afastado, carpado, o rolamento para trás grupado, carpado, e ainda o salto peixe, ou rolamento saltado. Todos eles devem ser aprendidos passo-a-passo, lembrando que a ajuda é recurso pedagógico importante, e, quando necessária, deve ser sempre utilizada. A correta aprendizagem destes elementos dará condições ao ginasta de realizar um bom mortal e frente ou de costas no solo, com as diferentes posturas, dentre outros elementos que envolvam as rotações do corpo sobre o eixo latero-lateral. Veja as ilustrações dos demais rolamentos.

Rolamento de frente afastado:  

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Figura 8 - Rolamento de frente afastado

Rolamento de frente carpado:  

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Figura 9 - Rolamento de frente carpado

Rolamento saltado ou salto peixe:  

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Figura 10 - Rolamento saltado ou salto peixe

  Rolamento de costas grupado:

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Rolamento de costas afastado:  

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Figura 12 - Rolamento de costas afastado

Rolamento de costas carpado:  

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Figura 13 - Rolamento de costas carpado

Parada de mãos ou de dois apoios

Parada de 2 apoios (parada de mãos):

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Figura 14 - Parada de 2 apoios

Objetivos formativos de sua aprendizagem: Desenvolver principalmente o equilíbrio estático, reconhecimento da posição invertida do corpo e excelente atividade para ganho de consciência da tonicidade corporal (tônus muscular contraído).

Material: Área plana gramada ou colchões para ginástica, saquinhos de tecido, de aproximadamente 10cm x 20cm, com recheio de areia; giz ou arcos (bambolês de plástico)

Descrição técnica da parada de dois apoios ou parada de mãos: Estando o executante de pé, braços elevados e estendidos, alinhados ao tronco, desliza-se uma das pernas à frente no plano sagital, apoiando o peso do corpo na mesma, que deverá flexionar-se, provocando o à inclinação do tronco à frente, flexionando a articulação do quadril sobre o eixo transversal do corpo, aumentando a flexão do joelho da perna anterior. Apoiar as mãos no solo, à largura dos ombros, lançando a perna de trás para o alto, com o joelho em extensão, sendo que a outra perna será lançada imediatamente após a primeira, unindo-se a ela na vertical, completamente estendidas e com os pés em flexão plantar. A cabeça deverá ficar alinhada ao tronco. A posição deverá ser mantida por dois segundos em equilíbrio estático, e depois o ginasta poderá descer as pernas alternadamente, estendidas, em direção ao solo. A primeira perna a tocar o solo irá fazer ligeira flexão de joelho, estendendo-se ao final, após elevação do tronco, finalizando de pé, em posição igual à inicial. (Santos, 1997; Corbucci et al, 1993).

Formas de ajuda: é importante ajudar o executante a chegar na posição invertida, conduzindo-o pela coxa lançada. Ao chegar na posição de apoio invertido, a ajuda de sustentação deverá ser feita segurando-se com ambas as mãos em uma das coxas do executante. (O ideal é que duas pessoas façam a ajuda, uma em cada coxa). A seguir, a mão que apoiava a parte anterior da coxa descerá para o abdome, amparando o retorno das pernas ao solo, e a mão que segurava a coxa na sua parte posterior deverá auxiliar segurando no braço do executante, no movimento em que ele erguerá o tronco no final da parada de mãos.  

Sugestões de atividades individuais (Gómez, 1989: 153):

a)Devemos fazer, inicialmente, com que as crianças acostumem-se a sustentar o peso do corpo sobre os braços, com a elevação dos quadris.  Para isto, podemos utilizar atividades tais como:- Deslocamento em quadrupedia, em decúbito ventral, e ao sinal do professor, eleva-se o quadril, estendendo os joelhos ao máximo.

- Semelhante ao exercício anterior, porém, ao sinal, os alunos deverão elevar uma das pernas estendidas atrás e ao alto.

  - Deslocamento em quadrupedia alta, com as pernas semi-flexionadas e passos alternados. Ao sinal do professor, firmam-se as mãos no solo, estendem-se bem os braços, e, com as pernas unidas e joelhos estendidos, a passos curtos desloca-se elevando e abaixando o quadril. Ao segundo sinal retorna-se ao deslocamento inicial, em quadrupedia alta.

