Causas e Diagnóstico da Infecção do Trato Urinário
Causas da Obstrução do Esvaziamento da Bexiga
Gestação, hipertrofia de próstata, cálculos renais, tumores e constrições de qualquer natureza são as principais causas de obstrução do esvaziamento completo da bexiga.
Quando há um resíduo urinário de mais de 2 ou 3 ml, a ocorrência de infecção é mais provável. A infecção, superposta a uma obstrução do trato urinário, pode levar ao envolvimento dos rins, com rápida destruição do tecido renal.
A perda do controle neurológico da bexiga e dos esfíncteres, somada ao volume residual abundante de urina, causa uma obstrução funcional do fluxo urinário, tornando os pacientes particularmente suscetíveis a infecções recorrentes.
Fatores de Risco e Complicações
O refluxo vesicoureteral (refluxo da urina da cavidade da bexiga para os ureteres, às vezes para o parênquima ou pelve renal) é comum em crianças com anormalidades anatômicas do trato urinário e pode predispor a infecções ascendentes e lesão renal. O refluxo também pode ocorrer em associação com infecções em crianças, sem outras anormalidades, mas tende a desaparecer com a idade.
Outros fatores que contribuem para a instalação de uma infecção urinária são o diabetes e a manipulação do trato urinário inferior (uso de cateter).
A Importância da Urocultura
A cultura de urina ou urocultura é sempre solicitada quando existe uma hipótese de infecção do trato urinário.
Tópicos fundamentais para o sucesso da urocultura:
- Coleta adequada de urina do jato médio;
- Transporte e acondicionamento corretos;
- Informações do paciente imprescindíveis: idade, sexo, hipótese diagnóstica, uso de antimicrobianos, culturas positivas anteriores, etc.;
- Exame de um esfregaço corado (Gram de gota de urina não centrifugada), quando possível avaliar urina de rotina;
- Plantio em meios de cultura adequados (ex.: CLED, Brolacin, Ágar Sangue, Ágar MacConkey ou Ágar Colúmbia).
Coleta, Transporte e Armazenamento da Amostra
Urina – Urocultura e Gram de gota não centrifugada
Orientações Gerais:
- Colher a primeira urina da manhã ou após um intervalo de no mínimo 2 horas;
- Usar sempre recipiente estéril, abrindo-o apenas no momento da coleta;
- A higiene deve ser rigorosa com água e sabão;
- Enxaguar até retirar todo o sabão;
- Secar com gaze (se no laboratório) ou toalha limpa (se domiciliar);
- Iniciar a micção, desprezar o primeiro jato, colher o jato médio e desprezar o jato final.