 - Cada aluno em seu lugar, apoiando as mãos no solo à frente do corpo, na largura dos ombros, braços estendidos. Dar pequenos impulsos com as pernas, elevando o quadril e retirando os pés do solo. Poderá ser também solicitado aos alunos que, no momento em que os pés estiverem no alto, tentem bater palmas com os pés. Quanto maior o número de palmas, melhor domínio do apoio invertido o aluno terá desenvolvido.

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Figura 15 - Quadrupedia com elevação de quadril

- Agora em deslocamento, alternando o apoio de pés e mãos no solo, com os braços estendidos.

- Colocar um saquinho de areia entre os tornozelos da criança e pedir-lhe que se desloque para frente, alternando o apoio de mãos e pés no solo, braço estendido (Fig. 16).

- Deslocando-se como descrito anteriormente, ao sinal a criança deverá soltar seu saquinho de areia e pegar o de um colega.

- Pedir agora aos alunos que, na posição de quadrupedia, lancem o saquinho de areia para o alto e para frente com os pés. Apoiando as mãos no solo, à largura dos ombros e com os braços estendidos, lançar o quadril para cima e depois as pernas unidas, soltando o saquinho no alto da trajetória, tentando lançá-lo o mais alto possível. (Fig. 16).

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Figura 16- Quadrupedia com condução e lançamento de saquinho de areia                                                        

- Em posição de quadrupedia, com quadril alto, lançar alternadamente as pernas estendidas para cima. Depois pedir às crianças que se desloquem nesta posição, alternando o apoio de mãos e pés, com os braços bem estendidos, e a perna que estiver sendo lançada atrás também estendida. (Fig. 17)

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- Sem deslocar-se, apoiar as mãos no solo à frente do corpo, à largura dos ombros, braços estendidos, uma perna à frente da outra, flexionar um pouco a perna da frente e  lançar a perna de trás estendida para o alto, a outra perna é lançada logo após a primeira. A perna que foi laçada primeiro desce na frente, em direção ao solo, acompanhada logo a seguir da outra. O movimento se assemelha ao de uma tesoura com as pernas no ar. O aluno deverá dar sucessivos “chutes” alternados com as pernas e os braços estendidos (Fig. 18)

- Mesmo exercício anterior, porém, tentando equilibrar-se por alguns instantes na posição de apoio invertido, descendo as pernas alternadas e finalizando de pé.

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Figura 18- Chutes no apoio invertido            Figura 19 - Apoio invertido nos arcos

 

- Desenhar no solo com giz círculos de aproximadamente 80cm de diâmetro (um círculo para cada aluno), ou colocar vários arcos (bambolês) espalhados no chão. Pedir às crianças que andem livremente entre eles. Ao se aproximar de um círculo, apoiar as mãos no solo dentro do mesmo e das “tesouradas” com as pernas estendidas no ar. Logo a seguir deverá retomar sua caminhada sinuosa (Fig. 19).

- Sem deslocar-se, um aluno em cada círculo, pedir aos mesmos que apóiem as mãos dentro do círculo e mantenham os pés fora, uma perna à frente da outra. A criança deverá lançar as pernas alternadamente, tentando girar para um dos lados. Deixar que a criança gire para o lado que ela tenha mais facilidade.

- Uma perna à frente da outra, inclinar o tronco à frente, flexionando um pouco a perna da frente, apoiar as mãos no solo, à largura dos ombros, mãos espalmadas e braços bem estendidos. Lançar as pernas alternadas e estendidas para trás e para o alto, primeiro a que estava mais atrás, depois a outra, unindo-as no alto. A perna que foi laçada primeiro desce na frente, em direção ao solo, acompanhada logo a seguir da outra. Terminar na mesma posição de início do movimento (Fig. 20).

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Figura 20 - Lançamento à parada de 2 apoios

 

- O mesmo exercício anterior, onde o aluno tenta, no momento em que as pernas estiverem no alto, golpear um pé contra o outro o maior número de vezes possível, com as pernas estendidas, descendo à posição de pé logo a seguir (Fig. 21).

- Parada de mãos com ajuda do professor ou de um colega (Fig. 22). Pode-se utilizar também o apoio de uma parede para a execução da parada, na intenção de treinar o equilíbrio na posição invertida.

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Figura 21 -Batendo os pés na parada                       Figura 22 - Parada de 2 apoios com ajuda

Oitava à parada de mãos:

Oitava à parada de mãos:Variação da parada de mãos a oitava inicia-se a partir da postura de pé como no rolamento de costas carpado e no momento de toque das mãos no solo eleva-se a perna para a posição invertida( parada de mãos).

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Figura 23 - Oitava à parada de mãos

Estrela:

 

Estrela  ou roda

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Figura 24 - Estrela

 

 

Rondada (rodante):

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Figura 25 - Rondada

 

 

4.1.2. SALTO SOBRE O CAVALO (Horse Vault)

 

Medidas oficiais:

- Trampolim com sistema Reuther medindo 1,20m de comprimento por 60cm de largura e 20cm de altura.

- Cavalo medindo 1,60m de comprimento por 35cm de largura e a 1,20 m de altura do solo.

- Atualmente o cavalo pode ser substituído pela mesa de saltos: altura de 1,25 a 1,35m, 95cm de largura por 1,20 m de comprimento, sendo usada sempre na longitudinal, tanto no salto masculino quanto no feminino. A sua superfície de contato é feita de material antiderrapante, oferecendo maior segurança ao saltador.

 

 

"O salto é o exercício de coordenação dinâmica por excelência. Implica o controle global dos deslocamentos no tempo e no espaço. Exige uma coordenação particular ligada ao equilíbrio e ao controle postural: a impulsão. É a partir dos quatro anos que estas situações-problema poderão ser proposta". (Le Boulch).

 

1. Introdução

Quando se pretende aprender um salto sobre o cavalo, é importante que já se tenha feito atividades para a adaptação ao trampolim, que na maioria das vezes é substituído por um equipamento auxiliar chamado mini-tramp (ou mini-trampolim), que é uma mini-cama elástica. Neste caso, estar adaptado ao mini-tramp também será de fundamental importância. Esta adaptação se faz com saltos livres e orientados sobre um colchão de aterrissagem, ainda sem o uso do cavalo ou plinto como obstáculo.

 

Vencida a etapa de adaptação, o que normalmente se aprende são saltos preliminares, que ainda não têm valor no Código de Pontuação por serem extremamente fáceis, mas que irão ajudar na aprendizagem de saltos mais complexos que virão na seqüência. Os saltos preliminares podem ser desenvolvidos com o mínimo de material possível, possibilitando facilmente que seja realizado um trabalho em escolas e outros locais não especializados em Ginástica Olímpica. A aprendizagem destes saltos pode e deve ser iniciada a partir da utilização do plinto.

 

É importante enfatizarmos a aprendizagem de cada fase do salto, pois a boa execução de cada parte resultará em uma boa qualidade técnica do elemento ao final.

 

 

Características a serem desenvolvidas em cada fase do salto (Corbucci, et al, 1993:40)

 

a) Corrida: Movimento acelerado (última passada deve ser a mais veloz); leve projeção do tronco à frente até bem próximo do trampolim, quando então este deverá estar ligeiramente projetado para trás; passadas relativamente longas (crescentes).

 

b) Abordagem e impulsão no trampolim: A partir da corrida, executa-se sobrepasso unindo os pés sobre a parte mais alta do trampolim, acompanhado de uma leve flexão de joelhos e de quadris; o corpo assume uma forma levemente côncava, com angulação anterior à vertical que passa pelos pés (este ângulo é necessário para transformar a velocidade horizontal em impulsão vertical máxima na saída do trampolim); os braços devem ser projetados para frente à altura dos ombros; há vigorosa extensão de quadril, joelhos e tornozelos, que lançarão o corpo ao primeiro vôo.

 

c) Primeiro vôo: Tem início quando os pés perdem o contato com o trampolim, terminando assim que acontece o apoio das mão no cavalo ou plinto. Para um salto simples (sem reversão do corpo), a angulação do segmento tronco/pernas não deverá exceder a 20º acima da horizontal que passa pelos ombros. Por sua vez,  saltos mais complexos exigem angulação maior.

 

d) Abordagem ao cavalo: Deve ocorrer com os braços em alinhamento com o tronco, paralelo entre si, e com os cotovelos em completa extensão. O amortecimento do impacto ao chegar ao cavalo se faz pela depressão das escápulas, e sucessiva repulsão dos ombros.

 

e) Repulsão de ombros: Ao toque das mãos sobre o cavalo ou plinto, o ginasta imediatamente deverá empurrar o aparelho para baixo, através da elevação de seus ombros, mantendo os cotovelos em extensão (repulsão de ombros). Esta ação é responsável pela boa altura do segundo vôo, no qual geralmente são realizadas as acrobacias que caracterizam o salto.

 

f) Segundo vôo: Começa quando o ginasta perde o contato com o cavalo ou plinto e termina ao toque dos pés no solo. Neste vôo o ginasta deverá atingir o ponto máximo em altura e/ou demonstrar uma maior complexidade de movimentos, onde são feitos os mortais e parafusos, nos saltos do alto nível.

 

g) Aterrissagem: Finalizando o movimento, o ginasta deve assumir posição de pé e estática, incluindo amortecimento do impacto da queda sobre o colchão de chegada através de flexão dos tornozelos, joelhos e quadril. A elevação dos braços em extensão é esperada do ginasta como apresentação final.

 

 

Salto frontal grupado sobre plinto ou cavalo (salto “Höcke”)

Objetivos: Desenvolver a coordenação específica para o salto, e as habilidades necessárias para realizá-lo com ou sem o auxílio do trampolim.

Material: Área gramada ou colchões para ginástica de solo, trampolim oficial de Ginástica Olímpica ou material adaptado. Colchão ou caixa de areia para aterrissagem.

Descrição técnica do salto grupado sobre o plinto: Após uma breve corrida de aproximação e tomada de impulso no trampolim com os pés unidos, realizar o primeiro vôo com o corpo estendido e apoiar as mãos sobre o plinto, posicionado na transversal, mantendo os cotovelos em extensão e braços paralelos entre si. Nesse instante, desenvolver repulsão de ombros, empurrando o aparelho para baixo, sem flexionar os cotovelos, levando os joelhos ao peito e transpondo o aparelho, em postura grupada. Em seguida, após o segundo vôo, estender o corpo rapidamente até a posição de pé sobre colchão de queda ou caixa de areia, flexionando os joelhos para amortecer o impacto, e assumindo a posição de pé equilibrada, com os braços elevados e paralelos, cotovelos em extensão. (Santos, 1986:149).

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Figura 1 - Salto grupado sobre o cavalo

 

Formas de ajuda: dois ajudantes, um em cada lado do trampolim, irão, ao toque dos pés do executante no trampolim, segurar uma de suas mãos no braço e outra conduzindo o executante na direção do salto, com pegada na parte posterior da coxa. (Pode-se trabalhar somente com um ajudante).

 

Sugestões de atividades individuais (Santos, 1986:150):

- “Salto da lebre” no solo: O executante, agachado, deverá saltar para frente estendendo o corpo, para alcançar o solo com as mãos espalmadas, braços estendidos. Em seguida, flexionar as pernas trazendo os joelhos para frente, e apoiando os pés entre as mãos. Estas saem rapidamente do solo para iniciar novo salto da lebre (Fig2).

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Figura 2 - Salto da lebre

 

- Executar o “salto da lebre” sobre o plinto na longitudinal, inicialmente com dois módulos, podendo aumentar progressivamente de acordo com a capacidade dos alunos.

- Corrida de aproximação com impulso no solo ou trampolim, realizar salto grupado sobre o plinto, com apoio dos pés sobre o mesmo, seguido de salto estendido para o colchão ou caixa de areia. O número de módulos a ser utilizado no plinto dependerá da impulsão: se for realizada no solo, iniciar com três módulos, se realizada no trampolim, iniciar com quatro módulos. Pode-se ir aumentando a altura do plinto à medida que a habilidade da turma permitir.

- Salto grupado transpondo o plinto, inicialmente na transversal, somente após muito treino na longitudinal, como apresentado na figura, com ajuda do professor ou de dois alunos, que deverão posicionar-se ao lado do trampolim ou local de impulsão, segurando o braço do executante com uma das mãos, e a outra impulsionará o corpo para cima, pegando na parte posterior da coxa que estiver do seu lado. Esta ajuda poderá ser eliminada para os alunos com maior habilidade.

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Figura 3 - Salto grupado sobre o plinto

 

Na medida em que o domínio do salto for sendo consolidado, transfere-se a execução para o cavalo para saltos oficial.

 

 

 

Saltos afastado sobre plinto ou cavalo (salto “Grätsche”)

Objetivos: Desenvolver a coordenação específica para o salto, e as habilidades necessárias para realizá-lo com ou sem o auxílio do trampolim

Material: Trampolim oficial de ginástica olímpica ou material adaptado. Colchão ou caixa de areia para aterrissagem.

Descrição técnica do salto afastado sobre o plinto: Após uma corrida e tomada de impulso no solo ou trampolim, com os pés unidos, o executante realizará o primeiro vôo com o corpo estendido até tocar com ambas as mãos no plinto, disposto transversalmente, braços estendidos e alinhados aos ombros. Nesse instante, ele deverá desenvolver repulsão de ombros, empurrando o aparelho para baixo e realizando o segundo vôo com as pernas afastadas. Ao iniciar a fase descendente deste último vôo, as pernas estendidas deverão se unir até a posição de pé sobre colchão de queda ou caixa de areia, amortecendo o impacto com semi-flexão dos joelhos, estendendo-os a seguir.  

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Figura 4 - Salto afastado sobre o cavalo

Formas de ajuda: Tanto nas atividades educativas quanto no salto afastado completo a ajuda deverás ser feita por um só ajudante, posicionado na área de queda (após o cavalo), e que fará uma puxada pelos braços do executante na direção da área de aterrissagem, puxando-o desde o 1º vôo, até que este recupere seu equilíbrio na posição final.  No momento da ajuda o ajudante deverá deslocar-se para trás, evitando chocar-se com o executante.

 

Sugestões de atividades individuais ou em duplas (Santos, 1986:156):

 

- Realizar o “salto da lebre”, descrito nas atividades do salto grupado sobre o plinto, porém, com afastamento das pernas estendidas no plano frontal. Feito isto, o próximo passo será realizar o “salto da lebre” tentando exercer maior repulsão dos ombros sobre o solo.

- Em duplas, um aluno agacha no solo, e o outro irá, após alguns passos de corrida, tentar saltar por sobre suas costas, apoiando as mãos nas mesmas (Fig. 5) e passando as pernas afastadas e estendidas pelas laterais do colega, unindo a seguir para aterrissar de pé (atividades popularmente conhecida como “pular sela” ou "pular carniça"). O aluno que estiver agachado poderá aumentar a altura de suas costas na medida em que o colega for solicitando. As posições se invertem após algumas repetições, para que ambos os alunos realizem a atividade.

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Figura 5 - "Pula sela"

 

- Partindo da posição agachada sobre uma das extremidades o plinto, disposto na longitudinal, o executante deverá realizar o “salto da lebre” com as pernas afastadas e estendidas, apoiando as mãos na extremidade oposta do plinto, com braços estendidos e alinhados aos ombros. Deverá haver um auxiliar, que ficará de frente, segurando o executante pelos braços e puxando-o em sua direção, acompanhando o exercício até sua finalização no solo, com pernas unidas (Fig. 6).

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  Figura 6 - Salto afastado com início sobre o plinto longitudinal

 

- Realizar uma corrida e impulsão no trampolim ou solo, e fazer o salto afastado sobre o plinto, com ajuda do professor, apoiando as mãos e em seguida os pés sobre o plinto, realizando salto estendido para finalizar de pé sobre o colchão ou caixa de areia.

- Após corrida e impulsão no trampolim ou solo, realizar o salto afastado completo, com ajuda, transpondo o plinto somente com o apoio das mãos.

- Os alunos que já tiverem segurança poderão realizar o salto afastado propriamente dito, sozinhos, utilizando-se do equipamento oficial.

 

Salto Rondada

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Figura 7 - Salto rondada sobre o cavalo

 

Salto Reversão (Übershlag)

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Figura 8 - Salto reversão sobre o cavalo

 

 

 

 

ANEXO (material extra)

 

 UNIDADE V -  GINÁSTICA DE TRAMPOLIM

 

GINÁSTICA DE TRAMPOLIM

 

Histórico

 

O Trampolim surgiu há centenas de anos. Embora não seja possível precisar exatamente a sua origem, sabe-se que durante a Idade Média havia alguns precursores: os acrobatas de circo, que utilizavam tábuas de molas nas suas apresentações; e os trapezistas, que realizavam novos saltos a partir do impulso da rede de segurança.

No entanto, o Trampolim como esporte foi criado apenas em 1936 por George Nissen, nos Estados Unidos. Em pouco tempo, foi introduzido como modalidade esportiva nos programas de educação física em escolas, universidades e treinamentos militares. Recentemente, o Trampolim virou moda nas academias de ginástica do mundo todo.

O Trampolim chegou ao Brasil em 1975, trazido pelo professor José Martins de Oliveira. Os campeonatos regionais e nacionais logo se popularizaram.

Em 1990, na Alemanha, o Brasil participou pela primeira vez de um Campeonato Mundial.

Em 1997, o Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou a inclusão do Trampolim como modalidade olímpica.

Até o ano de 1998, o esporte tinha como entidade a FIT - Federação Internacional de Trampolim, órgão responsável por promover eventos da modalidade no mundo todo.

No Brasil, o esporte estava filiado a CBTEA - Confederação Brasileira de Trampolim e Esportes Acrobáticos, sendo sua sede localizada no Rio de Janeiro e diversas Federações filiadas nos Estados Brasileiros.

A partir de 1999, a Ginástica de Trampolim foi anexada à Ginástica Artística, subordinado a FIG - Federação Internacional de Ginástica.

A Ginástica de Trampolim passou a ser um esporte olímpico recentemente. Sua aparição ocorreu nos Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000.

O Brasil, embora sem apoio governamental, já possui a oitava posição no ranking mundial.

Até meados 2003, a Ginástica de Trampolim era chamada de Trampolim Acrobático. Esta denominação gerava muita confusão com as disciplinas de Saltos Ornamentais (modalidade aquática). Daí a inclusão do nome 'Ginástica', antes do 'Trampolim'. Acredita-se que com esta nova denominação as pessoas reconheçam mais facilmente sobre que esporte estamos nos referindo.

5.1 Aparelhos oficiais e acessórios da Ginástica de Trampolim

 

Aparelho de trampolim

O aparelho Trampolim ou cama elástica como é conhecido, é uma grande forma de se exercitar. O uso certo do aparelho ajuda a desenvolver a coordenação motora, percepção cinestésica, força muscular e autoconfiança em muitos atletas, por isto é que muitos esportes utilizam o trampolim para auxiliar seu treinamento, como a ginástica olímpica, saltos ornamentais e esqui.

 

Essa modalidade da ginástica é dividida em 4 provas e 3 aparelhos:

  • Trampolim: É a prova mais popular. O aparelho onde são executados os movimentos mede 5m x 3m x 1,15 e é conhecido pelo público em geral como “cama-elástica”. O atleta adquire altura – cerca de 5 ou 6 metros – e estabilidade com saltos preliminares. Única prova olímpica.
  • Trampolim sincronizado. Nele os atletas se apresentam em trampolins diferentes e devem executar os elementos simultaneamente.
  • Duplo Mini-Trampolim: Como o próprio nome diz, o aparelho dessa prova é menor que o trampolim. O atleta salta nele após uma corrida e executa 2 elementos técnicos distintos sem interrupção.
  • Tumbling: A prova é composta por 2 séries de 8 exercícios acrobáticos variados, similares aos do solo da Ginástica Olímpica. Eles são executados continuamente em linha reta sobre a pista

Tumbling                                                      Duplo-minitramp

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 Trampolim ou cama elástica

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5.2 Saltos e composição de seqüências.

 Características da Ginástica de Trampolim

A Ginástica de Trampolim é uma disciplina onde o atleta executa saltos acrobáticos no Trampolim, Duplo Mini Trampolim e/ou Tumbling.

Esporte, que combina harmonia, destreza, equilíbrio e muita coordenação, reúne atletas de diversas idades, mas exige dedicação e muito treinamento.

Essa modalidade da ginástica é dividida em 4 provas:

 

TRAMPOLIM INDIVIDUAL

 

A execução nos aparelhos deve ser arrojada e harmoniosa. Nos saltos os atletas atingem a marca de até 8 metros de altura, executando saltos mortais, duplos até quádruplos mortais e piruetas das mais variadas. Uma banca de juízes avalia os competidores onde o que mais se conta é a postura e a dificuldade.

É a categoria mais popular. O aparelho onde são executados os movimentos mede 5m x 3m x 1,15 e é conhecido pelo público em geral como “cama-elástica”.

Muito antes do trampolim atual, já existiam ginastas notáveis de todo mundo que executavam muitas das difíceis habilidades e combinações de movimentos que são vistas hoje.Os trampolins de competição internacionais de hoje são maiores e mais poderosos que os utilizados antigamente e estão muito distantes dos "modelos fundo de quintal" que são achados ainda hoje na maioria bairros suburbanos americanos.

Competição

Em uma competição oficial são executadas 3 rotinas de elementos(séries )

Trampolim

Nas séries o atleta deve executar 10 elementos seqüenciados(sem interrupções ou saltos intermediários) de acordo com as regras da FIG(Federação Internacional de Ginástica). Qualquer parte do corpo pode tocar a rede e os elementos com rotações ganham valor de dificuldade.

 

Preliminar ( fase classificatória) - O ginasta deverá executar duas (2) séries na preliminar: a 1ª obrigatória e a 2ª livre.

Final Na final o ginasta deverá executar uma série livre.

 

 

Trampolim ou cama elástica

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TRAMPOLIM SINCRONIZADO

 

O trampolim sincronizado exige a mesma habilidade técnica que o trampolim individual, porém soma-se a isso uma maior precisão de tempo na execução dos exercícios. São usados dois trampolins para dois atletas de performances parecidas que devem executar uma série de 10 elementos iguais e simultaneamente. Assim, artisticamente, cada um executa como se fosse uma imagem de espelho do outro, aumentando a beleza visual da competição de trampolim.

Trampolim sincronizado

Competição

Em uma competição oficial são executadas 2 rotinas de elementos(séries)

 

Preliminar O ginasta deverá executar uma série na preliminar- Séries livres

Final O ginasta deverá executar uma série na final- séries livres.

 

Séries obrigatórias- são seqüências de movimentos pré determinados pelo regulamento.

 

Série(s) Livre(s) – são seqüências de elementos elaboradas e montadas pelos técnicos e atletas de acordo com sua capacidade de execução.

DUPLO MINI TRAMPOLIM

 

É um esporte relativamente novo que combina a corrida horizontal do tumbling com os saltos verticais do trampolim. Depois de uma pequena corrida, o atleta salta sobre um trampolim pequeno duplamente nivelado para executar um movimento (salto) em um dos níveis, ressaltando no segundo nível, seguido imediatamente por um elemento que irá finalizar sobre o colchão de aterrissagem. Como o próprio nome diz, o aparelho dessa categoria é menor que o trampolim. O atleta salta nele após uma corrida e executa 2 elementos técnicos distintos sem interrupção.

Competição

Duplo Mini-Trampolim

A prova deste aparelho é composta de duas passadas na preliminar e duas passadas na final e os elementos são avaliados pela técnica e dificuldade. Os saltos devem ser executados com o toque apenas dos pés na rede, nenhuma outra parte do corpo poderá tocar o aparelho.

O atleta deverá executar dois elementos de figura durante as passadas, permitindo assim dois ou três contatos no aparelho.

EX.: Salto grupado e salto afastado.

Preliminar O ginasta deverá executar duas (2) passadas livres diferentes.

Final O ginasta deverá executar duas (2) passadas livres diferentes da Preliminarsadas

 

Quando o atleta inicia a corrida de aproximação do aparelho e executa os dois salto de figura no aparelho é considerado uma passada.

TUMBLING

O Tumbling é executado em uma pista de molas ou equipamento similar, que ajuda os acrobatas dando uma propulsão, sempre demonstrando velocidade, força e habilidade enquanto executam uma série de manobras acrobáticas. Saltos mortais explosivos com múltiplos saltos e piruetas serão executados sempre em busca de uma performance próxima ao topo.

 

Competição

 

Tumbling

A prova dessa categoria é composta por 2 séries de 8 exercícios acrobáticos variados, similares aos do solo da Ginástica Olímpica. Eles são executados continuamente em linha reta sobre a pista.  Em competições oficiais a prova é acontecerá:

 

Preliminarcom duas passadas na preliminar com 8 elementos em cada uma delas de acordo com as regras da FIG (Federação Internacional de Ginástica).

 

Final -O ginasta deverá executar duas passadas de série livre na final com oito (8) elementos.

O ginasta não poderá repetir as séries da preliminar.

 

 

CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE GINÁSTICA

CATEGORIAS

Categoria                              Idade ( completados no ano da competição)

Pré-Infantil                             09 e 10 anos

Infantil                                    11 e 12 anos

Infanto-Juvenil                       13 e 14 anos

Juvenil                                               15 e 16 anos

Adulto                                     17 anos e acima

 

Composição das Equipes

Será composta de 03 (três) a 04 (quatro) ginastas, levando-se em consideração as três melhores notas.

Observação

No último ano de sua categoria principal, o ginasta poderá competir uma categoria acima com exceção das categorias Júnior e Elite, que deverá ser respeitada a faixa etária  determinada.

 

 

 

 

 

 

BENEFÍCIOS DA GINÁSTICA DE TRAMPOLIM

 

  • Desenvolvimento Muscular – Saltar no trampolim ajuda a desenvolver força, especificamente na postura muscular e nas musculaturas que envolvem os olhos.

 

  • Aptidão cardiovascular – Embora saltar  no trampolim visando a competição seja uma atividade anaeróbica e o  programa de treinamento possibilita exposições repetidas em saltar gerando benefícios cardiovascular significativos.

 

  • Aumentar a percepção cinestésica – Saltos rápidos corretos no trampolim aperfeiçoam a percepção que o participante tem do seu corpo no “espaço”. Esse benefício é captado por outros esportes, ao usarem o trampolim ( cama elástica) como um treinamento auxiliar de seus programas técnicos.

 

  • Baixo nível de aprendizado – Um programa correto de ensinamento de trampolim rapidamente ajuda os atletas a aprender novos movimentos, possibilitando assim o desenvolvimento da autoconfiança e do estímulo global. 

 

PROTEÇÕES – AUXILIOS NO TRAMPOLIM E PREVENÇÃO DE ACIDENTES

 

A maior parte dos acidentes no trampolim ocorrem pelas aterrissagens incorretas, principalmente dos movimentos de rotações.

Os movimentos no trampolim envolvem altura e para que possam ser executados com segurança devemos observar alguns pontos importantes:

  • Cuidado com o deslocamento do aparelho quando este estiver fechado. Observe se as rodas estão viradas para o lado que deseja empurrar.
  • Verificar a montagem do aparelho e se todos os pontos de apoio estão nivelados no chão.
  • Colocar colchões de proteção envolta do aparelho( qualquer que seja ele: tumbling, duplo mini ou trampolim)
  • Montar a armação de auxilio( prolongamento do trampolim ) quando em clubes competitivos.
  • NÃO USE O TRAMPOLIM SE A TELA APRESENTAR ALGUM TIPO DE RASGO. 

 

Acidentes no trampolim

  • Acidentes relacionados com os equipamentos e ambiente: Verificar a montagem do aparelho;
    • Caso as aulas sejam dadas em ambiente sem parede, permitir que o aluno salte para se ambientar com o espaço antes de realizar as seqüências solicitadas.
    • Não permita que o treinamento ao ar livre seja realizado com sal muito forte, pois o sol pode cegar o atleta momentaneamente não permitindo uma aterrissagem de segurança.
    • NÃO É PERMITIDO QUE FLASH DE MAQUINAS SEJAM USADOS NOS GINÁSIOS, OFUSCAM A VISÃO DO ATÇLETA COMO O SOL. 
  • Acidente dentro do trampolim:
    • Aterrissagem incorreta- considera-se uma aterrissagem incorreta aquela que não permite estabilidade do atleta e conseqüentemente dificulta a continuidade da série. PARA UMA BOA ATERRISSAGEM- O corpo deve estar contraído e estável, a parte do corpo que toca a rede deve estar sempre contraída, quando os pés tocam a rede devem estar afastados na largura do quadril.
    • Cortes na pele
  •  Acidentes fora do trampolim: 
    • acidentes ao descer do trampolim,
    • cair no meio das molas,
    • cair sobre a armação do trampolim ,
    • cair completamente fora do trampolim .

PARA EVITAR ACIDENTES DEVEMOS OBSERVAR ALGUMAS REGRAS:

 

  • Nunca permitir que o aluno iniciante execute elementos não aprendidos como os mortais.
  • Ensinar as progressões pedagógicas( passos das seqüências dos movimentos) adequadas para cada salto antes de executá-lo.
  • Proteger adequadamente o atleta em saltos de dificuldade.
  • Organizar a aula com os alunos auxiliando a proteção no aparelho de acordo com o esquema abaixo.  

TUMBLING

O Tumbling é executado em uma pista elevada que impulsiona os acrobatas, proporcionando uma propulsão que pode elevá-los mais alto que uma tabela de basquetebol; a Pista de tumbling é montada como no desenho abaixo, necessiatndo de um espaço de aproximadamente 40 metros de comprimento para que seja montada de acordo com as regras oficiais.

 
 

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